O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não prevê “uma mudança nas leis” relacionadas à maconha, embora não considere que “a perseguição dos consumidores individuais seja a melhor maneira de empregar recursos federais”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

“O presidente não apoia mudanças na lei neste momento”, afirmou Earnest na entrevista coletiva diária na Casa Branca.

O porta-voz respondeu assim às perguntas sobre se a mudança de opinião por parte do prestigiado neurologista americano Sanjay Gupta, considerado candidato ao cargo de Assessor de Saúde do governo em 2009 por Obama e que há poucos dias disse já não se opor ao uso médico da maconha, teriam provocado uma reavaliação da presidência sobre o assunto.

No entanto, o porta-voz presidencial explicou que “enquanto a condenação dos narcotraficantes continua sendo uma prioridade, o presidente e o governo acreditam que a perseguição aos consumidores individuais, especialmente aqueles com doenças sérias e seus cuidadores, não é o melhor modo de utilizar os recursos federais em segurança”.

Gupta, que também é colaborador médico no canal “CNN”, publicou um artigo no dia 9 de agosto intitulado “Por que mudei de opinião sobre a maconha” no qual argumentava que não tinha prestado atenção suficiente “a um grande conjunto de pacientes legítimos cujos sintomas tinham melhorado com a cannabis”.

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A legalização da maconha para uso medicinal se transformou em um tema de debate nos Estados Unidos onde 20 estados já o permitem, e depois de Colorado e Washington aprovarem o uso recreativo de maconha em quantidades limitadas.

Apesar de os eleitores do Colorado e Washington terem respaladado por maioria a legalização da maconha em nível estadual, seu consumo continua sendo considerado ilegal sob as leis federais.

Via Terra / Efe