Em meio ao funeral de Nelson Mandela, o maior líder da luta contra o racismo no mundo, e no dia do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, o Senado do Uruguai aprovou, por 16 X 13 votos, a legalização da maconha.

Agora, em nosso país vizinho, que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, será permitida a compra mensal de 40 gramas de maconha por pessoa, o cultivo pessoal de 6 pés de maconha e, através de cooperativas de 15 a 45 pessoas, o consumo e o cultivo coletivo.

Meses depois de legalizar o aborto e a união civil de pessoas do mesmo sexo, o Uruguai agora também legalizou a erva da paz. Em 1948, neste dia, entrava em vigor a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada após a segunda guerra mundial. Agora, no mesmo dia, a maconha é legalizada como política alternativa a esta hipócrita guerra às drogas, que nada mais é do que a guerra aos pobres, que tanto agrada aos financiadores do monopolizado tráfico de drogas, mercado associado à venda de armas.

Legalizar a maconha no dia do funeral de Mandela é muito simbólico, pois a maconha foi criminalizada por racismo, já que o hábito de fumar a flor da planta fêmea foi distribuído ao mundo pelos negros degredados e escravizados pela diáspora africana.

Parabéns aos ativistas uruguaios e à Frente Ampla, base de apoio ao governo do grande Presidente José Mujica. Que esta vitória sirva de inspiração a tantos ativistas que lutam pela legalização da maconha em nosso país continental. Brasil, sente a maresia que vem do Uruguai. Vamos fortalecer as Marchas da Maconha e legalizar o fumo de Angola no Brasil.