Segunda fase da campanha contou com a presença do candidato, do Partido Verde, que têm a legalização da maconha em seu plano de governo. Site e cartilha com informação sobre a maconha medicinal foram apresentados no evento.

O candidato à Presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, participou do lançamento da segunda fase da campanha Repense, que pede a regulamentação da maconha para fins medicinais. O plano de governo do partido defende a imediata legalização da planta para uso medicinal e recreativo. De acordo com o documento, essa é uma forma de enfrentar o tráfico de drogas, conforme noticiou a agência EBC .

Eduardo Jorge avalia que há uma falência do modelo repressor de combate às drogas. “Vários países estão se adiantando nesse sentido. O Brasil precisa rever a sua adesão incondicional à guerra militar contra as drogas para diminuir o sofrimento que essa política trouxe para o país”, disse o candidato. Ele destacou que essa política internacional de tentativa de erradicação da produção, do tráfico e do consumo, em prática há mais de 50 anos, foi incapaz de reduzir o uso dessas substâncias e criou tabus em torno do uso medicinal

O programa de governo aponta que “a política proibicionista, impulsionada mundialmente nas últimas décadas, tem tido um efeito totalmente contrários aos seus objetivos. O consumo não caiu e, pior, construiu indiretamente uma economia do crime poderosa, violenta, opressiva”. O partido destaca que não incentiva o uso de drogas, tanto lícitas, como ilícitas. “Outras drogas mais pesadas devem ter estratégias a serem implementadas na sequência”, diz o documento.

Repense

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Lançamento da segunda fase da campanha Repense. [Foto: Centro Ruth Cardoso]
O Centro Ruth Cardoso e a 3FilmGroup realizaram, na última terça-feira (22), o lançamento oficial de LUTA, novo filme da campanha Repense, de conscientização sobre a maconha medicinal. O curta metragem de 5 minutos mostra as dificuldades burocráticas enfrentadas por Camila Guedes para importar canabidiol para tratar as convulsões de seu filho Gustavo, de 1 ano. Ela foi a primeira brasileira a conseguir autorização administrativa para importar o produto, mas, depois de enfrentar um processo de 39 dias para obter o produto, seu bebê morreu durante uma crise convulsiva grave.

Junto com o lançamento da segunda fase da campanha, também foi apresentado o site e uma cartilha de informação sobre maconha medicinal, financiadas por meio de um projeto crowdfunding no site Catarse. O evento contou também com a participação do médico Dr. Drauzio Varella, Mauro Aranha, psiquiatra e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e Tarso Araujo, co-diretor do filme e um dos criadores da campanha. A campanha Repense começou no fim de março, com o curta-metragem ILEGAL, sobre o caso de Anny Bortoli Fischer, primeira pessoa a ter autorização para usar um derivado de maconha no Brasil. O filme gerou um debate nacional sobre o uso terapêutico do canabidiol.

Acesse e conheça o site da campanha Repense

REPENSE: UMA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A MACONHA MEDICINAL 
www.campanharepense.org