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Ciência e Saúde

À revelia da Justiça, associação do Rio fornece óleo de maconha a pacientes

À revelia da Justiça, associação do Rio fornece óleo de maconha a pacientes foi matéria da Folha desta semana. Uma associação de pacientes do Rio de Janeiro está fornecendo óleo de maconha medicinal para um grupo de pessoas mesmo sem autorização judicial para isso. Chama a prática de “desobediência civil pacífica” e já a declarou, inclusive, para a Justiça. A Matéria foi escrita originalmente por Cláudia Collucci.

Presidida pela advogada Margarete Brito, a Apepi (Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal) ensina famílias a cultivar a maconha, faz a ponte entre médicos e pacientes e tem parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em eventos e pesquisas sobre o tema.

Margarete é mãe de Sofia, 10, que tem uma síndrome rara (CDKL5). Ela foi a primeira do país a obter aval da Justiça para cultivar Cannabis em casa e dela extrair o remédio para aliviar as convulsões da filha.

Isso foi em 2017. A história inspirou outras pessoas com problemas de saúde, que hoje são associadas da Apepi.

Agora, Margarete decidiu extrapolar o seu habeas corpus individual e passou a produzir óleo de Cannabis para 18 pacientes de famílias de baixa renda, que não têm condições de importar o produto.

Seu advogado, Fernando Lau, ingressou com ação na Justiça Federal pedindo uma liminar que autorize a associação a plantar e a produzir legalmente o óleo para os pacientes associados —da mesma forma como ocorre com outra associação de pacientes em João Pessoa (PB).

“Na ação judicial, informei o juiz que a gente já planta para os associados. Eu disse: ‘a gente entende isso não como um crime, mas, sim, uma desobediência civil pacífica em razão do estado de necessidade dessas pessoas, que estão em busca do direito à vida, a garantia maior constitucional.”

Para o advogado, o juiz está numa porta sem saída. “Ou ele prende todo mundo por tráfico ou associação ao tráfico ou ele… São vidas salvando vidas. Ou são pais cuidando de filhos ou filhos cuidando de pais. Não é brincadeira de garoto. É um negócio sério.”

O plantio acontece no quintal da casa de Margarete, na Urca, na zona sul do Rio. As plantas, de quatro tipos diferentes, que produzem CBD (que não dá barato) e THC (que tem efeito psicoativo).

Mesmo ciente que corre riscos com a “desobediência civil pacífica”, a advogada diz que continuará plantando e fornecendo o óleo para os pacientes com ou sem autorização da Justiça. “Sabemos que não estamos acima do bem e do mal, mas vamos seguir com esse trabalho de resistência.”

A ação segue em segredo de Justiça, e o magistrado aguarda mais informações da União e da Anvisa sobre o assunto.

Na última quinta (26), a comissão de direitos humanos do Senado aprovou relatório favorável a uma proposta que regulamenta a Cannabis medicinal no Brasil, que agora passa a tramitar como um projeto de lei, seguindo para comissões de assuntos sociais e de constituição e justiça, antes de ser votada em plenário.

Marcos Langenbach, marido de Margarete e vice-coordenador da Apepi, diz que a demanda pelo óleo de Cannabis é enorme. Entre os pacientes, há desde as crianças e adolescentes com epilepsia e autismo até idosos com Alzheimer e Parkinson. Só têm acesso se tiverem receita médica.

“Tem que ter um médico acompanhando. No CBD não tem contraindicação, mas há casos em que ele não funciona completamente e precisa usar um pouquinho de THC, que tem algumas contraindicações. Por isso é importante médico, pesquisa, para saber o que é melhor para cada doença, cada paciente”, diz ele.

Apesar dos avanços de estudos sobre o uso medicinal da maconha, ainda faltam evidências científicas mais robustas que atestem a eficácia e a segurança dos tratamentos, segundo revisões sistemáticas da Cochrane, rede de cientistas independentes que investiga a efetividade de terapia.

Na Apepi, mais de 300 pessoas já aprenderam sobre cultivo da maconha medicinal. A associação também ministra cursos voltados a médicos sobre a prescrição da Cannabis.

