Duas mães que compartilham o fato de terem filhos seriamente doentes choravam de alívio e contentamento ao ouvirem o pronunciamento da Assembléia do Estado de New Jersey, na manhã de terça (25), aprovando a remoção de algumas barreiras que proibiam crianças de serem beneficiadas pelo Programa do Estado que permite o uso de maconha medicinal no combate a doenças graves. A votação de 55 pró e 13 contra, na Assembléia foi a última supervisão da Proposta antes de agora, dirigir-se ao Escritório do Governador Chris Christie, que tem sido relutante em implantar o programa de maconha medicinal e disse “não estar disposto a permitir a proposta”, mesmo que a lei do estado permita.

Meghan Wilson residente em Scotch Plains e Jennie Stormes de Hope Township sentaram-se no final do auditório da Assembléia aguardando o resultado da votação e disseram que esperam confiantes que o Governador mantenha suas ideias abertas pelo bem das crianças e outras famílias que sofrem e cuidam de suas crianças com doenças debilitantes.

“Espero que ele possa pensar na situação como se fosse um dos pais e leia a proposta com coração humano e ponha-se em nosso lugar, chegando a conclusão sobre o que faria num caso desses”, disse Wilson.

Linda Stender, membro da assembléia, e o Senador Nicholas Scutari, apoiaram a proposta em favor de Vivian, a filha de 2 anos de idade do casal Meghan e Brian Wilson, diagnósticada com sindrome de Dravet, uma doença mortal, uma forma grave de epilepsia. Os pais da criança disseram que encontraram casos semelhantes no Colorado e na Califórnia, onde crianças responderam positivamente na prevenção aos ataques epilépticos, mas sofrem pelo fato que em New Jersey, as leis para o uso da maconha medicinal restringe o uso em crianças, o que os impossibilita na tentativa de explorar a opção na filha deles. A Lei do Estado requer dos menores qualificados para o programa, não apenas uma carta de recomendação do médico responsável pelo tratamento, mas também cartas de apoio de um pediatra e um psiquiatra, itens que a Família Wilson não conseguiu obter, quando eles contataram a imprensa e levaram o caso ao conhecimento público, divulgado no Jornal Star-Ledger. A proposta sugere que os pais obtenham uma recomendação médica para o tratamento na criança, e permite dispensários a plantar mais maconha, processá-las e vendê-las em forma comestível, condições que a Lei do Estado proibe até este momento.

Os Wilsons estavam acompanhados na Assembléia da Família Stormes, cujo filho de 14 anos, Jackson, também sofre da mesma doença diagnosticada em Vivian, e tem tido problemas e dificuldades de acesso à maconha medicinal. Os Stormes disseram estarem certos de que a droga ajudará no tratamento do filho; ele vive meio período do ano com o pai na Califórnia, onde é registrado como paciente, e tem tido convulsões, em menor quantidade e menos tempo, desde que começou a usar o programa. “Espero que o Governador Christie pense neles como se fossem seus próprios filhos. Se eles estivessem tendo convulsões diárias, ele certamente seria a favor”, declarou Stormes. Se assinada e aprovada dentro da Lei, a proposta significa

“Eu poderei finalmente cuidar melhor de meu filho, este é o futuro dele, os remédios falharam, não há nada restante para tentar. Ele realmente precisa disso.”

Fonte: BrazilianPress
//migre.me/fhBxl