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Pais desesperados recorrem a maconha medicinal, em um último esforço, para melhorar a vida de seus filhos.

O Primeiro Ministro australiano, Denis Napthine, apoia a decisão da administração médica de não legalizar a maconha medicinal, mesmo após ser provado que o tratamento salvou a vida de uma jovem .

Cheri O’Connell falou sobre os benefícios da maconha líquida que, segundo ela, salvou sua filha com pouco meses de vida restante, quando foi diagnosticada com epilepsia pelo médicos.

“Em termos de medicamentos, as aprovações são questões para serem analisadas pela Therapeutic Goods Administration, que é o órgão regulador australiano de drogas medicinais, e pelo Governo Federal”, disse o Dr. Napthine .

“Eles baseiam suas decisões sobre o melhor ponto de vista médico e científico. Essa é a forma como essas decisões devem ser baseadas e eu apoio esse processo.”

A pequena Tara, de apenas oito anos de idade, estava tendo até 60 convulsões por dia, mas agora tem feito uma recuperação milagrosa desde que sua mãe, Cheri, começou a medicá-la com cannabis líquida, feita em uma vila próxima.

Doutores de um dos principais hospitais de Victoria, na Austrália, reconheceram as “notáveis melhorias​​” depois que a menina começou a ser medicada com a maconha medicinal.

Mas o ministro da Saúde, David Davis , alertou as famílias para não usarem maconha medicinal, dizendo que a mesma continua a ser ilegal em Victoria e que o Governo “Não tem a intenção de mudar esta legislação”.

Uma investigação do jornal Sunday Herald Sun descobriu que até 10 crianças vitorianas, algumas com apenas três anos de idade, estão tomando doses diárias de maconha medicinal, em alguns casos o medicamento é administrado pelos professores em horário de aula, os pais desesperados estão virando as costas para drogas farmacêuticas.

Cheri O’Connell dá a sua filha, Tara, uma forma líquida de maconha medicinal conhecida como THC-A, que é recebida pelo correio, para tratar sua epilepsia grave.

As alegações da Sra. O’Connell, sobre a recuperação milagrosa de sua filha, confirmadas pelo corpo médico de Victoria, estimularam estudos clínicos locais para testar a eficácia da maconha medicinal.

“Ela estava morrendo, mal conseguia andar ou falar, era incapaz de ir ao banheiro sozinha e dormia em um ciclo semelhante a um recém-nascido”, disse a Sra. O’Connell.

“Eles nos diziam que basicamente não havia muito o que pudéssemos fazer, apenas levá-la para casa e amá-la, e, talvez, se ela tivesse sorte chegaria aos nove anos de idade.”

“Nós não conseguíamos enxergar um futuro para ela”, disse a Sra. O’Connell.

“Ela nunca terá um emprego ou será uma pessoa normal, porque é tarde demais, o dano já está feito.”

Tara precisava de cadeira de rodas, tinha dificuldades para caminhar e tinha a fala limitada.

Mas em janeiro do ano passado, seus pais desesperados iniciaram o tratamento com uma mistura de maconha conhecida como tintura, após o tratamento com coquetel de medicamentos prescritos deixarem Tara fortemente sedada e mesmo assim os ataques continuarem.

Para a surpresa dos médicos, um ano depois, Tara está melhor e sua cadeira de rodas está no canto da casa da família, juntando poeira.

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Um recente relatório de avaliação neuropsicológica, realizado por um médico em Austin, aponta que as performances cognitivas gerais de Tara foram “significativamente melhoradas comparado ao mesmo teste realizado um ano antes.”

“Desde o início da ministração da cannabis medicinal (em conjunto com o fim de suas convulsões), há uma história clínica convincente de melhorias em todas os sintomas, como relatado por sua mãe”, escreveu a Neuropsicóloga Clínica Sênior Dr.ª Silvana Micallef.

Um aumento do apetite e sonolência foram os únicos efeitos colaterais registrados.

A maconha medicinal é administrada por via oral, através de gotas sob a língua, e é fabricada para ser pobre em THC, o composto que produz o “barato” da maconha.

Os O’Connells também começaram a medicar com a cannabis liquida seu filho Sean, de 11 anos, que tem uma forma menos grave de epilepsia. A sra. O’Connell disse que seu filho mal conseguia escrever antes do tratamento, hoje ele está livre de crises e é um potencial artista.

Família O'Connell Cheri, Tara e Sean
Família O’Connell Cheri, Tara e Sean

Ela está pedindo ao governo do estado para financiar pesquisas sobre a droga, que ela afirma ter salvado a vida de sua filha e que está sendo usada por pelo menos 70 crianças em toda a Austrália.

O corpo médico, em Victoria, apoiou o apelo para realizar uma maior investigação sobre a cannabis medicinal.

O Vice-presidente da AMA Victoria (maior organização representante dos profissionais de saúde),  Dr. Tony Bartone, disse que a cannabis esta sendo usada legalmente para fins medicinais em lugares como Canadá, EUA, Reino Unido e Alemanha .

