Foi aprovado a pouco no Senado uruguaio o projeto que regula a produção, distribuição e o comércio, além do cultivo para uso pessoal com restrição de seis plantas, além da implantação de clubes de cultivo. A cada segundo nos mais diversos sites, e mais tarde nas outras mídias isso será mostrado.

De formas e formatos diferentes e com fontes, iguais ou diferentes, alguns insistirão em Ronaldo Laranjeira, lobista de remédios e adepto da política manicomial da cidade de São Paulo, e deixarão ao largo especialistas como Tarso de Araujo ou Dartiu Xavier. Que quando usados como fontes tem sua fala direcionada ou editada a uma tendência proibicionista, e às vezes caolha da mídia sobre o assunto maconha ou drogas.

O país com 3,8 milhões de habitantes, será diminuído constantemente em reportagens que farão comparações com o Brasil, mas há de lembrar que há uma ampla resistência tanto política quanto social, por meio de abaixo assinados e de uma votação apertada no fim da noite de terça em Montevidéu, 16 a 13 para a lei da Frente Ampla, do presidente Mujica.

Dentro de 120 dias veremos as primeiras ações práticas de um país que rompeu com o proibicionismo de maneira singular, e em breve plural, com a responsabilidade na mão do estado. Diferente de ações pontuais como a Espanha com seus clubes canábicos e a Holanda, que faz com que os donos de coffee shops tenham que comprar ilegalmente a erva que vendem legalmente. A Onu irá se pronunciar e deveria, apesar de improvável, retirar a canábis da lista de substâncias consideradas, perigosas.

Pois se continuar insistindo em compará-la ao crack e a heroína, com o passar dos anos e a mudança dos países a nossa volta, até o espectador do Jornal Nacional, irá coçar a cabeça em quanto toma sua cerveja e fuma o seu último cigarro do dia e pensar, acho que não é bem assim, “porque eu tenho um amigo que até é gente boa”.

Enviado por Gabriel Murga, 24 anos, Jornalista
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