Em torno de 40 pessoas, representando os coletivos Growroom, Movimento pela Legalização da Maconha – MLM, Hempadão, SmokeBud, Planta na Mente, Rádio Legalize, Revista Tarja Preta, Horta Urbana, Marcha da Maconha de Niterói e a Igreja do Reino de Jah, decidiram, agora no dia 7, que a Marcha da Maconha do Rio de Janeiro será em 5 de maio de 2012. Vamos sair às 4:20 da tarde do Arpoador e terminar com uma grande festa no Coqueirão, próximo ao Posto Nove, Ipanema.

Será a primeira Marcha da Maconha garantida pelo Supremo Tribunal Federal, importante passo desse movimento mundial. Esta vitória foi conquistada na rua, com a força das teias das diversas redes que formam as marchas em todo o país. É a luta pela liberdade de poder fumar maconha em paz para todos os fins, plantar, industrializar, produzir, comercializar e não tomar tanto o tempo da polícia, num país onde 1 milhão de pessoas morreram por homicídio nos últimos 30 anos, em sua maioria jovens, negros, índios e pobres.

Nosso movimento sempre foi o maior barato, com alegria, irreverência, muita disposição e a consciência de que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, como está garantido no inciso XVI do artigo 5º da Constituição Federal.

O Supremo Tribunal Federal, a quem compete, precipuamente, a guarda da Constituição do Brasil, decidiu que impedir a Marcha da Maconha é descumprir preceitos fundamentais da Carta Política da República. O Ministro Marco Aurélio Mello votou baseado no Ministro Celso de Mello, que em seu relatório e histórico voto registrou a importância desta ideia florescer.

Em 2009, a Marcha da Maconha do Rio de Janeiro denunciou à Procuradoria-Geral da República todas as decisões que impediram as marchas em diversas cidades brasileiras e, que, portanto, violaram garantias constitucionais. A Procuradoria moveu a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental que recebeu o número ADPF – 187 e ficou aguardando o julgamento pelo STF.

Em razão do covarde e abusivo ataque da polícia e da resistência da Marcha da Maconha de São Paulo em 2011, a Corte Suprema colocou a ADPF – 187 em pauta e decidiu, por 8 X 0, que a Marcha da Maconha estava garantida desde 1988, quando entrou em vigor a nossa atual Lei Maior. Esta vitória foi de todas as marchas proibidas no país e da força da Marcha da Maconha do Brasil. Maconheiros do Rio de Janeiro, no dia 5 de maio às 4:20 horas, uni-vos no Arpoador!