Margarete diz lamentar a polêmica que envolve hoje a proposta de regulação do plantio da maconha medicinal pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que corre o risco de não sair por pressões do Planalto.

“É muito triste. Continuará deixando grande parte dos pacientes na ilegalidade”, diz ela.

O cultivo doméstico de maconha para fins medicinais é uma realidade no país, praticado clandestinamente por grupos de pais e pelos chamados cultivadores, que plantam, fazem o óleo e vendem.

As informações sobre cultivo e formas de fabricação do óleo são trocadas por meio de redes sociais ou em cursos dados por associações de pacientes, conforme a Folha apurou.

“Há mães de família da periferia que plantam para os seus filhos e correm riscos sérios de intervenção da polícia. É diferente das mães de bairros de classe média, que têm atenuantes. As mães da periferia não têm esse cobertor”, afirma Julio Américo, presidente da Liga Canábica, de João Pessoa.

Segundo ele, essas mães pobres não têm como arcar com os custos dos produtos importados à base de canabinoides, no mínimo R$ 1.200 mensais, e são empurradas para a marginalidade, comprando flores de maconha do tráfico para fabricar o óleo em casa.

“São pessoas de bem que podem ser enquadradas. Se não houver autorização de plantio, elas vão continuar plantando porque a escolha sempre será a vida do filho, que melhora muito [com o uso dos óleos de Cannabis].”

Segundo Sheila Geriz, uma das fundadoras da Liga, existe uma rede de cultivadores, pessoas que plantam Cannabis para uso próprio (recreativo ou medicinal) e repassam o excedente, a preço de custo, para os pacientes. Por meio de grupos de pacientes pelo país, a Folha localizou sete deles, mas eles não quiseram falar com a reportagem.

Sheila diz que recorre a um desses cultivadores para obter óleo de THC para ela, que sofre de artrite reumatoide, e para o filho, Pedro, 9, que tem epilepsia refratária. Ela tem autorização judicial para importar o CBD para o filho, mas não o THC.

“Estava de cama, sem me mexer de tanta dor. Com ambos, hoje faço de tudo. Pedro também melhorou muito com a associação do CBD com o THC. Não dá para demonizá-lo.”

A Cannabis produz mais de 80 tipos de canabinoides. Os que têm propriedades medicinas mais conhecidas são o CBD (canabidiol) e o THC (tetrahidrocanabinol)
Cânhamo (em inglês hemp)
É uma planta alta e esguia, com poucas ramificações laterais. Tem alto teor de CBD, sem efeito psicoativo, e no máximo 0,3% THC, a substância que causa efeitos psicoativo. O caule e suas fibras são usadas na produção de papel, tecidos, cordas, entre outros. Nos EUA e no Canadá, o óleo de cânhamo é considerado um suplemento alimentar

Maconha
Tem baixa estatura, mais encorpada e com muitas flores —a parte da planta que apresenta níveis bastante elevados de THC. O caule e as fibras não são utilizados. Para maximizar os níveis de THC, ela é comumente cultivada em um ambiente fechado para que as condições como luz, temperatura e umidade possam ser controladas de perto

CBD

Crises epiléticas/convulsões
Autismo
Inflamações
Efeitos neuroprotetores
THC

Dor crônica
Espasticidade muscular
Náusea induzida por quimioterapia
Inflamações
* O CFM (Conselho Federal de Medicina) recomenda a prescrição apenas em casos de epilepsia grave, refratária a tratamentos convencionais. Fontes: Campanha Repense, associações de pacientes, estudos publicados

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Esportes e Maconha

Nate Diaz fuma cigarro de maconha e passa para os fãs durante treino aberto do UFC 241

Nate Diaz fechou o treino aberto do UFC 241 em Anaheim, Estados Unidos, nesta quarta-feira, dando trabalho à segurança do Ultimate. O lutador – que encara Anthony Pettis no co-evento principal deste sábado – fumou maconha durante sua participação e chegou a passar para os fãs que estavam na arena. Na Califórnia – estado onde aconteceu a atividade – a maconha é legalizada para todos os fins, entretanto, o gesto do irmão de Nick Diaz foi reprovado por Dana White, presidente do UFC, através de um “emoji” de lamentação no Twitter.

