Com certeza hoje o mundo amanheceu um pouco mais legalizado. Eleitores norte-americanos votaram pelo uso recreativo da erva nesta terça (04). Apesar do avanço em diversos estados na Flórida, o uso medicinal da maconha não conseguiu aprovação.

Eleitores nos Estados norte-americanos do Oregon e do Alasca e na capital federal dos Estados Unidos decidiram, na terça-feira (4), legalizar o uso recreativo da maconha, em vitórias cruciais que podem dar impulso ao movimento pela legalização.

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A legalização da maconha na capital federal obteve 64,26% dos votos, contra 29,45% que rejeitaram o consumo recreativo da erva – limitado a 50 gramas – entre adultos maiores de 21 anos, a entrega (não a venda) de até 25 gramas, e o cultivo de no máximo três plantas em casa.

Em julho, a capital federal já havia descriminado parcialmente a posse da maconha, transformada em delito menor.

Washington DC se une agora aos estados do Colorado e Washington, situados no noroeste do país, que nas eleições de 2012 aprovaram a comercialização e a posse de pequenas quantidades de maconha para fins recreativos.

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A proposta no distrito de Columbia, segundo a qual estaria permitida a posse de maconha mas não sua venda no varejo, foi aprovada com cerca de 65% dos votos, mostraram resultados não oficiais.

Já as medidas no Oregon e no Alasca vão mais longe e estabelecem uma rede de lojas de maconha regulares, similares àquelas que já operam nos Estados de Colorado e Washington, após votações pela legalização realizadas em 2012.

Os referendos ocorreram em meio a uma mudança de opinião dos norte-americanos sobre a maconha nos últimos anos, o que tem dado impulso aos esforços para legalizar a cannabis, uma droga que continua ilegal sob a lei federal norte-americana.

A proposta do distrito federal dos EUA tinha a aprovação prevista, mas pode ser revertida em uma revisão feita pelo Congresso dos EUA, que possui jurisdição sobre a legislação da capital do país.

A medida prevê a permissão a pessoas de ao menos 21 anos para portarem até 57 gramas de maconha e cultivarem até seis plantas.

Enquanto isso, uma proposta de emenda constitucional para tornar a Flórida o 24º Estado norte-americano, e o primeiro na região sul, a permitir o uso medicinal da maconha foi reprovada após ter recebido pouco menos dos 60% dos votos necessários para a aprovação, de acordo com grupos tanto a favor como contra a medida.

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