Lembra do caso de um menino de 12 anos com epilepsia grave que não teve permissão de usar óleo de maconha que falamos aqui no mês passado? Rápido ou não, um mês e cinco dias depois fez com que o Reino Unido legalizasse a maconha medicinal.

O ministro do Interior, Sajid Javid, disse nesta quinta-feira que médicos especializados poderão prescrever produtos medicinais derivados da maconha a partir do outono.

No entanto o uso recreativo por enquanto continuará sendo proibido.

A decisão vem na sequência de um caso de grande repercussão de um menino de 12 anos com epilepsia grave que não teve permissão de usar óleo de maconha, o que deu ensejo a um debate nacional e a uma revisão de especialistas.

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“Casos recentes envolvendo crianças doentes deixaram claro para mim que a nossa posição a respeito de produtos medicinais relacionados à maconha não era satisfatória”, disse Javid.

“Seguindo os conselhos de dois grupos de conselheiros independentes, tomei a decisão de reclassificar os produtos medicinais relacionados à maconha – o que significa que eles estarão disponíveis mediante receita médica.”

Cientistas dizem haver cada vez mais indícios de que a erva pode amenizar a epilepsia e outras doenças, como dores crônicas, esclerose múltipla e enjoo provocado por quimioterapia, o que vem aumentando o interesse por esse campo.

No mês passado a GW Pharmaceuticals, que passou 20 anos desenvolvendo remédios de maconha, recebeu a aprovação da Agência de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos para produzir o primeiro medicamento derivado da planta.

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