Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul apontam que o THC presente na maconha tem a capacidade de reprimir algumas funções imunes, como a inflamação, problema comum em quem sofre de artrite e esclerose múltipla. Mais um ponto para a ganja medicinal! As informações são da Revista Galileu.

A chave seria a capacidade da erva de reprimir algumas funções, como a inflamação

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul descobriram que a maconha tem potencial no tratamento de doenças autoimunes em que a inflamação crônica é muito presente — o caso de artrite, lúpus, colite e esclerose múltipla.

Publicadas no Journal of Biological Chemistry, as descobertas mostram que a chave do potencial da maconha está em sua capacidade de reprimir algumas funções imunes, principalmente a inflamação.

Com base em pesquisas recentes que sugerem que algumas moléculas ambientais, externas ao DNA, podem alterar seu funcionamento, o estudo examinou se o princípio ativo da maconha, o tetraidrocanabinol (THC), pode afetar o DNA através de caminhos “epigenéticos” .

O grupo de moléculas com a capacidade de modificar o DNA e o funcionamento dos genes que controla é coletivamente designado como o epigenoma. Ele é composto por um grupo de moléculas chamas de histonas, que são responsáveis pela inflamação, tanto benéfica quanto nociva.

A equipe de pesquisa, liderada por Mitzi Nagarkatti, Prakash Nagarkatti e Xiaoming Yang, descobriu que o THC pode, de fato, afetar a expressão do DNA por meio de passagens epigenéticas ao alterar as histonas.

“O estudo atual demonstra pela primeira vez que o THC pode modular as respostas imunológicas por meio de uma regulagem epigenética que envolve a modificação das histonas”, afirma o resumo.

À medida que o uso recreacional e medicinal da maconha se torna cada vez mais aceito em países desenvolvidos, mais pesquisas estão sendo realizadas e mais aplicações da droga no tratamento de doenças estão sendo descobertas.

A maconha já possui uma variedade de usos medicinais, incluindo o tratamento de dor crônica, náusea, vômito e a caquexia, síndrome que afeta alguns pacientes com aids.