Dana White, presidente do UFC, declarou que a Maconha continuará sendo considerada doping, porém a quantidade de nanogramas permitidas no organismo dos atletas deverá aumentar. As informações são do Esporte UOL

Apesar da crescente aceitação da maconha no âmbito medicinal e do uso recreativo ter sido aprovado em alguns estados norte-americanos, a droga deverá continuar sendo considerada doping em competições esportivas.

Em entrevista coletiva, ao ser questionado sobre uma possível remoção do entorpecente da lista de substâncias banidas, White declarou não acreditar na possibilidade. “Esta é uma questão delicada pois, ao final do dia, as pessoas sempre olham para a maconha de uma forma diferente. Mesmo que se torne legal e você saia por aí, fumando em casa ou em público, quando você está competindo em um esporte… a razão pela qual a maconha medicinal foi liberada para pacientes diagnosticados com câncer é o alívio para as dores e outros sintomas. Eu penso que a maconha ainda deverá ser tipificada como uma espécie de analgésico, e analgésicos são substâncias proibidas.”

Nos Estados Unidos, 23 estados legalizaram o uso medicinal do entorpecente, enquanto outros três estados descriminalizaram o uso recreativo. Apesar de acreditar que a droga sempre será proibida, White ressalta que o valor aceitável para não ser considerado doping deverá ser reajustado. “Eu não acho que existirá um dia em que a maconha seja algo positivo para os atletas, mas a quantidade de nanogramas que poderão ser encontradas no organismo dos atletas deverá aumentar um pouco. As Comissões provavelmente deverão permitir mais nanogramas”, conclui White.

Em maio de 2013, a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) aumentou o índice considerado aceitável para substâncias encontradas na droga de 15 para 150 nanogramas por milímetro de sangue. Em setembro do mesmo ano, a Comissão Atlética de Nevada, principal reguladora das competições do UFC, elevou o índice de aceitação de metabólitos de maconha de 50 para 150 nanogramas.