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Especialistas estiveram na UnB na última semana, dia 13,  para falar sobre a erva e experiências no combate ao tráfico. Membro do governo uruguaio destacou os desafios da reforma da política de drogas no país.

Erika Suzuki – Da Secretaria de Comunicação da UnB

Mais da metade dos uruguaios é contra o uso recreativo de maconha. Mesmo assim, a lei que regula a produção, a venda e o consumo da droga no país vizinho foi aprovada neste ano. As novas regras devem ser colocadas em prática no ano que vem. Pelo texto, a erva vai poder ser adquirida em farmácias e clubes de produtores, ou cultivada em casa. Tudo sob o controle do governo.

“Ainda é preciso superar estigmas e falta de informação sobre o assunto”, disse a médica Raquel Peyraube, assessora da Secretaria de Drogas do Uruguai. “Legalizar não é liberar. É tirar o mercado da mão do traficante e trazer a responsabilidade para o Estado que passa a ver o problema do ponto de vista da saúde e não do crime”, explica. “Diferente da legalização nos Estados Unidos, não vamos tratar a cannabis como commodity”.

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Raquel Peyraube: “É preciso aceitar a realidade para enfrentar o problema das drogas” – Foto Mariana Costa/UnB Agência

Segundo a médica, vários são os desafios. Entre eles, começar a falar sobre o assunto. “A proibição dificulta pesquisas sobre o tema e ações para educar as pessoas sobre o uso de drogas”, disse. “Quem vai falar sobre algo que é proibido?”, provoca. “Estudos sobre a cannabis deixam de ser financiados por causa de uma visão conservadora”, conta.

Para evidenciar o “fracasso” da política de “guerra às drogas”, Peyraube cita a morte de jovens envolvidos com a venda ilegal, a prisão de usuários e a corrupção policial, “em números crescentes”. Ela ainda destaca os gastos públicos com segurança. “O dinheiro poderia ser investido na prevenção do vício e no tratamento de dependentes”, diz.

De acordo com Luiz Guilherme Paiva, da Secretaria de Políticas sobre Drogas no Brasil, um quarto dos presidiários brasileiros são usuários e traficantes, e metade das mulheres cumprem pena por envolvimento com o tráfico. Os dados, segundo ele, são de 2012.

As palestras fizeram parte do simpósio Uso da cannabis: danos, saúde e políticas públicas que aconteceu no auditório da Fiocruz, no campus Darcy Ribeiro, na tarde desta quarta-feira (13). A atividade compõe a Semana de Acolhimento promovida pelo Departamento de Farmácia e pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília.

Também participaram do evento o professor da UnB Renato Lopes, autor do livro Maconha, cérebro e saúde, e o canadense Benedikt Fisher, especialista em saúde pública e uso de substâncias psicoativas. A coordenação foi do professor Francisco Neves, da Medicina.

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