Milhares de pessoas participaram neste fim de semana, sábado (23) e domingo (24),  das 8 marchas pela legalização da maconha que rolaram pelo país todo. Entre as cidades, Contagem, em MG, Londrina, no Paraná, e Santos, em SP, receberam pela primeira vez o ato.

Em São Paulo, a manifestação mais esperada do calendário verde, e que já vem sendo aclamada como a maior Marcha da Maconha da história do Brasil, saiu sob os gritos “Pela liberdade [email protected] [email protected] [email protected] / Em memória [email protected] [email protected] levando mais de 20 mil pessoas às ruas, segundo a organização – e 4 mil segundo a PM -, pela legalização da maconha e contra a guerra às drogas. A cobertura detalhada da maior Marcha da história, você vê em breve por aqui, no Smkbd.

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“Pela liberdade [email protected] [email protected] [email protected] / Em memória [email protected] [email protected]”, levou 20 mil às ruas de São Paulo em mais uma edição da Marcha da Maconha ~Foto: Mídia Ninja / Facebook

Pela legalização por completo da Maconha, desde o uso medicinal ao recreativo, desde o cultivo caseiro às lojas oficiais, a militância capixaba foi às ruas com mais uma edição da Marcha Mundial da Maconha em Vitória, capital do Espirito Santo. Mais de 800 pessoas, segundo a organização – e 350 segundo dados da PM -, entre usuários e não usuários, marcharam no sábado (23) pelo fim da atual política de “guerra às drogas”.

Confira como foi o ato pela cobertura Fotográfica realizada por Tati Hauer – BONDE – Núcleo Movél de Comunicação

O ativismo mineiro adicionou neste último sábado mais uma marcha na região, reforçando a luta e os gritos pela legalização da ganja, com a Primeira Marcha da Maconha da cidade de Contagem, em Minas Gerais, que reuniu centenas de manifestantes por uma nova política de drogas.

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1ª Marcha da Maconha da cidade de Contagem em Minas Gerais – Foto: Guilherme Fernandes de Melo

Ainda no sábado, por mais que a equipe Smkbd tenha sequelado e não inserido na matéria que divulgou as marchas da última semana – foi mal, ‘Sequela Nossa’ – , o ativismo de Nova Iguaçu foi pras ruas na sua 4ª edição da Marcha da Maconha, na baixada do Rio de Janeiro.

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Concentração de ativistas e PM’s (ao fundo) na 4ª Marcha da Maconha de Nova Iguaçu

Pelotas realizaria sua segunda Marcha da Maconha neste sábado (23), mas devido as condições climáticas o evento foi transferido para o próximo dia 30, sábado, na mesma hora e local. A concentração está marcada para às 14h00, na Praça Dom Antônio Záttera (Avenida Bento Gonçalves). Para mais informações, clique AQUI.

Domingão Canábico

Abrindo o domingão, a militância canábica em Salvador foi às ruas no último dia 24. Cerca de 300 pessoas, segundos números da polícia, seguiram até a Praça municipal sob a bandeira pelo “Fim da Guerra às Drogas e o Fim do Genocídio da Juventude Negra”. O tema está relacionado ao caso dos 12 jovens mortos durante um confronto com a polícia no bairro do Cabula.

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parada na Secretaria Estadual de Segurança Pública, localizada em frente à Praça da Piedade, para ato público em nome de todos os mortos na ocasião. Foto por Davi Oliveira / Facebook

Durante a manifestação os ativistas fizeram uma parada na Secretaria Estadual de Segurança Pública, localizada em frente à Praça da Piedade, para ato público em nome de todos os mortos na ocasião.

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Marcha da Maconha Salvador 2015 – Foto Driele Lima / Facebook

Se no sábado teve uma Marcha da Maconha inédita, o domingo surpreendeu com duas manifestações inéditas: uma marcha em Santos e outra em Londrina. Na Baixada Santista, o ativismo reuniu cerca de 300 pessoas na Praça da Independência, no Gonzaga, estreando a 1ª Marcha na região.

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Cerca de 300 pessoas compareceram a 1ª Marcha da Maconha na Baixada Santista – Foto: Marcha da Maconha Santos / Facebook

Se a missão é propagar os gritos exigindo a regulação da maconha por todo o Brasil, Londrina também entrou na rota das marchas pelo país. No domingo, militantes pela legalização da erva promoveram a primeira Marcha da Maconha pelo centro da cidade, fomentando o debate sobre o uso da ganja para diversos fins. A concentração lotou a concha acústica e, dali, partiram em direção ao Zerão, um centro de recreação da cidade, com faixas e cartazes sob os gritos que pediam a regulação da maconha.  A Polícia Militar não acompanhou a manifestação e não houve contagem por parte do órgão.

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Concentração da 1ª Marcha da maconha de Londrina, na Conha Acústica – Foto: Fernando Alfradique / Facebook

Não foi só em São Paulo que a marcha bateu o recorde de público. Em Fortaleza, o ate bateu a marca do ano passado, levando às ruas no último domingo (24) mais de 10 mil pessoas pedindo a legalização da maconha, na 8ª edição da marcha.

Levando como pauta o direito ao cultivo caseiro, a desmilitarização da polícia militar, a luta pelo fim do machismo na sociedade e o fim do racismo, sendo os negros de periferia tratados como bandidos por causa da cor da pele, e o fim da discriminação à população LGBT, a Marcha da Maconha de Fortaleza pode ser considerada também um das mais importantes e maiores manifestações do ano e do país, em 2015.

Confira como foi o ato pela cobertura Fotográfica realizada por Kélvin Cavalcante / via Facebook da MM de Fortaleza.

O circuito das marchas pelo Brasil continua, então largue mão dessa ideia pequena de que um só não faz diferença… faz sim! E muito! Acesse, pesquise, escolha a Marcha da Maconha mais próxima da sua região e participe!

Confira a agenda completa. Clique AQUI ou acesse //marchadamaconha.org