O Embaixador das Nações Unidas no México tem esperança que o país possa legalizar a maconha num futuro próximo. As informações são da Talking Drugs

O Embaixador Jorge Montaño disse ao Excelsior: “O que estamos neste momento discutindo (nas Nações Unidas) … é a regulamentação do uso da cannabis para fins recreacionais.”

Montaño disse que este assunto será introduzido, não antes de 2016, na Assembleia Geral das Nações Unidas, na Sessão Especial sobre Drogas, agendada após pedidos em 2012 dos Governos do México, Guatemala e Colômbia.

O Embaixador referiu a decisão de vários Estados dos EUA legalizarem a maconha como a razão principal para o México considerar este avanço, e relembrou que a cooperação entre países é necessária quando se desenvolve este tipo de  regulamentação. “Para nós, é muito importante que o México tome medidas adequadas tendo em conta decisões desta natureza, sobretudo sendo os EUA nosso vizinho com mais de 3,000KM de fronteira partilhada.”

Igualmente ao Embaixador Montaño, o Presidente Enrique Peña Nieto afirmou no passado que é favorável a um debate sobre o tema, apesar de dúvidas a nível pessoal sobre a legalização da maconha. Legisladores também defendem que o México não pode estar eternamente em dissonância com os EUA, o principal comprador de drogas ilegais que atravessam a fronteira.

Numa entrevista ao Jornal espanhol El País em 2014 Peña Nieto disse que a legalização da cannabis é um fenômeno em expansão e que as políticas seguidas nos últimos 30 a 40 anos levaram a mais abuso e produção de droga, acrescentando que se tratam de políticas falhas.

Em 2009, o México legalizou a posse de até 5 gramas de cannabis, 500 miligramas de cocaína e pequenas quantidades de heroína e metanfetamina. No entanto, defensores de uma reforma têm dito que esta medida tem contribuído pouco ou nada para diminuir o número de pessoas detidas por mero consumo de droga, e não tem contribuído de forma alguma para a diminuição do nível de crime no país.