A gestão de uma loja de maconha não é tão diferente de uma loja de sanduíches da rede Subway. O Trabalho basicamente se resume em manter o controle do verde.

“Quando você é um gerente do Subway, você tem que manter um inventário de todo o alface que entra em sua loja”, disse David Martinez, gerente geral da “3D Cannabis Center” em Denver e um ex-gerente Subway, ao The Huffington Post. “É a mesma coisa aqui, você tem que manter o inventário de toda a maconha que passa pela loja.”

Trabalhar em uma loja de maconha dificilmente será como a fantasia de um dos filmes de Cheech & Chong, mas isso não impediu a tentativa dos candidatos, com a recente legalização do uso recreativo da erva, desde o dia 1º de janeiro, no Colorado. É esperado que a indústria recém-lançada adicione US$ 359 Milhões de dólares para a economia do estado, até o final do ano, de acordo com um relatório da Arcview Market Research. Alguns trabalhadores do mercado negro estão se legitimando, com a indústria da maconha legalizada, observou Jeffrey Miron, economista de Harvard que estudou os impactos econômicos da legalização. E os empregadores estão desesperados para preencher as vagas.

Na 3D Cannabis, onde Martinez trabalha, comercializa maconha medicinal desde 2010, mas está expandindo rapidamente para acomodar a nova clientela. A loja empregou seis trabalhadores durante o Natal, porém espera ter 30 funcionários até o final de janeiro.

Dispensários de maconha pagam modestamente. Embora você possa ganhar na faixa de US$ 20 a US$ 25 dólares por hora, para um trabalho mais especializado, a maioria dos trabalhadores recebem, em alguns lugares entre o salário mínimo e US$ 15 dólares por hora. Os trabalhadores possuem tarefas, como qualquer trabalho indo do controle de estoque até a caixa registradora, típico de qualquer funcionário de loja. Ainda assim, isso não impediu que os candidatos entusiasmados ao emprego tentassem as vagas, de acordo com Shannon Foreman, que dirige HempTemps. Foreman disse que, desde 01 de janeiro, ela recebeu inúmeros telefonemas e e-mails de pessoas que procuram trabalho no ramo da indústria da maconha.

Com a recém criada “industria legal da maconha” surgem novos horizontes, retirando operários do sub-mundo e devolvendo-os a legalidade de um trabalho, que já rendeu mais de US$ 5 milhões de dólares desde o dia 1º de janeiro.

Tradução SmokeBud, via Huffington Post