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André Barros Colunas

Maconha e desmatamento da Amazônia

Nos últimos dois anos, o Brasil foi um dos países que mais combateu emissões de carbono no mundo. O governo anunciou que o desmatamento na Amazônia atingiu o menor nível desde 1988, quando começou o monitoramento. Mesmo com essas vitórias, nesse ritmo, as florestas vão acabar.

Agora, qual é a finalidade do desmatamento? Fazer papel e construir casas. Árvores de 200 a 500 anos de idade são derrubadas para casas que vão durar 50 anos. Árvores centenárias são cortadas para fazer papel.
Tudo isso pode ser produzido pelo cânhamo. Tábuas compensadas de fibra de maconha são muito mais resistentes e flexíveis que as tábuas compensadas de madeira. De pranchas a tábuas, o cânhamo é a melhor alternativa em produtos de construção. Até cola para produtos compensados na construção pode ser fabricado a partir do cânhamo.

A maconha é o grande remédio para o desmatamento da Amazônia e a paz das florestas. Deixando a ideia florescer e baseado nesses dados, vamos destruir os preconceitos contra a planta e salvar o PLANETA. Viva as mesmas letras do cânhamo e da maconha!

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André Barros Colunas

Simples Maconha

Fui à pré-estreia de “Simples Mortais”, do diretor Mauro Giuntini, no histórico palco do cinema nacional. O Odeon estava cheio para receber mais um grande cineasta e brilhantes atrizes e atores do Brasil. Num dos núcleos do filme, o filho tenta de todas as maneiras levantar o astral do pai, dolorido pela morte da mulher da família. Depois de receber dele o tradicional discurso careta, o jovem músico consegue tirar gargalhadas do pai, quando apresenta e fumam juntos um baseado. Na maior naturalidade, tocando sua viola, simplesmente mostra que não é nada disso e compartilha a fumaça com o pai. É o momento de maior harmonia e alegria da família masculina.

Outras substâncias são abordadas. Quando o pai bebe cachaça de forma totalmente envergonhada fica deprimido e largado ao chão. O filho quase mergulha na uca, mas nem começa. Quando o filho cheira cocaína sobre o violão, é o momento mais agressivo da relação e quase saem na porrada, fazendo o pai realizar as mais destemperadas condutas.

O whisky é bebido por outro personagem como demonstração de poder, com a garrafa em cima da mesa e seu dono destratando o garçon, que, com o bom humor brasileiro, não deixou barato e fez o cinema rir, ao sacaear o todo poderoso.

Apesar de metade das salas do país exibirem o mesmo enlatado, “Simples Mortais” entrará em breve no circuito carioca dos cinemas democráticos. A simplicidade em tratar de forma tão profunda o tema de substâncias psicoativas que alteram o psiquismo dos mortais é um aspecto marcante.

Assistí-lo me fez pensar nesse poder saber punitivo e hipócrita que tornou ilícita, por racismo, a simples maconha, que não tem qualquer relação com esse capitalismo do café, do cigarro, da bebida, da cocaína e da velocidade.

Esse simples e maravilhoso filme já entrou no circuito canábico e torna-se um sério candidato ao Tricoma Dourado de 2012 a ser entregue em sessão marcada pontualmente às 4:20 horas e alguns atrasos pelo CinePlanta.

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André Barros Colunas

A MACONHA DESCOBRIU O BRASIL

Escrita com as mesmas sete letras, a palavra maconha é um anagrama de cânhamo, matéria-prima de grande importância no Renascimento. Gutenberg utilizou papel de cânhamo para produzir as primeiras 135 Bíblias impressas do mundo, sendo um desses exemplares parte do acervo da Biblioteca Nacional na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

Na antiguidade, os gregos e, posteriormente, os romanos, usaram velas e cordas de cânhamo nos seus navios. No século XV, cultivado nas regiões de Bordéus e da Bretanha, na França, em Portugal e na África, o cânhamo era destinado à confecção de cordas, cabos, velas e material de vedação dos barcos, que inundavam com frequência em longas navegações. O material obtido a partir de suas fibras, dotado ao mesmo tempo de rigidez e elasticidade, proporcionava às caravelas uma velocidade que alcançava 250 quilometros por hora. Segundo o norte-americano Rowan Robinson, autor de ‘O Grande Livro da Cannabis’, contando velame, cordas e outros materiais, havia 80 toneladas de cânhamo no barco comandado por Cristóvão Colombo, em 1496. A América foi “descoberta” graças à maconha.

