NESTE SÁBADO: MARCHA DA MACONHA/RJ-2014

Ninguém pode esquecer de comparecer ao grande evento da maconha. Todas as pessoas que curtem a erva da paz devem parar de se esconder, porque chegou a nossa hora, a maconha é o assunto da terra. O mundo avança na legalização, temos de promover o debate nas esquinas das nossas cidades e enfrentar a hipocrisia moralista, denunciando toda essa farsa de combate à criminalidade. Não tenha vergonha, 10 de maio é a MARCHA DA MACONHA DO RIO DE JANEIRO.

Nossa Marcha era proibida e agora não é, porque foi garantida nas ruas e no Supremo Tribunal Federal impulsionado pela representação que apresentamos à Procuradoria-Geral da República. Sempre tivemos consciência de que o nosso evento é baseado no artigo 5º, inciso XVI, da Constituição Federal e fomos às ruas, o palco da política. Lutamos pela liberdade de debater a maconha e agora é o nosso momento.

Temos de levar também pessoas que não curtem a onda. Mostrar que vivemos no meio de uma guerra de ricos que financiam, produzem e distribuem em helicópteros, navios e aviões, cartéis beneficiados exatamente pela ilegalidade. Neste mercado, dentre os produtos vendidos, 80% consome maconha.

Essa guerra às drogas é uma farsa. Policiais jovens, negros e pobres são treinados apenas para atirar. Nem defesa pessoal se ensina direito. Comem as mesmas comidas azedas dos presídios, seus horários de folga são cortados, sofrem todos os tipos da maus tratos no treinamento e depois na atividade, além da péssima remuneração. Como só existe repressão na compra e venda dos pobres nas comunidades, os policiais são treinados apenas para atirar, sequer levam algemas em suas incursões nas favelas.

Os governos, que nem entram com saneamento básico, colocam esses jovens, negros e pobres apenas para atirar em seus irmãos, no meio de seus filhos, pais e avós, em pleno horário escolar e de trabalho. Esta é uma guerra dos pobres contra os pobres, de um sistema que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Enquanto isso, os ricos, que financiam o tráfico, oligopolizam a produção entre poucos e a distribuição de toneladas dessas mercadorias realizadas em helicópteros, navios, aviões e grande caminhões de carga.

Se a maconha fosse legalizada em toda a sua cadeia, incluindo a permissão do autocultivo e das cooperativas, haveria concorrência e até sairia do mercado como, por exemplo, consumir o que planta no autocultivo. É óbvio que isso não interessa aos ricos que acumulam bilhões nesse mercado e em outros paralelos, como venda de armas e lavagem de dinheiro em bancos, imóveis e grande comércio.

A maconha é a substância mais apreendida, apreensão dez vezes superior à de cocaína, sendo que a circulação dessas mercadorias é muito maior. A legalização da maconha seria um enorme passo para a redução dessa violência de classes de monarquistas e escravocratas raízes.