Para evitar polêmicas mas fortes Nate alegou que só tinha CBD – uma propriedade da maconha utilizada para fins medicinais e sem efeitos psicoativos – permitida dentro do código da Wada (Agência Mundial Antidoping).

Depois de três anos inativo, Nate fez questão de bancar o estilo bad boy, dando golpes enquanto soltava baforadas no cigarro. Em certo momento, soltou a fumaça em direção aos jornalistas e pediu para passarem seu cigarro ao público. Enquanto assistiam ao americano no tatame, diversos torcedores foram tragando e passando o cigarro de mão em mão – até um segurança recolher.

Na sequência da apresentação, Nate Diaz foi à entrevista explicar a sua inusitada atitude ao longo da atividade.

Um jornalista interrompeu o americano e perguntou: “Mas o que era aquilo?. Nate respondeu, ironicamente:
– Era CBD, recomendado pelo meu nutricionista.

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Notícias sobre maconha

Mais um estado americano de Illinois legaliza consumo da maconha, agora são 11!

Chicago (EUA), 25 jun (EFE).- O consumo recreativo da maconha será autorizado no estado de Illinois, nos Estados Unidos, a partir de 1º de janeiro de 2020, de acordo com uma medida assinada nesta terça-feira pelo governador JB Pritzker.

“Somos o primeiro estado da nação a legalizar completamente o uso do cannabis através de um processo legislativo bipartidário, sem necessidade de plebiscito”, disse.

Pritzker ressaltou que a iniciativa é um “exemplo de democracia” e uma mudança radical que chega com atraso a Illinois. A nova lei permitirá excluir antecedentes criminais de pessoas que sofreram processos por posse ou consumo de cannabis no estado, o que para ele é “um passo equitativo e de justiça”. A legislação, segundo o governador, beneficiará pessoas afetadas por “décadas de aplicação de uma guerra contra as drogas que foi um fracasso”.

A procuradora de Justiça do condado de Cook, Kim Foxx, declarou em comunicado que seu escritório está orgulhoso de “ter ajudado a desenvolver essa legislação histórica”.

“O tempo da justiça é agora, especialmente para as comunidades negras que há muito foram desproporcionalmente afetadas acusações de crimes menores e pela guerra fracassada contra as drogas. Esperamos continuar nossos esforços para garantir o maior alívio possível sob essa lei revolucionária”, disse ela.

Em seis meses, os moradores do estado com mais de 21 anos poderão possuir para consumo até 30 gramas de flor de cannabis, 5 de concentrado de cannabis e até 500 miligramas de tetraidrocanabinol (THC), o único componente psicoativo. Não residentes poderão ter a metade de cada uma dessas possibilidades. A maconha será vendida em locais próprios em todo o estado de Illinois.

Pacientes que usam a maconha medicinal poderão possuir mais de 30 gramas se cultivarem a planta em casa, dentro de um ambiente fechado e fora do alcance do público.

De acordo com a nova legislação, será ilegal revender maconha e tirá-la do estado, já que o consumo continua proibido em grande parte do país, conforme a lei federal. Além disso, estará proibida a publicidade sobre consumo perto de escolas, pontos de transporte público e repartições públicas.

A lei estabelece uma estrutura que permitirá gerar receita de US$ 57 milhões no ano fiscal de 2020, e terá um aumento progressivo até chegar US$ 375,5 milhões em 2024. Desse total, 35% será destinado ao Fundo Geral do estado, 25% será revertido para a comunidade e 20% irá para tratamentos de saúde mental e abuso de substâncias. Também serão destinados recursos para dívidas do estado, capacitação de profissionais para a aplicação da lei e para campanha de educação pública sobre o uso das drogas.

