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Vivemos um momento em que a legalização da maconha vem atraindo o mercado. Muitos defensores vêm dizendo que isso é importante para o processo de legalização. Revistas, que criminalizavam os defensores das marchas por apologia, agora só faltam ensinar a plantar maconha.

Mas não estamos na luta há tantos anos para agradar o grande mercado. Lojas que vendem produtos necessários à plantação de verduras e da erva da paz sempre defenderam o autocultivo, como forma de combater essa brutal guerrra às drogas, que nada mais é do que a guerra aos pobres. Queremos pequenos livres comércios, sem monopólios, oligopópolios, cartéis ou quaisquer relações monstruosas de acumulação com uma planta que é, ao mesmo tempo, produção e consumo, fora de alienantes relações de trabalho e exploração.

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A maconha no Brasil traz um grave problema ao mercado e ao Estado, pois ela dá em qualquer lugar. A planta é comum, de todos, comumnista, ainda mais nesse maravilhoso país, onde tudo que se planta dá.

O Uruguai estatizou a erva da paz e os Estados Unidos vêm privatizando. Os debates sobre a quantidade permitida para plantar em sua casa violam ambas posições. Se estou em minha casa, nem o Estado muito menos o mercado podem estabelecer o número de plantas que vão nascer em minha propriedade, obviamente desde que não seja um latifúndio.

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A planta é comum, este debate devemos travar na Marcha da Maconha, pois somos a Multidão das marchas no Brasil e no Mundo, e não lutamos por décadas pelo mercado nem pelo Estado, e sim pelo comum, que é a planta da paz do Reino de Jah, sem qualquer controle.

Nossa luta não pode ser privatizada, nem estatizada, e não podemos aceitar essa apropriação do comum da planta da paz, pois nunca fomos, nem seremos, massa de manobra, somos a multidão libertária.

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