A Marcha da Maconha Curitiba interpelou extrajudicialmente os organizadores de novas manifestações agendadas para 17 de abril. O pedido se refere ao art. 5º da Constituição, que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. Ainda em fevereiro, o movimento social que pede o fim da guerra às drogas protocolou ofício informando a data e o trajeto da Marcha junto aos órgãos competentes, atendendo requisito constitucional.

Não houve necessidade de judicializar a questão, pois manifestantes favoráveis ao impeachment alteraram seus locais, depois de informados do direito de precedência da Marcha da Maconha. Na última manifestação pró-impeachment, o Ato em favor do juiz Sérgio Moro e da operação Lavajato, a Polícia Militar do Paraná estimou a participação de 700 pessoas. Já a expectativa de público para a Marcha da Maconha Curitiba em 2016 ultrapassa a casa dos 4 mil.

A meta para 2016 é superar o público da última manifestação, que contou com participação de 4.200 pessoas. Antecipamos a Marcha em mais de um mês, para fugir das chuvas do fim de maio e aproveitar o sol do final de abril. Com concentração neste domingo, 17 de abril, às 15 horas o clima promete uma tarde de sol para manifestantes que se juntarem à causa da legalização. O movimento propõe a legalização como alternativa à violência do tráfico ilegal e das polícias, que resultam em verdadeiro genocídio da juventude da periferia.

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Comemorando 10 anos de Marcha da Maconha Curitiba em 2016, o movimento carrega a bandeira da paz e do amor e sempre se caracterizou como ato pacífico. O conflito de agenda deste ano lembrou situação semelhante de 2012, quando a Marcha da Maconha Curitiba ficou restrita à Boca Maldita por haver agendado a manifestação no mesmo dia da Marcha para Jesus, que havia sido agendada anteriormente.

A cada ano a Marcha da Maconha cresce, mas em 2016 o momento é especial. No Supremo Tribunal Federal, a discussão da descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, bem como do pequeno cultivo destinado ao consumo próprio, já conta com 3 votos favoráveis. O Ministro Gilmar Mendes, relator do Recurso Extraordinário 653.659 votou no sentido de que todas as drogas devem ser descriminalizadas, sendo que os Ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram pela descriminalização apenas da maconha. O processo atualmente está parado por um pedido de vistas do Ministro Teori Zavaski.

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Este será o segundo ano puxado pelo Bloco das Mães, que pauta a legalização da maconha medicinal e de regulamentação do autocultivo. Mais atrás o bloco BatuCannabis agita o protesto com marchinhas de carnaval comprometidas com a luta pela legalização. Junto a tudo isto a galera da periferia, que sempre vem em peso, por ser o maior alvo da atual política de guerra às drogas.

Como se diz nas ruas, 2016 vai ser maior! É a hora da virada!

Nossas pautas

– Imediata descriminalização de usuários e produtores;
– Fim da guerra como política de drogas;
– Regulamentação da produção, distribuição e usos;
– Regulamentação da maconha medicinal;
– Reforma da segurança pública e do sistema penal;
– Investimento em políticas de redução de danos;
– Geração de emprego e renda;

Serviço

Marcha da Maconha 2016: a hora da virada!

DATA: 17 de Abril, Domingo
HORÁRIO: 15 horas
LOCAL: Boca Maldita
EVENTO: https://www.facebook.com/events/911948915569874/

Lembrem-se da regra de ouro: Sem Flagrantes, Sem Problemas!

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