O documento aponta ainda um objetivo de redução para metade, até 2020, do número de doentes internados por cirrose e hepatite alcoólica, doenças decorrentes do abuso do álcool.

A prevalência de consumo de drogas em Portugal terá de diminuir 10% nos próximos três anos, segundo a meta definida no Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências, que está em consulta pública.

O documento traça também o objetivo de reduzir em 10% as prevalências de jogo de risco e de dependências de jogo até 2016 e em 20% até 2020.

Na área das drogas, o Plano, que deverá estar em vigor entre 2013 e 2020, pretende que a prevalência de consumo de cannabis entre os jovens passe dos 16% registados em 2011 para os 14% em 2016 e para os 13% em 2020.

Entre toda a população portuguesa, englobando jovens e adultos, pretende-se que a prevalência de consumo de qualquer droga ilícita diminua para 1,8% em 2020, quando em 2012 se situava nos 2,3% da população entre os 15 e os 74 anos.

Também há metas de redução traçadas para o consumo nocivo de bebidas alcoólicas, pretendendo-se que em três anos as situações de embriaguez reduzam a sua prevalência de 5,1% para 4,6%.

Outro dos objetivos é retardar a idade de início do consumo de álcool e droga, diminuindo em 30% até 2020 o início destes consumos a menores de 13 anos.

Em 2011, em Portugal havia 4% de jovens que tinham iniciado o consumo de cannabis , quando a média europeia era de 3%. Assim, pretende-se atingir os 3,4% dentro de três anos e os 2,8% dentro de sete anos.

O Plano define mesmo que, até 2016, deve ser aumentada em um ano a idade média do início dos consumos, passando dos 17 para os 18 anos no caso das drogas e dos 16 para os 17 nas bebidas alcoólicas.

O documento aponta ainda um objetivo de redução para metade, até 2020, do número de doentes internados por cirrose e hepatite alcoólica, doenças decorrentes do abuso do álcool.

Na área da dependência relacionada com o jogo, o Plano admite que há um défice de conhecimento da realidade em Portugal, sobretudo no que respeita aos “novos focos de preocupação” como são o caso dos jovens menores.

No ano passado, estima-se que a prevalência de jogadores a dinheiro na população portuguesa entre os 15 e 74 anos era de 66%, sendo esta maior entre os homens (74%) do que entre as mulheres (58%).

Através de legislação, regulamentação e fiscalização adequadas, o documento defende a criação de oportunidades de jogo legal e seguro, e que não seja indutor de comportamento aditivo.

Para garantir as verbas necessárias para executar o Plano entre 2013 e 2016 é sugerido que se avalie a atribuição de verbas por contrapartida das concessões de jogos, incluindo os on-line.

Via Jonral i Online