Com esta lei, Illinois se torna o 11º estado a legalizar a maconha nos Estados Unidos. EFE

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Pai reagiu a assalto para evitar o roubo do carro com remédio de maconha

Nesta quinta-feira quem lê o portal de notícias da Globo, o G1. Viu um homem que é arrancado do carro, arrastado e agredido por dois ladrões que queriam roubar o seu veículo nesta quinta-feira (6), em São Carlos (SP), no entanto ele reagiu e posteriormente disse à polícia que estava tentando salvar o remédio de alto custo do filho.

O fato aconteceu por volta das 7h quando Adex Jorge saia de casa, no Jardim Medeiros, e foi registrado por uma câmera de segurança. (Confira o vídeo abaixo).

A Polícia Militar fez buscas com a ajuda de um helicóptero, mas eles ainda não foram encontrados.

Dois ladrões abordaram ele quando ele abriu o portão para colocar uma sacola na lixeira. Na imagem, um dos homens o puxa para fora do carro e o arrasta pelas pernas.

Ele ainda o agride com chutes. O outro ladrão também chuta Jorge no chão e depois os dois entram no carro e vão embora, deixando-o caído na rua.

Jorge disse à polícia que não queria sair do carro porque dentro dele estava o medicamento do filho, que é à base de canabidiol. Um remédio de alto custo e difícil de conseguir.

O medicamento é usado para tratar o filho João Vitor, que tem uma Síndrome de Dravet, uma doença rara que causa crises convulsivas.

EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV
EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV

Quando nasceu, o menino tinha, em média, 150 crises por dia e começou a tomar o remédio, feito com extrato de maconha, em 2012. O medicamento custa cerca de R$ 5 mil e a família entrou na justiça para ter direito ao tratamento. O caso foi mostrado pela EPTV, afiliada da TV Globo, em 2015.

Reação
Jorge disse que ofereceu resistência porque achou que a arma usada pelo assaltante para lhe ameaçar era falsa. Mesmo preocupado em recuperar primeiro o medicamento do filho, na avaliação da polícia, reagir assim a um assalto não é recomendado e perigoso.

“A vítima foi surpreendida, que é quando está chegando ou saindo de casa, foi rendida e entrou em luta corporal porque achou que a arma era de brinquedo, o que é um erro porque até a gente tem dificuldade para diferenciar uma arma de verdade de uma de brinquedo. Não deve em hipótese alguma reagir”, afirmou o capitão da PM, Renato Gonzalez.

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Bolsonaro aprova lei que permite internação involuntária de usuários de maconha

Má notícia para os usuários de maconha, principalmente os que votaram no Bolsonaro. Ele sancionou a lei aprovada pelo Congresso que autoriza a internação sem consentimento sem a necessidade de autorização judicial. A medida ainda gera divergências entre profissionais responsáveis pelo tratamento. O texto foi publicado nesta quinta-feira (5) no “Diário Oficial da União” e noticiado pelo G1.

Além de endurecer a política nacional antidrogas, a lei fortalece as comunidades terapêuticas, instituições normalmente ligadas a organizações religiosas e usuários de maconha poderão ser internados por até três meses.

A nova lei estabelece que:

A internação só poderá ser feita em unidades de saúde e hospitais gerais
e a internação dependerá do aval de um médico responsável e terá prazo máximo de 90 dias, tempo considerado necessário à desintoxicação.

A solicitação para que o dependente seja internado poderá ser feita pela família ou pelo responsável legal; não havendo nenhum dos dois, o pedido pode ser feito por um servidor da área da saúde, assistência social ou de órgãos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), exceto da segurança pública.

Inicialmente foi escrito pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), atual ministro da Cidadania, e em 2013 encaminhado ao Senado, onde só foi aprovado em 15 de maio.

Voluntária x involuntária
A Lei de Drogas em vigor não trata da internação involuntária (sem consentimento) de dependentes químicos. Com a nova lei, que vale já a partir desta quinta-feira, passa a haver um clara distinção da internação voluntária, com consentimento do dependente, e da involuntária.

A lei sancionada por Bolsonaro também estabelece que a internação involuntária depende de avaliação sobre o tipo de droga consumida pelo dependente e será indicada “na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde”.

Pelo texto, a família ou o representante legal do paciente poderão solicitar a interrupção do tratamento “a qualquer tempo”. Além disso, a lei determina que tanto a internação involuntária quanto a voluntária devem ser indicadas somente quando “os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes”.