“Há um número crescente de evidências sobre a cannabis como um tratamento eficaz para alguns tipos de dor crônica, controle da espasticidade muscular, algumas formas de náuseas e como um estimulante do apetite em pacientes com perda de peso devido ao câncer ou HIV”, disse Dr. Bartone.

Ele disse que a AMA apoia mais pesquisas, especialmente na administração de cannabis medicinal. “Fumar ou ingerir a planta ‘in-natura’ pode ser prejudicial.”

O Gerente Geral da Epilepsy Australia, uma organização dedicada à assistência de pessoas com Epilepsia, Wayne Pfeiffer também apoiou a chamada para “um julgamento eficaz e controlado” .

“Algumas famílias têm questionado sobre isso, mas como é ilegal, não podemos realmente recomendar, mas há um interesse cada vez maior “, disse Pfeiffer .

“Cerca de 70 por cento dos pacientes controlam suas crises através de medicamentos farmacêuticos, de modo que para estes 30 por cento restante é realmente necessário o uso de novas drogas.”

Kay McNeice, porta-voz do Departamento de Saúde federal, disse: “A fabricação, posse, venda ou uso de qualquer forma de cannabis é proibida sob as leis estaduais e territoriais de drogas.”

“Esses controles de segurança garantem que todo o cuidado seja tomado para evitar o uso indevido de substâncias que são consideradas prejudiciais e para as quais não há uso medicinal aprovado. ”

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Tivemos que quebrar a lei para que nossa filha não morresse.

Qualquer pai vai fazer o que for preciso para cuidar de uma criança doente.

Para a família O’Connell, significa quebrar a lei ou perder sua filha.

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E depois de anos de visitas a diferentes médicos,  usando medicação convencional e sofrendo desgosto a cada nova tentativa fracassada, os O’Connell afirmam que a última opção restante foi o controverso uso da cannabis medicinal, para tentar dar a sua filha Tara qualquer futuro.

A pequena Tara, de apenas oito ano, sofre de uma forma grave de epilepsia conhecida como síndrome de Dravet e teve várias complicações durante toda a vida.

Paramédicos chegaram a avisar aos seus pais que eles poderiam não ser capazes de ressuscitar Tara na próxima vez, após 4 complicações bem próximas.

Tara mal conseguia andar ou falar e dormia tanto quanto um recém-nascido. Ela suportou mais de 20.000 convulsões a cada ano, e isso estava debilitando seu pequeno corpo.

Sua condição preocupava Cheri e seu parceiro David, eles estavam exaustos e temendo o futuro.

Ficando sem opções, por acaso uma outra família que tinha perdido uma batalha semelhante disse aos O’Connells sobre a cannabis medicinal.

“Eles não tiveram tempo de testar a droga”, disse Cheri.

“Ela sabia que não havia muito tempo para Tara, e que não tinham nada a perder. O efeito colateral de não tentar seria a  morte. Nós já ultrapassamos 12 meses de tratamento e hoje ela é mais saudável do que nunca.”

A Cannabis Medicinal usada para o tratamento de Sean e Tara
A Cannabis Medicinal usada para o tratamento de Sean e Tara

Cheri disse que sabia dos riscos legais em torno da droga.
”Nós apenas pensamos: ‘O que mais eles querem que nós façamos? É isso ou a nossa filha morre’.”

Um ano após o começo do tratamento, Tara está livre das crises, anda, corre e até mesmo dança.

Em toda a Austrália, uma rede secreta de pais está usando a mídia social para compartilhar suas experiências com a cannabis medicinal  em seus filhos doentes.

Uma mãe, no norte de Melbourne, disse que seu filho de três anos de idade tem apresentado melhorias dramáticas desde o começo do tratamento.

Seu filho teve meningite quando era bebê e é intelectualmente e fisicamente deficiente.

“Fomos informados de que seria sorte se ele vivesse até os dois anos de idade”, disse ela.

“Nós hesitamos por 18 meses. Mas depois de sua primeira dose, dentro de 15 minutos ele estava rastreando as coisas com os olhos pela primeira vez.”

Ela disse que a lei precisa ser mudada para que os pais possam ter acesso legal à droga.

“Estamos contra as drogas”, disse ela. “Sentimos que estamos infringindo a lei, mas se não tivéssemos desobedecido, não teríamos nosso filho hoje.”

No sul da Austrália, uma mãe de dois filhos disse que sua filha de oito anos de idade estava tomando oito medicamentos farmacêuticos antes que a família conhecesse o tratamento com a maconha medicinal.

“Chegamos ao ponto em que não tínhamos nada a perder. Ela estava livre das crises dentro de um dia, onde antes teria 2 a 3 crises por dia”, disse a mãe.

A Cannabis medicinal é legal no Canadá, Áustria, Holanda, Suécia, Espanha, Israel, Itália e em alguns estados dos EUA.

Tradução SmokeBud, via Herald Sun

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