O mês de novembro é verde e isso ninguém mais pode negar. Logo, Dr. André Barros – advogado da Marcha da Maconha, aborda no texto desta semana o quão sofrido e difícil é dialogar sobre o uso medicinal da erva diante de tanta burocracia, preconceito e uma política proibitiva que ceifa o direito à saúde do próximo.

[pull_quote_center]Em pacientes terminais, onde pouco pode ser feito, a maconha serve para reduzir a dor e isso já seria muita coisa. Agora, que algumas pesquisas chegam a afirmar que a erva ataca a própria doença, parece inacreditável que seja proibida e criminalizado seu uso.[/pull_quote_center]

Você já imaginou como fica a situação de alguém que conhece uma maneira de melhorar a vida de um familiar, mas é proibido de falar disso? A sensação vivida é de pura impotência. Passando por doenças terminais gravíssimas, entes queridos sofrem dores lancinantes e, diante deste quadro terrível, são ministrados calmantes, bomba de oxigênio, remédios e mais remédios são engolidos.
O coração sufoca o pulmão, e nada resolve tanta dor física e mental. Você se coloca no lugar de quem está passando por isso e pensa, se fosse comigo, era maconha de todas as formas.

Dentro da burocracia médica, papéis e mais papéis são preenchidos numa frieza assustadora. Apenas perguntas pontuais, nada mais. Nada é conversado, apenas situações são respondidas ao médico que detém o poder saber.

Nenhuma brecha para qualquer discussão, o sábio continua sentado sem dar um pio, preenchendo seus papéis e digitando ao monitor. O lado positivo é que, passando o caso para outro médico, este vai saber pormenorizadamente as condições do paciente. No aspecto humano, trata-se de medicina fria, assustadora e mecanizada. Sem qualquer contato humano, relações sociais viraram relações comerciais, inclusive na medicina.

Neste quadro, simplesmente você não pode dialogar com o médico sobre o uso da maconha medicinal.

Já pensou se fosse possível dizer a um paciente desacreditado, triste, sem fome, enjoado, que existe uma esperança? Sequer podemos dizer isso no Brasil, pois estaríamos correndo o risco de ser chamados de traficantes, com penas que podem chegar a 15 anos de cadeia em regime inicialmente fechado, tudo isso quando se deseja aliviar a dor de alguém que sofre.

Em pacientes terminais, onde pouco pode ser feito, a maconha serve para reduzir a dor e isso já seria muita coisa. Agora, que algumas pesquisas chegam a afirmar que a erva ataca a própria doença, parece inacreditável que seja proibida e criminalizado seu uso.

Eis a razão de fortalecermos a bandeira da maconha para fins medicinais. Para quem vive chamando nosso movimento de pequeno burguês e que só acontece em Ipanema, eis a chance de estar no centro do Rio de Janeiro na Cinelândia, no dia 27 de novembro de 2014, às 4:20 da tarde, defendendo a legalização da maconha para fins medicinais!!!

Serviço:
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