Comunidades terapêuticas
A lei inclui as Comunidades Terapêuticas Acolhedoras no Sisnad. De acordo com o texto, a permanência dos usuários de drogas nesses estabelecimentos de tratamento poderá ocorrer apenas de forma voluntária. Para ingressar nessas casas, o paciente terá de formalizar por escrito seu desejo de se internar.

O texto estabelece que esses locais devem servir de “etapa transitória para a reintegração social e econômica do usuário de drogas”. Ainda que o paciente manifeste o desejo de aderir às comunidades, será exigido uma avaliação médica prévia do dependente.

O acolhimento dos dependentes nessas comunidades deve ser dar em “ambiente residencial, propício à formação de vínculos, com a convivência entre os pares, atividades práticas de valor educativo e a promoção do desenvolvimento pessoa”. Fica vedado o isolamento físico do usuário nesses locais.

Bolsonaro entretanto, vetou quatro itens que haviam sido aprovados pelo Congresso sobre as comunidades terapêuticas. Poderia ficar muito pior:

  • Pessoas que não são médicas avaliassem o risco de morte de um dependente, para que o acolhimento pudesse ser feito de imediato nessas comunidades.
  • Fosse dada prioridade absoluta no SUS para as pessoas que passam por atendimento em comunidades terapêuticas.
  • A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) definisse as regras de funcionamento das comunidades terapêuticas
  • As comunidades não fossem caracterizadas como equipamentos de saúde
  • Veto sobre redução de punição

Bolsonaro vetou dispositivos que permitiam a redução da pena para quem for pego com drogas, de acordo com o volume apreendido. O trecho vetado estabelecia que a pena deveria ser reduzida se “as circunstâncias do fato e a quantidade de droga apreendida demonstrarem o menor potencial lesivo da conduta”.

Pela proposta aprovada no Senado e encaminhada ao presidente, o texto estabelecia que a pena seria reduzida de um sexto a dois terços caso seja comprovada uma das duas situações abaixo:

  • A pessoa não for reincidente e não integrar organização criminosa
    as circunstâncias do fato e a quantidade de droga apreendida demonstrarem o menor potencial lesivo da conduta
  • Trecho vetado também aumentava, de 5 para 8 anos de reclusão, a pena mínima para traficante que comanda organização criminosa.

A justificativa do veto, também publicada no Diário Oficial da União, afirma que “a propositura [aprovada no Senado] se mostra mais benéfica ao agente do crime de tráfico de drogas em comparação com a redação original da norma que se pretende alterar”.

“[O texto] acaba por permitir o tratamento mais favorável para agentes que não sejam primários, que não tenham bons antecedentes ou que sejam integrantes de organizações criminosas, o que se coloca em descompasso com as finalidades da reprimenda penal e com os princípios da lesividade e da proibição da proteção deficiente”, diz o a justificativa do veto.

Pesquisa sobre drogas censurada e site fora do ar
A lei foi sancionada após polêmicas envolvendo o governo federal e dados usados na criação de políticas antidrogas. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, autor do projeto sancionado nesta quinta pelo presidente, vem contestando o resultado de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que concluiu que não existe uma epidemia de drogas no Brasil.

O estudo acabou censurado pelo Ministério da Justiça, que alegou discordar da metodologia. A pesquisa ouviu mais de 16 mil pessoas entre 2014 e 2017.

Além disso, o governo tirou do ar o site do Observatório Brasileiro de Políticas sobre Drogas (Obid), com levantamentos nacionais sobre uso de drogas no país O Ministério da Cidadania informou que o site ficou fora do ar porque está sendo “migrado e atualizado”, após deixar a pasta da Justiça no início do governo de Jair Bolsonaro.

A página do Obid é o único banco de dados oficiais com os levantamentos nacionais sobre o uso de drogas e uma importante fonte de referência para pesquisadores e profissionais da área de saúde que trabalham com dependentes químicos.