Tendo impulsionado as Grandes Navegações, as velas de cânhamo trouxeram Pedro Álvares Cabral ao Brasil. O fato é que, na Renascença, a maconha foi um dos principais produtos agrícolas da Europa. No século XV, teve grande influência na mudança de mentalidades, pois tanto os primeiros livros foram impressos em papel de cânhamo quanto os gênios da arte pintavam sobre telas de suas fibras. Canvas, palavra usada em várias línguas para designar “tela” é uma corruptela holandesa do latim ‘cannabis’: diz-se ‘oil on canvas’ para as pinturas feitas em ‘óleo sobre tela’.

O cultivo de cânhamo em terras lusas tornou-se massivo à altura das Grandes Descobertas, a partir do século XIV, pois fornecia matéria-prima para a preparação de cabos e velas para as embarcações portuguesas. O Decreto-Real de D. João V, em 1656, comprova que o incentivo à produção de maconha era uma política de Estado.

A história oficial diz que foi Pedro Alvares Cabral que descobriu o Brasil. Como já viviam milhões de nativos aqui, chamados de índios pelos portugueses, que imaginavam estar chegando às Índias, ninguém descobriu nada! Ou então, podemos dizer logo que a maconha descobriu o Brasil.

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André Barros Colunas

SUPREMO DECLARA INCONSTITUCIONAL IMPEDIR A SUBSTITUIÇÃO DA PENA DE PRISÃO PELA RESTRITIVA DE DIREITOS NO TRÁFICO DE DROGA

Observe a preocupação do legislador em vedar ao condenado por tráfico de drogas a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, nos artigos 33, §4º, e 44 da Lei 11343/2006, destacados em negrito:

“Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.

Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos”

Esta preocupação existe devido ao artigo 44 do Código Penal estabelecer que as penas restritivas de direitos podem substituir as privativas de liberdade, quando a pena não for superior a quatro anos:

“Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando:

I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;

II – o réu não for reincidente em crime doloso;

III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.”

Porém, como na Lei 11343/2006 existe uma causa de diminuição de pena de um sexto a dois terços, no § 4º do artigo 33, a pena mínima de 5 anos para o tráfico pode chegar a 1 ano e 8 meses, cabendo assim a conversão da pena de prisão pela restritiva de direito, nos casos em que a pena não ultrapasse a quatro anos, como estabelece o artigo 44 do Código Penal.

Portanto, a preocupação do legislador foi proibir o Juiz de substituir a privação da liberdade pela restrição de direitos a um condenado por tráfico de drogas, tratando-se de uma verdadeira ingerência do poder legislativo sobre o poder judiciário, a fim de impedir o juiz sentenciante de se movimentar com ineliminável discricionariedade.

Enquanto o senso comum pensa que estão presos perigosos traficantes, as cadeias brasileiras estão superlotadas de réus primários, de bons antecedentes, que não se dedicam às atividades criminosas nem integram organização criminosa, que praticaram desarmados o tráfico de pouquíssima quantidade, sem violência nem grave ameaça à pessoa. Nas cadeias, estão presos por tráfico, em quase sua totalidade, jovens, pobres e negros, vendedores de “mutucas”.

Para dar fim a esta hipocrisia e esvaziar as superlotadas masmorras brasileiras, essa vedação deve ser revogada. O STF já se posicionou. Ao julgar o HC 97.256/RS no dia 1º de setembro de 2010, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria, declarou incidentalmente a inconstitucionalidade nos crimes de tráfico de drogas da vedação contida nos art. 33, § 4º, e 44 da Lei 11.343/06, não admitindo que seja subtraído do julgador a possibilidade de promover a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos para o tráfico de drogas, quando presentes os requisitos inseridos no art. 44 do Código Penal.

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André Barros Colunas

USP E MACONHA

Os estudantes da USP relataram que a polícia militar, desde a realização do convênio com a universidade, vinha constantemente abordando e revistando muitas pessoas a procura de maconha, as famosas “duras”. Dentro das faculdades circulavam armados. Vários outros crimes eram praticados no campus, como homicídio, roubo, dirigir embriagado, corrupção etc. Mas por que a polícia seleciona em regra a abordagem dos maconheiros? A explicação é materialista histórica. O hábito de fumar maconha foi trazido pelos negros escravizados e degredados da África. A polícia tem suas raízes nos antigos capitães do mato, que recebiam recompensas quando pegavam os escravos que buscavam sua liberdade. Esta polícia fez sua história prendendo os estigmatizados como maconheiros vagabundos que não queriam trabalhar. Vem daí toda uma linguagem subjetiva que reúne termos como maconheiro, macumbeiro, cachaceiro, arruaceiro etc.

Dos longos períodos de ditaduras que viveu o Brasil, na de Getúlio, a maconha foi criminalizada com o discurso racista lombrosiano. Fumar maconha era uma característica de um criminoso nato das condutas mais violentos. Os jornais sempre noticiando que “fulano praticou o crime emaconhado.”

