Com toda movimentação a favor da regulamentação da maconha pelo mundo, a ONU ainda quer fazer valer regras de uma convenção arcaica, na qual a maconha nem sendo pauta da agenda acabou entrando, com um empurrãozinho de um delegado brasileiro, na Convenção de 1961. Confira os questionamentos e criticas da ONU sobre as iniciativas do Uruguai de dos Estados Unidos para a regulamentação da erva, com informações O Globo.

ONU critica legalização da maconha no Uruguai e nos EUA
Organização identifica ‘perigosa tendência’ no Uruguai após legislação

NOVA YORK – O Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes (OICS) questionou, nesta terça-feira, as iniciativas do Uruguai e dos Estados Unidos para a legalização da maconha, consideradas ilegais aos olhos das convenções internacionais. A agência da ONU evocou em seu relatório anual uma “perigosa tendência” no Uruguai após a legislação da “produção, venda e consumo de maconha com fins não-médicos”, e garante que tal lei contraria as disposições da Convenção única sobre os entorpecentes de 1961. O parlamento uruguaio adotou definitivamente em dezembro de 2013 um texto que regula a produção e a venda de maconha sob autorização do Estado, uma iniciativa sem precedentes no mundo.

O OICS também lamentou “profundamente” que os estados do Colorado e de Washington tenham legalizado a posse de pequenas quantidades de maconha, em vigor desde o início de janeiro no Colorado e possível a partir do segundo trimestre de 2014 em Washington. O OICS perde ao governo federal americano que “atente para que as convenções sejam plenamente respeitadas em todo o território” do país. A agência pediu para que os governos tenham como prioridade “a saúde e o bem-estar da população no longo prazo”, no espírito do preâmbulo da Convenção de 1961″ na hora de avaliar “suas futuras políticas” sobre a questão das drogas.