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MACONHA, REDE GLOBO E NOVELA DO PLC 37

O Projeto de Lei da Câmara nº 37/2013, que está no Senado, nasceu sob o hipócrita fundamento de que seria um instrumento para combater o crack. Mas, na realidade, o objetivo é internar todos os “drogados” nas “Comunidades Terapêuticas de Acolhimento”. Como a maioria prefere maconha, os maconheiros serão o maior alvo dessas internações.

A Rede Globo está denunciando na sua novela principal, depois do Jornal Nacional, uma situação de internação, onde a família e todo o discurso punitivo psiquiátrico de combate às drogas são usados para prender as pessoas em “camisas de força químicas”, quando dopam o internado de fortíssimas drogas lícitas.

A novela traz o caso de uma pessoa presa com cocaína forjada, narrando todo o discurso de combate às drogas ilícitas. Denuncia o uso desse discurso por familiares mal intencionados e ignorantes.

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A Globo sabe que esse projeto de lei tem o objetivo de criar uma rede de arrecadação nacional, que vai gerar bilhões de reais para sustentar essas Comunidades que são, em sua grande maioria, ligadas a entidades religiosas evangélicas. A emissora teme o fortalecimento de seus canais de televisão concorrentes e de partidos políticos, que estão por dentro das alianças eleitorais do governo federal e usam a boa fé religiosa com fins eleitoreiros.

Mas temos de aproveitar as contradições do sistema de representação e complexidades criadas por esse capitalismo cognitivo dos banqueiros. E dizer para milhões de caretas noveleiros, que esse PLC 37/2013 vem para fortalecer ainda mais esses verdadeiros presídios psiquiátricos a nível nacional.

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André Barros

Advogado da Marcha da Maconha, mestre em ciência penais, Secretário-Geral da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e membro da Comissão de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros.

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