Na ditadura militar, institucionalizou-se, com toda a cobertura da mídia que se criava, um Estado de Polícia. Tão forte que, agora, para ser criada a Comissão da Verdade, os torturadores foram anistiados, mesmo sendo a tortura um crime universalmente imprescritível. Todos esses agentes da repressão continuaram atuando e construindo esta polícia.

Infelizmente, a USP, que poderia ter enfrentado a complexidade da questão, com debates transversais nas suas faculdades de sociologia, direito, medicina, artes, em todo seu universo, sobre a política de segurança pública, preferiu seguir as práticas de nossa herança policialesca e escravocratas. Foi inadmissível o que a polícia fez com os estudantes na escura madrugada de 8 de novembro de 2011. Mas esse movimento, que encontrava alguns preconceitos, passou a ter mais adesão e vai crescer, pois a violência foi tão grande que aqueles que estavam a favor da polícia agora estão contra. Parabéns aos estudantes que resistiram e não se deixaram controlar, vigiar, policiar e corrigir. Trata-se de um movimento horizontal que não quer derrubar um ditador específico, mas resistir e derrotar práticas verticais criminalizadoras e de exceção herdadas da escravidão à ditadura militar golpista de 1964. É racista a criminalização da maconha no Brasil.

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Uma breve história sobre a maconha

Para promover a estréia da quinta temporada da série Weeds, no dia 8 de junho, o canal Showtime produziu uma animação de dois minutos que conta a história da erva.

Uma breve história da Cannabis
2727 a.C: A China começa a usar a maconha como remédio.
500 a.C: A erva chega a Europa através da Índia e da África.
1492: Cristóvão Colombo leva a Cannabis sativa ao Novo Mundo.
1619: Lei da Colônia de Jamestown: todos os colonos são obrigados a plantar Cannabis.
1797: A primeira colheita de Washington no Monte Vernon é de Cannabis.
1876: O sultão da Turquia dá maconha de presente aos Estados Unidos.
1880: “Fumódromos” turcos são abertos em toda a região nordeste.
1891: Maconha é prescrita para a Rainha Vitória para aliviar cólicas menstruais.
1908: O primeiro modelo de Henry Ford, o T, é feito com plástico feito com maconha e funciona a base de álcool da erva.
1937: A lei federal bane a maconha.
1942: O exército americano usa maconha como soro da verdade.
1965: Um milhão de americanos já havia experimentado maconha.
1972: 24 milhões.
Anos 1980: O governo Reagan começa uma guerra contra as drogas.
Anos 1980: A cada 38 segundos alguém era preso por violar as leis contra a maconha.
1996: A proposta 215 é aprovada na Califórnia. O uso medicinal da maconha é liberado.
Hoje: a maconha é o plantio que mais rende aos cofres americanos, cerca de $36 bilhões por ano.
Apresentando a você, Weeds.

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Maconha é má? Legalize Já!

Este stop motion é uma obra colaborativa feita pela galera do Revolução 2.0 e expressa um ponto de vista de grande parte da sociedade. Curtiu? Compartilhe!

Fonte: Needesign

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Canadá lança carro elétrico com carroceria de fibra de maconha

Depois de anunciar a produção de um carro feito com fibra natural, a empresa canadense Motive apresentou oficialmente a novidade durante a conferência em Vancouver, no Canadá.

Kestrel, fabricado pela Motive, utiliza fibra de maconha na carroceria

O modelo, batizado de Kestrel, utiliza motor elétrico e traz a carroceria composta por cânhamo, material derivado da Cannabis sativa, nome científico da maconha. De acordo com a fabricante, a fibra da planta é mais viável por não enferrujar, absorver melhor os impactos e ser mais leve. A novidade pesa 850 kg e tem capacidade para até quatro pessoas.

Em relação ao design, a empresa afirma que apostou em linhas simples. “Os veículos elétricos precisam ser eficientes, por isso que o desenho do Kestrel tinha que ser simples (com o mínimo de componentes), leve e atrativo para os olhos”, afirmou em nota o designer do carro, Darren McKeage.

Para o presidente da Motive, Nathan Armstrong, a oportunidade é única por promover progressos significativos no setor do automóvel e “apoiar o setor canadense do automóvel ao proporcionar produtos sustentáveis e oportunidades para criar novos trabalhos ‘verdes’ no setor manufatureiro”.

A potência não foi revelada, mas os dados oficiais dão conta que ele atinge velocidade máxima de 135 km/h e tem autonomia para 160 quilômetros. O Kestrel é um dos modelos que faz parte do Project Eve, consórcio de empresas para desenvolver a eletromobilidade no Canadá. As vendas dele deverão começar em 2012.

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Stand Up: Maconha versus Alcool

Apresentação do escritor e comediante Márcio américo no Teatro Folha com a turma da Seleção do Humor Stand Up.