Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

O ano de 2014 mal se iniciou e a falida guerra às drogas vem perdendo importante espaço no mundo, apenas no mês de janeiro.

1) Nos EUA, os estados do Colorado e Washington (berço da proibição) aprovaram e colocaram em prática a venda de maconha para uso recreativo; Nova York aprovou o uso da maconha medicinal em 20 hospitais;

2) O parlamento de New Hampshire também aprovou por maioria a legalização da maconha, sendo a primeira vez em que uma casa legislativa norte-americana vota no sentido da legalização da maconha, já que nos estados do Colorado e Washington a legalização se deu por meio de referendos;

3) O presidente Obama declarou que a maconha causa menos mal que o álcool, se mostrando favorável à legalização. Disse ainda que Lei de drogas é desproporcional porque prende preferencialmente jovens, negros e pobres por cometerem ato que muitos dos legisladores já cometeram ou cometem;

4) Turim, na Itália, também legalizou o comércio da erva para uso recreativo;

5) Lester Grinspoon, psiquiatra e Professor de Harvard, declarou com todas as letras que a maconha medicinal será tão importante quanto a penicilina;

6) No Uruguai, o destemido presidente Mujica sancionou a legalização da maconha, sob o controle estatal da produção, comércio e consumo da erva, incentivando países vizinhos como Argentina, Peru, Equador e Colômbia a repensarem suas políticas proibicionistas, tão falidas quanto em todos os outros países da América Latina;

7) Na Argentina, a Universidade de Buenos Aires pretende cultivar a maconha para pesquisas medicinais;

8) Em São Paulo, a prefeitura colocou em prática programa de redução de danos na região da chamada “cracolândia”, tendo a adesão dos usuários como em nenhum outro programa antes realizado. Para Elisaldo Carlini, uma das maiores autoridades em dependência química do país, o programa é o mais humano de todos que ele conhece.

Apesar de todas as vitórias alcançadas somente neste mês e acima enumeradas, neste mesmo mês vimos a perseguição a membros do Growroom, grupo pacífico criado há mais de dez anos e que incentiva o plantio caseiro da maconha para uso recreativo e medicinal, sob o pálio constitucional da liberdade individual, privacidade e direito de dispor do próprio corpo, e cujo efeito é tirar o poder de produção do tráfico e exterminar a necessidade de contato pessoal com o traficante – o que para grande parte dos especialistas em diversas áreas humanas e sociais, significa a prática efetiva da redução de danos, já que o usuário tem o poder sobre a qualidade da substância que consome, além de evitar a convivência com o ambiente violento do tráfico.

O Diretor de Investigações e delegado do DENARC/RS, Heliomar Franco, sobre o evento “Copa Growroom”, realizado em Porto Alegre, declarou que apesar de reconhecer que alguns deles são ativistas que tentam sensibilizar as autoridades e a sociedade para a liberação do uso da droga, asseverou que a polícia pretende ser dura com todos os participantes, classificando como um “deboche” a atitude do grupo de divulgar, na internet, um vídeo com imagens do encontro:

“– Eles se expuseram nos vídeos. Além de terem feito uma coisa ilícita e inusitada, cometeram o grande equívoco de se autoidentificar. Parece que querem nos testar. Não se reuniram para fumar maconha, eles fizeram uma competição para outras pessoas provarem, trouxeram a droga de outros locais, e isso é tráfico. Se cada um estivesse com o seu pacotinho e provasse do seu, seria posse para consumo, mas não foi isso o que aconteceu. Aqui, se aplica a lei da repressão. Não tem margem para discussão – afirmou o delegado.”

Para Franco, as imagens obtidas pela polícia por meio das redes sociais mostram um comportamento que se enquadra como tráfico, associação para o tráfico, posse de entorpecentes e apologia ao consumo da droga.

A pena aos membros indiciados pode chegar a 15 anos de reclusão, o que levará pais de famílias, trabalhadores com renda própria, que possivelmente jamais tiveram qualquer envolvimento com crimes, que não atentaram contra a vida de quem quer que seja ou contra o patrimônio alheio – tudo sob o enfoque cego de que a proibição às drogas com a prisão de pessoas de bem será uma panaceia contra o uso das drogas, um “exemplo” a ser seguido por quem pretenda utilizar qualquer droga ou se valer da Constituição Pátria para praticar o que acha de melhor para si, sem qualquer prejuízo a outrem.

Eis o resumo desse janeiro promissor – ao menos pra quem mora fora do Brasil e pode respirar a liberdade.

Texto Via Advogado Contra o Proibicionismo – ACP

1508120_606671299405955_1948334276_n

Com informações: Banco de Injustiças

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

Escreva seu comentário

pessoas


Curte nossa nova página no Facebook

DESCONSTRUA

Please enter your comment!
Please enter your name here