Neste ano, a Marcha da Maconha terá diversas alas e uma delas é de pais que lutam na Justiça pelo direito dos filhos com doenças graves de terem acesso à planta Cannabis Sativa para fins medicinais. As informações são da Agência Brasil – EBC

A Marcha da Maconha no Rio de Janeiro, marcada para sábado (10) à tarde deve reunir cerca de 15 mil pessoas na orla de Ipanema, zona sul, de acordo com os organizadores do evento. No ano passado marcharam pela causa aproximadamente 10 mil pessoas. Neste ano, a passeata terá uma ala de pais que lutam na Justiça pelo direito dos filhos com doenças graves de terem acesso à planta Cannabis Sativa para fins medicinais.

O vereador Renato Cinco, que desde 2002 participa e organiza a marcha, disse a população está mais madura a respeito do tema, sobretudo, devido ao movimento. “A partir do momento em que as pessoas vão para a rua e dizem que não aceitam mais a proibição e serem tratadas como criminosas, isto acaba mobilizando toda a sociedade e a nossa luta avança”.

Para o advogado da Ordem dos Advogados do Brasil, André Barros que durante anos defendeu manifestantes presos pela polícia acusados de apologia ao crime, as recentes iniciativas de legalização da droga no Uruguai e nos Estados Unidos tem contribuído para uma mudança de postura e política no restante do mundo.

“Os Estados Unidos que lideram esta política de guerra às drogas, em torno dos 20 estados americanos, a maconha foi legalizada em plebiscito para fins medicinais e em dois estados também para fins recreativos”, ressaltou ele.

“No Uruguai, a produção da maconha foi estatizada e o autocultivo e as cooperativas foram garantidos para consumo próprio”, explicou o advogado, que em 2009 foi um dos responsáveis pela representação que acarretou as ações julgadas pelo Supremo Tribunal Federal em 2011, que determinou a legalidade da marcha.

“A maconha é muito eficiente no combate de doenças terríveis como o câncer e a aids, pois ajuda estes pacientes contra o enjoo e a falta de apetite.

A marcha surgiu nos Estados Unidos na década de 1990 e acontece anualmente. Neste ano, o evento está marcado para acontecer em mais 300 cidades de mais de 40 países. No Brasil, a caminhada pela legalização da maconha ocorre em cerca de 40 cidades.