Internados involuntariamente
O Fantástico no último domingo (2), mostrou relatos de dependentes químicos que foram internados contra a própria vontade. Fato que não é nenhuma novidade para muitos usuários da erva.

https://www.youtube.com/watch?v=aQGTWtP3aIY

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Curiosidades Tecnologia Maconha

Jroll – Conheça a maquina de bolar baseado expresso que viralizou no Whatsapp!

Nas últimas semanas uma maquina fantástica que enrola baseados acabou ganhando fama em todos os grupos de whatsapp de maconha e entre os amigos canabistas também. Mas de onde surgiu essa invenção? Como é o nome da maquina de enrolar maconha? Onde vende essa tecnologia canábica?

A maquina de enrolar baseados se chama Jroll X10 e ainda não foi lançada, no entanto o comercial oficial da empresa mostra a facilidade de ter um beck bolado logo pela manhã, enquanto se faz um café. Mas realmente pode ser uma mão na roda para quem não tem um braço, por exemplo. Veja o comercial oficial abaixo!

Os preços ainda não foram divulgados, no entanto a Legalize Já aposta que o valor da maquina deverá custar cerca de 350 dólares – preço similar a uma maquina de expresso de café. A evolução do design é demais e foi postada no instagram oficial deles.

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Notícias sobre maconha

Xuxa conta a Luana Piovani que Sasha sempre a convida para experimentar a maconha

Xuxa Meneghel foi super sincera durante uma entrevista para Luana Piovani. A apresentadora falou abertamente sobre a relação com sua filha Sasha e entregou que a filha já usou maconha e a convidou para experimentar:

Minha filha sempre fala: ‘Mãe, você tem certeza que não quer provar maconha?”, diz Xuxa durante a entrevista publicada primeiramente no blog de Léo Dias no site UOL.

Luana Piovani não perdeu tempo e rebateu a declaração de Xuxa.

“Olha, quando a Sasha estiver por aqui por perto, por favor, me mande avisae”
, brincou a atriz durante a entrevista para seu programa “Luana é de lua” no canal E! que ainda vai estrear.


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Curiosidades Especiais

Drauzio Dichava: Dr. Drauzio Varella lança série falando só sobre maconha

O doutor mais conhecido do Brasil, Dr. Drauzio Varella vai começar uma série só sobre maconha. A série Drauzio Dichava, que terá lançamento no dia de hoje – 22 de abril, pontualmente às 4:20 vai abordar o uso adulto da maconha (antes chamado de “uso recreativo”). Não somente do ponto de vista científico e de saúde, mas analisando também os impactos sociais da política que envolve a cannabis. Vamos dichavar este assunto.

“Há 12 mil anos, já havia maconheiros no planeta”, assim começa o vídeo o médico mais reconhecido no país ao abordar um tema que é tendência mundial: a regulamentação da maconha.

São cinco episódios, lançados simultaneamente (colocamos todos nesse post), a nova série do Portal Drauzio Varella no entanto o episódio “O Jardineiro Fiel” que deveria ser o quinto e ultimo episódio da séria Drauzio Dichava vazou acidentalmente no UOL, o episódio em questão mostrava a realidade de uma pessoa que cultiva e vende maconha, que se autodenomina um agricultor-comerciante, mas que perante a atual lei de drogas seria preso como traficante.

O episódio conta com pessoas importantes como o historiador Mauricio Fiore, do Cebrap – Centro Brasileiro de Análise Planejamento, o Dr. Emílio Figueiredo, advogado da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas.

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Cinema e Televisão Mundo Canábico

Fantástico: Maconha e CBD viram febre nos Estados Unidos e gera polêmica

Após decisão do Congresso americano no fim de 2018, várias lojas que vendem a substância surgiram. Dá para encontrar CBD em comidas e bebidas. Mas nem sempre realmente existe a substância indicada, é o que diz a matéria do Fantástico deste domingo 15/04/2019.

