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Celebrando o Dia Internacional da Maconha e exigindo mudanças na lei de drogas, cerca de 300 pessoas foram às ruas de San Juan, neste domingo (20). O movimento chamado ‘Free Juana’ defende uso ‘livre e responsável’. As informações são da EFE via G1.

Cerca de 300 pessoas marcharam neste domingo (20) em San Juan para celebrar o Dia Internacional da Maconha e para pedir ao governo de Porto Rico que descriminalize seu uso, proposta que vários legisladores da ilha promoveram com projetos de lei.

A advogada Shadiff Repullo, organizadora do movimento Free Juana, opinou à agência EFE antes de marchar do parque Luis Muñoz Rivera até o Capitólio ou parlamento porto-riquenho, que “as pessoas não devem ser presas pelo consumo de maconha”.

A missão do movimento Free Juana é educar sobre a necessidade da descriminalização da maconha e defender seu uso livre e responsável, explicou Shadiff.

A ativista acrescentou que o movimento apoia um projeto promovido pelo deputado Miguel Pereira, do Partido Popular Democrático (de situação), que pretende descriminalizar a posse de maconha em pequenas quantidades e a legalização de seu consumo para fins medicinais.

O projeto propõe que a posse de até 14 gramas não tenha caráter de crime e seja considerado apenas uma infração, o que poderia gerar uma multa máxima de US$ 100 (US$ 200 na segunda vez e US$ 300 na terceira).

Se a quantidade ficar entre 14 e 28 gramas a punição poderá ser de no máximo US$ 500 e seis meses de prisão, e a partir dessa quantidade, se seguirá considerando crime grave e se manterão as penas atuais de três anos de prisão obrigatória e multa de até US$ 5 mil.

Pereira afirmou que o número de usuários de maconha na ilha é bastante alto, chegando a 70% dos estudantes universitários de Porto Rico e a uma elevada porcentagem de profissionais.

O projeto de Pereira foi apoiado pelo deputado, Ramón Luis Nieves, do mesmo partido, que foi à marcha para respaldar a ideia da descriminalização da maconha, que hoje se celebrou em nível mundial.

“Eu apoio que terminemos a política absurda do uso pessoal. Eu espero que as próximas leis consigam banir isso”, destacou Nieves.

Por sua vez, o produtor musical Nico Canada, destacou à EFE que apoia o uso da maconha pois “à parte dos benefícios medicinais” que o ajudaram a controlar a asma, “é a solução para solucionar a crise econômica do país” que arrasta uma dívida de mais de US$ 70 bilhões.

É o que pensa, também, o psicólogo social Rafael Torruella, que dirige uma campanha de descriminalização da maconha e ressaltou em entrevista à EFE que a planta “precisa ser regulada ou legalizada para uso medicinal e criativo e industrial”.

O movimento Free Juana está preparando um documentário dirigido por Raf Talo com o propósito de educar a que as pessoas conheçam que a maconha tem propósitos medicinais e econômicos.

Talo disse à EFE que “é preciso acabar com o tabu” do consumo da erva, pois “não faz mal a ninguém”, e é uma planta “da qual podemos tirar tanto proveito para fazer plástico, cimento e até pode ser usada na gasolina e em tecidos”, lembrou.

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