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No início de 2015, pouco tempo depois que conheci a maconha medicinal, percebi que todos os assuntos que envolvem a planta “maconha” são sempre considerados polêmicos e passíveis de debates acalorados.

Não importa se estamos falando do uso industrial, recreativo, medicinal ou religioso, a divergência de opiniões é evidente e reflete em posicionamentos antagônicos e, às vezes, até mesmo radicais sobre o uso ou a proibição da planta.

Quando o assunto vai para o lado da “política sobre drogras e da descriminalização”, ele torna-se ainda mais espinhoso, devido a polarização política sobre o tema.

Regulamentar tendo como referência os sentimentos ou apenas a opinião dos politicos em relação à maconha é um risco.

Fatos:

  1. Nunca se estudou e falou tanto em universidades sobre a maconha e seus usos;
  2. A importação da planta está sendo autorizada para estudos e pesquisas;
  3. Quatro famílias já estão com “salvo conduto” para o auto-cultivo medicinal;
  4. Estamos importando produtos para uso medicinal (CBD e THC); e
  5. ONGs estão produzindo seus óleos coletivamente, mesmo que ilegal.

Com ou sem regulamentação a maconha tem conquistado cada vez mais espaço em segmentos da sociedade que nunca haviam parado para pensar sobre o assunto.

Polêmico ou não, certo ou errado, legal ou ilegal, a atual falta de regulamentação está deixando espaço para avanços, ainda que desordenados e sem uma coordenação única.

Nesse cenário, precisamos aproveitar o momento e continuar aprofundando os conhecimentos e ampliando as pesquisas, pois quando o “Estado” finalmente estiver com situação política madura para a regulamentação, já teremos, em todo o Brasil, conquistado avanços suficientes para garantir uma regulação que assegure o amplo direito em relação a todos os possiveis usos da planta.

#PenseNisso
Norberto Fischer

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