A onda verde está dominando os Estados Unidos. Por todo país, é possível encontrar estufas com milhares de pés de cannabis e até mesmo empreendedores brasileiros que estão extraindo o CBD e criando produtos industriais. No entanto a matéria que tenta a todo momento separar Maconha do CBD na reportagem aborda algo surpreendente, explica que com o avanço do mercado, agora também há produtos que estão sendo lançados por empresas mal intencionadas e sendo vendidas como se o CBD fosse parte dos ingredientes, ou seja seria um comestível medicinal de canabidiol. É o caso de um “cookie” e um “carro de comestíveis de maconha” que está na rua e até mesmo de outros tantos produtos que você irá ver.

Além do enfoque para as três letrinhas (CBD) estarem estampadas em diferentes produtos – doces, bebidas, cremes, óleos. Os repórteres Tiago Eltz e Lucas Louis também mostraram a polêmica por trás do uso da substância, que também tem sido vendida como a cura pra muitas doenças e transtornos, mas o fato é que ainda existem poucas pesquisas e os governos não ajudam tanto com o tema.
Veja a matéria abaixo e assine o nosso canal para ficar informado!

A matéria é um tanto tendenciosa (como toda matéria produzida por esse tipo de programa) mas mostra uma realidade que é de fato conhecida por quem acompanha o avanço do green rush. Enquanto o THC não é legalizado a palavra cannabis ou maconha continuará sendo estigmatizada, portanto quem está nesse mercado acaba criando outros produtos com outras substâncias para ganhar mercado, mesmo que sem a substância.

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Curiosidades Mundo Canábico

Como é o Turismo Canábico em Ámsterdam?

Se você estiver a passeio no velho continente, e é amante da cannabis, precisa incluir Ámsterdam no seu roteiro. Não somente pelas centenas de coffeeshops que você pode comprar buds da melhor qualidade mas também pela história, arquitetura e laricas sensacionais que você vai encontrar por aqui.

Amsterdam é um destino muito procurado por turistas de todas as idades, é uma cidade antiga que se encontra ABAIXO do nível do mar, por esse motivo é cheia de canais para que não alague! As edificações tem uma arquitetura curiosa, por conta do solo ser muito instável e difícil de trabalhar, as casas que beiram esses canais são estreitas e com muitos andares para que possam caber todos os cômodos. Chegando perto dessas construções, é possível notar que elas já estão tortas, e não é brisa não, nitidamente dá para ver que elas estão inclinadas e parece que vão tombar a qualquer momento.

Morei 3 anos próximo a fronteira da Alemanha com a Holanda e minhas idas a Amsterdam eram constantes, seja sozinho ou com grupo de amigos pra dar uma voltinha e degustar a erva nessa cidade que é também conhecida pela tolerância.

Tolerância?

É! Tolerância!

Não existe nenhuma lei que torne a cannabis legal aqui no país, a não ser para fins medicinais, mas o governo percebeu que uma Holanda sem drogas é algo irreal, fantasioso, impossível e decidiram investir seus esforços em conscientizar e minimizar os danos causados pelo uso de drogas recreativas.
 A maconha ficou enquadrada junto com haxixe e pílulas de dormir como drogas leves e tem um comércio regulado, mas em 2015 vários coffeeshops, inclusive o icônico Mellow Yellow, tiveram que fechar as portas devido a uma nova lei onde não poderiam haver tais estabelecimentos perto de escolas.

Uma curiosidade, é que apesar dessa tolerância e regulamentação para a venda da ganja, o seu plantio é proibido, o que é estranho já que os coffeeshops precisam obter seus produtos de algum lugar…
Drogas pesadas, como crack, cocaína e heroína são combatidas por toda nação.

Legenda: White Heroin Sold as Cocaine!
Legenda: White Heroin Sold as Cocaine!

 

Vitrines

Coffeeshops
Vamos começar pelo o que interessa, descolar a maconha pra poder curtir a brisa do passeio. Amsterdam tem muitos coffeeshops, alguns bem conhecidos pelos turistas, como o Bulldog, Green House e o Dolphin, que tendem a vender uma erva mais cara do que os demais.

