Após o caso de Anny ser exibido no Fantástico, uma luz no fim do túnel surgiu para uma família de Presidente Prudente. Pais buscam tratamento com derivado da maconha para Julia, de apenas quatro anos, que possui lisencefalia e sofre com espasmos musculares e convulsões. Família quer mais informações sobre caso de Anny Fischer. As informações são do G1

Alessandra Aguiar Sato e Leandro Sato são pais de Julia, de quatro anos, que sofre de uma má formação cerebral. Devido ao problema, além de convulsões, a criança tem espasmos frequentes. Para amenizar o sofrimento da filha, o casal busca um novo método para tentar controlar a doença, por meio de um medicamento derivado da maconha. Apesar de proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma família conseguiu na Justiça a autorização para utilizá-la.

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A doença no cérebro da menina teve início quando ela tinha três meses de vida. Neste período, os pais buscaram médicos e tratamentos, mas a situação se agravou logo após uma pneumonia, em que foi necessário a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por quatro meses. Do local, a menina saiu debilitada.

“Nós a levamos ao médico e fizemos uma ressonância e, então, foi diagnosticado que ela tinha lisencefalia, que é uma má formação cerebral. Ela não tem as ondas cerebrais, que não deixam o formato do órgão liso. Foi aí que a nossa luta começou”, contou Alessandra.

A menina vive em uma cama há um ano e seis meses. Os pais buscam métodos para recuperar a saúde da criança, porém nada surtiu efeito. Para evitar o sofrimento, a maneira que a família encontrou é medicá-la e mantê-la dormindo, porque quando está acordada, ela sofre de espasmos musculares.

“Antes o meu sonho era dela andar correr, agir como uma criança normal. Hoje, o meu sonho é de não vê-la sofrer. Poder somente passear com ela, ter o simples gesto de colocá-la em uma cadeira e tomar sol. Esse é meu sonho”, ressaltou Sato.

Um aparelho foi implantado em seu peito para estimular o cérebro. Outra tentativa dos médicos foi colocar Julia em coma induzido para diminuir as convulsões, mas não solucionou o problema.

Depois de Leandro e Alessandra acompanharem o caso de Anny Fischer, que possui uma doença rara e utiliza um medicamento à base de canabidiol, substância derivada da maconha, eles tentam ter acesso ao medicamento. O remédio é proibido no país e foi conseguido inicialmente de forma clandestina, mas o direito à compra foi conquistado pelos pais.

“A gente quer dar continuidade ao tratamento. Queremos trazer essa medicação, custe o preço que custar. Nós queremos obtê-lo de forma legal”, disse Sato.

Todo esforço para buscar uma melhoria é válido, conforme a fonoaudióloga que acompanha a menina desde o início da doença, Patrícia Mustafá. “A gente acredita que é uma uma luz no fim do túnel. A família dela não tem nada a perder com isso”, falou.

A mãe não vai desistir. “Eu vou atrás da Justiça. Vou falar com a família de Anny para saber como eles fizeram, como funciona a dosagem. Eu quero ver a minha filha melhor e ela vai melhorar, se Deus quiser”, disse Alessandra.