Marc Emery, o canadense auto intitulado príncipe da maconha, que cumpriu uma pena de 5 anos de prisão nos EUA por vender sementes, retorna decidido a manter a militância pela legalização da erva. Ironicamente, agora a maconha é vendida legalmente em Seattle e por todo o estado de Washington, onde Emery foi condenado.

O ativista Marc Emery, autoproclamado ‘Príncipe da Maconha’, voltou no último dia 12 ao Canadá depois de completar uma pena de prisão nos Estados Unidos. Emery, de 56 anos, volta decidido a retomar sua militância pela legalização do uso da droga no Canadá.

O ativista foi recebido na fronteira em Windsor (província de Ontario, centro) por sua esposa Jodie Emery, que manteve a militância de seu marido durante o tempo que passou atrás das grades.

Ao deixar a prisão, Marc Emery pediu que os canadenses votem no Partido Liberal, claramente a favor da descriminalização do consumo de maconha.

“Tenho a intenção de seguir pressionando pela legalização da maconha e vou continuar fumando. Planejo realizar encontros, conferências e passeatas no Canadá para mobilizar os três milhões de fumantes de maconha e promover a entrada dos liberais de Justin Trudeau no governo para obter a legalização da maconha no Canadá”, disse Emery à agência France Presse.

Trudeau, um líder opositor liberal que admitiu fumar maconha após ser eleito para o Parlamento em 2008, lidera as pesquisas para as eleições presidenciais de 2015.

Emery foi extraditado para os Estados Unidos em maio de 2010, depois de ter sido condenado a quase cinco anos de prisão.

A Justiça americana o acusou de vender mais de quatro milhões de sementes de maconha por meio de sua página na internet. A maior parte dos clientes era dos Estados Unidos.

Em Vancouver o retorno de Marc, será comemorado neste domingo (17), segundo portal canábico Cannabis Culture. Amigos e seguidores do Príncipe da Maconha celebram seu retorno no Victory Square Park, no centro de Vancouver, onde Emery fará um discurso ao público, em seguida, conhecerá e conversará com todos que torceram pela sua liberdade.