O Greenleaf Compassion Center fechou as portas em virtude da falta da erva no estoque

O Greenleaf Compassion Center em Monclair (NJ), o único depósito oficial de maconha em operação em Nova Jersey, ficará fechado por aproximadamente 2 semanas para acumular um estoque de “remédio de boa qualidade”, anunciou um de seus co-fundadores, Júlio Valentin, no sábado (29). Os pacientes foram notificados por telefone que todas as consultas haviam sido canceladas por tempo indeterminado. Quando o estoque for reposto, o Greenleaf os ligará de volta, disse Valentin.

A falta de maconha ocorreu devido à queda em 10% da produção e outras plantas não produziram tanto material quanto o esperado. Além disso, o centro continua sobrecarregado pela demanda, desde que foi aberto em dezembro do ano passado. Aproximadamente, 150 pacientes são atendidos, com uma lista de espera de centenas de pessoas nos 7 condados da área norte de Nova Jersey, onde o depósito é licenciado a atender, explicou Valentin. O centro atendia residentes de todo o estado até março, quando limitou-se a atender somente pacientes no norte de Nova Jersey.

“Nós precisamos de duas semanas, talvez”, disse Valentin. “Nós estamos tentando recuperar o estoque para que, desta forma, nunca tenhamos que fechar novamente. Nós estamos sobrevivendo de colheita à colheita”.

A notícia pegou de surpresa o Departamento Estadual de Saúde, que monitora o Greenleaf, e alarmou pelo menos um paciente com glaucoma, que disse que correrá o risco de ser presa ao comprar maconha nas ruas, devido ao fechamento do depósito.

“Eu estou comprando de um paciente no mercado negro. Não tenho escolha. O que eu devo fazer? Se eu ler online por muitas horas não posso ver”, disse Susan Sturner, de 53 anos, residente em Lawrenceville. “Eu dependo de um estoque constante do estado para manter-me afastada da sala de cirurgia ou de ficar cega”.

A porta-voz do Departamento Estadual de Saúde, Donna Leusner, disse que o Greenleaf não notificou o diretor do programa, John O’Brien. Quando foi informada que o centro fecharia para repor o seu estoque, Leusner respondeu via e-mail: “Há uma semana, o Departamento notificou o Greenleaf sobre os resultados dos testes do produto, portanto, o novo carregamento está a caminho”.

Joe Stevens, outro criador do Greenleaf, respondeu: “Nós continuamos a focalizar em fazer tudo o que pudermos para atender o máximo de pacientes possível, ao mesmo tempo em que lidamos com uma indústria altamente monitorada. Os pacientes continuam a ser prioridade”.

Roseanne Scotti, diretora da Aliança da Política de Drogas em Nova Jersey, um grupo de aconselhamento e pesquisa, expressou desapontamento em nome dos pacientes, pois o programa teve que ser interrompido em tão pouco tempo de existência. A lei que permitiu o lançamento do programa foi assinada em janeiro de 2010.

“Duas semanas podem significar uma eternidade para pacientes seriamente doentes e parecerá uma eternidade para muitos outros que estão sofrendo”, disse Scotti. “Nova Jersey precisa de mais centros alternativos e se aqueles que receberam licenças não foram aberto, então, concedam as licenças à outra pessoa ou reabra o processo de aplicação e deixe outros centros participarem”.

Há 2 anos, o Departamento Estadual de Saúde selecionou 6 centros alternativos beneficentes ou depósitos para atender pacientes registrados em todo o estado. Entretanto, o Greenleaf foi o único a cumprir todos os requisitos, conseguir financiamento, localização exigida e a obedecer os códigos habitacionais. No início de junho, o governo emitiu licenças de cultivação ao Compassionate Care Foundation, Inc., em Egg Harbor Township (NJ), que planeja receber pacientes no início do outono. Atualmente, existem quase 1 mil pacientes registrados no programa estadual.

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Fonte: Brazilian Voice
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