A maioria deles ficam numa área designada, chamada de o Distrito da luz vermelha, na mesma região onde ficam as famosas “vitrines” com as prostitutas oferecem seus serviços, que diga-se de passagem, estão dentro da lei e são taxados pelo governo.
Para comprar a maconha nos coffee shops, precisa apenas ser maior de 18 anos e ter um documento válido com foto, de preferência, o passaporte, alguns lugares até podem fazer vista grossa caso você apresente um outro documento brasileiro, mas não arrisque.
Todo coffeeshop vai ter um cardápio, não é barato, afinal a cotação do euro está acima do 4 pra 1, flores secas e haxixe são os produtos mais ofertados, as extrações são dificílimas de achar e algumas lojas oferecem os famosos space cakes, bolinhos que vão te levar até o espaço, e se você for iniciante na parada, vão mesmo! Tome cuidado, o bolinho só faz efeito depois de digerido e esse tempo de digestão varia de pessoa para pessoa, portanto é mais difícil dosar o quanto você precisa comer pra dar o barato, não exagere para não dar bad trip.

Recomendo sempre comprar as flores secas por grama e ir enrolando seus baseados com sedas e piteiras bem legais que você vai encontrar nas lojas, mas caso você seja um pasteleiro que está começando a arte do origami canábico, todos vendem baseados já pré enrolados pra você curtir sua viagem sem estresse.

O ambiente e estilo vai variar em cada coffeeshop, alguns são mais modernos e contam até com microscópios para você analisar a sua erva e ver se está bem resinada, outros decorados de maneira mais rústica, apenas com um lounge e música para você degustar seu baseado antes de ir turistar por aí. Aproveite os coffeeshops como paradas estratégicas para descansar do bater perna pela cidade e comer alguma coisa, vários deles também oferecem comida e bebidas sem álcool.

Coffeeshops que eu recomendo por aqui:

Green House Coffeeshop
Além de coffeeshop, os donos também tem um banco de sementes muito premiado, possuem diversos prêmios das cannabis cup na prateleira e o local já atraiu diversas celebridades para fumar uma boa maconha.
Oferecem almoço, jantar e diversas laricas deliciosas enquanto você curte uma brisa. Procure pelo Green House que fica rua Haarlemmerstraat.

 Além dele, na mesma rua fica o Barney’s coffee shop que também oferece comidas e deixam Volcanos em cima das mesas para você aproveitar os benefícios da vaporização.

Beirando os belos canais de Amsterdam, considero parada obrigatória no Amnesia Coffeeshop. A atmosfera e decoração são modernas, microscópios e vaporizadores a disposição dos clientes, na parte de fora, bancos para você fumar seu base tomando um solzinho e observando os barcos passarem!

O Bulldog é icônico, apesar de cheio de turistas e um atendimento pouco menos amigável do que os demais, esse coffeeshop é um dos que se destacou pelo Branding e conquistou o mundo com sua marca, portanto vale a visita! Você ainda encontra bares e hotéis da bulldog.

Depois de estocado, curta a cidade! Caminhe ou alugue uma bike, Amsterdam é a cidade das bicicletas e os pontos turísticos são pertos um dos outros. Tome cuidado com o trânsito e outros turistas desavisados que andam pela ciclovia deixando os ciclistas locais bem enfurecidos.

Aproveite para conhecer a fábrica da Heineken, que tem um passeio super legal com aquela cervejinha garantida no fim. Próximo a fábrica, fica a praça dos museus, aqui você vai encontrar o Van Gogh Museum, o RijksMuseum e o famoso letreiro I AMSTERDAM. O passeio de barco pelos canais é muito recomendado e uma ótima maneira de aprender mais sobre a história da cidade.
A noite, a vida noturna é muito ativa, a maioria dos bares e clubes não pagam entrada, vá para o distrito da luz vermelha e passeie pelas vielas onde ficam as vitrines e divirta-se!

E a larica?


Cara, acho que Amsterdam é a cidade das laricas, não deixe de comer Stroopwafel e batatinhas fritas, essa segunda opção mais especificamente na Vlaams Friteshuis Vleminckx, no centro da cidade, acrescente molho Joopie (se pronuncia iÔpi, e é um molho tradicionalíssimo holandês sensacional. Melhores batatas que já comi.

 

 

 

Até a próxima viagem!

Jah bless.

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