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Ano passado São Paulo fez história, a Marcha da Maconha fez história. O movimento popular pela mudança da política de drogas do país levou seguramente mais de 40 mil pessoas as ruas.

Ano passado na semana que ocorreu a Marcha conseguimos ter uma conversa com o  Felipe Barros, Ator, Maconheiro e Socio Diretor na NaVeia Filmes – Ele é um dos responsáveis pelo video Maconhaço , O viral que é quase um “tutorial ao ato” e chamou a internet brasileira para a primeira manifestação grande após o impeachment, a Marcha da Maconha. Só liberamos a entrevista completa agora pela data especial e pra lembrar vocês que tem Marcha da Maconha no começo do mês que vem!

O Viral – Maconhaço


Em uma conversa rápida por facetime, e abri a pauta aqui da nossa redação que você confere agora.

Felipe Barros, Ator, Maconheiro e Socio Diretor da NaVeia Filmes
Felipe Barros, Ator, Maconheiro e Socio Diretor da NaVeia Filmes
Você viu toda a galera lá, fazendo o ato né
Você acha que você teve um pouco de culpa disso?

– Todo mundo fez o que estava propondo o vídeo. Cara foi louco, arrepiou. Hahahhaha. Sem viôlencia, esquerda direita e todas as raças, todos os movimentos, a periferia. Tucannabis. Todo mundo compartilhando suas velas.

Irado! E a produtora que você tem, quanto tempo ela tem?
Vocês já fizeram outros trabalhos sobre maconha?

Temos a produtora desde o ano passado, somos quatro socios, artistas.
Já fizemos na marcha da maconha do ano passado um micro-documentário sobre o uso medicinal.

E qual é a brisa da produtora?

A nossa brisa é fazer um cinema sei lei, sem nada. E sempre mostrar o quanto a mídia é tendenciosa e nós que produzimos e temos a capacidade pra tratar do assunto devemos faze-lo. A nossa produtora tem atualmente dois atores e um diretor de fotografia.

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Como vocês chegaram na Marcha da Maconha?

Chegamos na marcha da maconha através do bloco feminista e nessa marcha vimos as meninas mostrando grande representatividade e conduzindo a galera. Nós encontramos  uma forma de fortalecer a marcha, depois de várias reuniões de organização e de sempre manter a horizontalidade da ideia.

Vocês fizeram parte de algum coletivo?

Você sabe como é a marcha, você vai para uma reunião e você já é da marcha. Nisso participamos e corremos junto com todos, inclusive com vários coletivos como DAR e todos os outros.

Quanto tempo foi pra fazer tudo isso?

Documentário, entrevistas, um mês.

O que paga a suas contas e a da produtora?

No cotidiano, fazemos trampos institucionais o foco é cinema. Eu sou ator, socio diretor e escrevo editais pra fazer produção.

Como foi o brainstorm do maconhaço?

Nós já tínhamos participado com a Marcha passado com o documentário sobre o Medicinal e a marcha tinha uma ideia de levar o maconhaço para os jornais, mas era meio surreal eles publicarem. Esse ano a marcha disse que ia parar de velar a ideia do maconhaço. Foi então que pensamos em falar de forma ficcional e floreamos um pouco sobre o porque ir na marcha. Após três dias pensando e depois de ir pra uma peça – sou ator, foi que resolvi a ideia.

Quanto tempo foi pra produzir o Maconhaço?

Super rápido. Foi menos semana de Brainstorm, na terça gravamos, editamos na quarta e passamos pra Marcha na quinta. O video foi lançado na quinta e a marcha no sábado a tarde.

Wow super rápido e que você acha de conseguir realizar isso?

Muito bom, a galera passou a conhecer outros trabalhos que realizamos, inclusive com outras causas sociais, até mesmo o documentário do ano passado está rendendo mais visualizações e a galera ta passando a falar na rua e é bom lembrar que foi um vídeo feito sem dinheiro. Quase um “Coletivo Independente de Cinema” (risos)

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E essa próxima Marcha da Maconha, você acha que 100 mil?

Espero que a próxima marcha da maconha seja pra gente celebrar, que temos outras lutas, temos outras coisas no Brasil que precisamos mudar. E já passou o tempo de mudar.

Recebemos uma mensagem sobre o video, que seria mais mais sensato do maconhaço.

E como foi a relação da polícia?

Sem treta nenhuma, nem tinha quase policiamento. A marcha fez um desconvite para policia. Comissão de segurança da marcha da maconha faria a sua própria segurança.

Mas sabemos o fato que a Marcha era o primeiro grande manifestação social após o impechament, o novo ministro da justiça . Entregamos os documentos consolação.

Eu vi um amigo meu na marcha, ele é policial e estava lá. Fuma um, tranquilo.

O que você diria pra uma pessoa que nunca foi em uma marcha?

Vá na marcha, é divertido, é política. É uma maneira de você ir falar de política e se divertir, um som de qualidade. É a marcha de todas as marchas, se informe, vá na marcha. E vamos levar essa informação que maconha é mato e curte a pagina da Naveia filmes..

Na pontinha…
Sempre pode ser maior! Agora que vocês já sabem tudinho, participem da próxima marcha da maconha da sua cidade! Não esqueçam a maioria acontecerá daqui duas semanas 06/05 – mês que vem! Confere ai o calendário canábico de tudo que tá rolando sobre a verdinha no mundo.

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