BEQAA VALLEY, LEBANON- NOVEMBER 1: A marijuana processing warehouse in the Beqaa Valley in eastern Lebanon on November 1, 2015. Marijuana is grown openly in many areas of this 75 mile long valley and then processed into hashish in large warehouses during the cold winter months. The Syrian border runs the entire eastern length of the valley which over the the past two years has been a region of extreme tension and skirmishes as ISIS incursions increase into the small Lebanese border villages with most being protected by combined Hezbollah and Lebanese Army forces. Despite the massive military presence, the valley has always been one of the most fertile strips of land in the entire Middle East helped largely by the successful Litani hydroelectricity project that was completed in 1967 creating a web of canals that irrigate much of the valley. (Giles Clarke/Getty Images)

Como parte da uma estratégia para impulsionar a economia, o governo do Líbano acatou a avaliação da empresa de consultoria americana McKinsey para liberar o cultivo de maconha com finalidade medicinal.

Em janeiro, o governo libanês contratou a McKinsey para elaborar um plano com o intuito de reviver a economia do país. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a nação do oriente médio sofre, desde 2011, com crescimento econômico muito lento e altas taxas de desemprego. A crise no país se instaurou após o início da guerra civil na Síria, sua vizinha.

O Líbano também é o terceiro maior produtor mundial de haxixe ilícito, uma substância psicoativa produzida a partir da cannabis. A informação é de um estudo de 2016 feito pelo escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. No relatório enviado ao governo libanês, a McKinsey avaliou o impacto econômico da mudança do mercado de maconha ilícito no país para um mercado regulamentado com fins medicinais.

A empresa de consultoria americana esclareceu a situação ao portal Business Insider. Eles explicam que o governo do Líbano solicitou que fosse avaliado o impacto da legalização da cannabis como parte de um pacote de 150 medidas para impulsionar a economia do país. O relatório não recomendou explicitamente que o país permitisse o cultivo da planta, embora tenha detalhado os efeitos econômicos positivos que essa prática poderia trazer.

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O ministro do Comércio do Líbano, Raed Khoury, afirmou ao portal que a cannabis produzida em solo libanês é a “melhor do mundo” e a produção de maconha com fins medicinais pode se tornar uma potencial indústria de bilhões de dólares.

A legalização da maconha já é realidade em outros países. Nos Estados Unidos, nove Estados autorizam o uso recreativo da droga. A Holanda e o Uruguai também desmistificaram o tabu com relação à cannabis. A Holanda permite que cidadãos e turistas comprem maconha em estabelecimentos, mas proíbe o cultivo para consumo próprio. Já no Uruguai, é permitido a produção, mas o estado limita a quantidade que pode ser cultivada, além de selecionar quais empresas podem atuar nesse negócio.

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Um exemplo mais recente de liberação vem do Canadá. Em junho deste ano, o país tornou-se a segunda maior nação do mundo – e a primeira do G20 – a legalizar maconha para uso recreativo. Agora, os cidadãos canadenses e residentes do país podem cultivar e vender a droga livremente, desde que tenha a idade mínima de dezoito anos. No mesmo mês, Portugal também aprovou o uso da maconha para fins medicinais, mas o cultivo para o próprio consumo ainda é proibido.

Bancos de investimentos divulgaram previsões otimistas sobre a importância do mercado de cannabis a fim de encorajar os países a reavaliarem essa proibição. A Arcview Market Research, uma empresa que estuda a indústria de cannabis, estimam que os gastos globais com maconha legalizada atinjam U$ 32 bilhões até 2022, representando uma taxa de 22% de crescimento.

No Brasil, o uso recreativo da planta não é permitido.

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