Categorias
Cinema e Televisão Mundo Canábico

Fantástico: Maconha e CBD viram febre nos Estados Unidos e gera polêmica

Após decisão do Congresso americano no fim de 2018, várias lojas que vendem a substância surgiram. Dá para encontrar CBD em comidas e bebidas. Mas nem sempre realmente existe a substância indicada, é o que diz a matéria do Fantástico deste domingo 15/04/2019.

A onda verde está dominando os Estados Unidos. Por todo país, é possível encontrar estufas com milhares de pés de cannabis e até mesmo empreendedores brasileiros que estão extraindo o CBD e criando produtos industriais. No entanto a matéria que tenta a todo momento separar Maconha do CBD na reportagem aborda algo surpreendente, explica que com o avanço do mercado, agora também há produtos que estão sendo lançados por empresas mal intencionadas e sendo vendidas como se o CBD fosse parte dos ingredientes, ou seja seria um comestível medicinal de canabidiol. É o caso de um “cookie” e um “carro de comestíveis de maconha” que está na rua e até mesmo de outros tantos produtos que você irá ver.

Além do enfoque para as três letrinhas (CBD) estarem estampadas em diferentes produtos – doces, bebidas, cremes, óleos. Os repórteres Tiago Eltz e Lucas Louis também mostraram a polêmica por trás do uso da substância, que também tem sido vendida como a cura pra muitas doenças e transtornos, mas o fato é que ainda existem poucas pesquisas e os governos não ajudam tanto com o tema.
Veja a matéria abaixo e assine o nosso canal para ficar informado!

A matéria é um tanto tendenciosa (como toda matéria produzida por esse tipo de programa) mas mostra uma realidade que é de fato conhecida por quem acompanha o avanço do green rush. Enquanto o THC não é legalizado a palavra cannabis ou maconha continuará sendo estigmatizada, portanto quem está nesse mercado acaba criando outros produtos com outras substâncias para ganhar mercado, mesmo que sem a substância.

Categorias
Curiosidades Mundo Canábico

Como é o Turismo Canábico em Ámsterdam?

Se você estiver a passeio no velho continente, e é amante da cannabis, precisa incluir Ámsterdam no seu roteiro. Não somente pelas centenas de coffeeshops que você pode comprar buds da melhor qualidade mas também pela história, arquitetura e laricas sensacionais que você vai encontrar por aqui.

Amsterdam é um destino muito procurado por turistas de todas as idades, é uma cidade antiga que se encontra ABAIXO do nível do mar, por esse motivo é cheia de canais para que não alague! As edificações tem uma arquitetura curiosa, por conta do solo ser muito instável e difícil de trabalhar, as casas que beiram esses canais são estreitas e com muitos andares para que possam caber todos os cômodos. Chegando perto dessas construções, é possível notar que elas já estão tortas, e não é brisa não, nitidamente dá para ver que elas estão inclinadas e parece que vão tombar a qualquer momento.

Morei 3 anos próximo a fronteira da Alemanha com a Holanda e minhas idas a Amsterdam eram constantes, seja sozinho ou com grupo de amigos pra dar uma voltinha e degustar a erva nessa cidade que é também conhecida pela tolerância.

Tolerância?

É! Tolerância!

Não existe nenhuma lei que torne a cannabis legal aqui no país, a não ser para fins medicinais, mas o governo percebeu que uma Holanda sem drogas é algo irreal, fantasioso, impossível e decidiram investir seus esforços em conscientizar e minimizar os danos causados pelo uso de drogas recreativas.
 A maconha ficou enquadrada junto com haxixe e pílulas de dormir como drogas leves e tem um comércio regulado, mas em 2015 vários coffeeshops, inclusive o icônico Mellow Yellow, tiveram que fechar as portas devido a uma nova lei onde não poderiam haver tais estabelecimentos perto de escolas.

Uma curiosidade, é que apesar dessa tolerância e regulamentação para a venda da ganja, o seu plantio é proibido, o que é estranho já que os coffeeshops precisam obter seus produtos de algum lugar…
Drogas pesadas, como crack, cocaína e heroína são combatidas por toda nação.

Legenda: White Heroin Sold as Cocaine!
Legenda: White Heroin Sold as Cocaine!

 

Vitrines

Coffeeshops
Vamos começar pelo o que interessa, descolar a maconha pra poder curtir a brisa do passeio. Amsterdam tem muitos coffeeshops, alguns bem conhecidos pelos turistas, como o Bulldog, Green House e o Dolphin, que tendem a vender uma erva mais cara do que os demais.

A maioria deles ficam numa área designada, chamada de o Distrito da luz vermelha, na mesma região onde ficam as famosas “vitrines” com as prostitutas oferecem seus serviços, que diga-se de passagem, estão dentro da lei e são taxados pelo governo.
Para comprar a maconha nos coffee shops, precisa apenas ser maior de 18 anos e ter um documento válido com foto, de preferência, o passaporte, alguns lugares até podem fazer vista grossa caso você apresente um outro documento brasileiro, mas não arrisque.
Todo coffeeshop vai ter um cardápio, não é barato, afinal a cotação do euro está acima do 4 pra 1, flores secas e haxixe são os produtos mais ofertados, as extrações são dificílimas de achar e algumas lojas oferecem os famosos space cakes, bolinhos que vão te levar até o espaço, e se você for iniciante na parada, vão mesmo! Tome cuidado, o bolinho só faz efeito depois de digerido e esse tempo de digestão varia de pessoa para pessoa, portanto é mais difícil dosar o quanto você precisa comer pra dar o barato, não exagere para não dar bad trip.

Recomendo sempre comprar as flores secas por grama e ir enrolando seus baseados com sedas e piteiras bem legais que você vai encontrar nas lojas, mas caso você seja um pasteleiro que está começando a arte do origami canábico, todos vendem baseados já pré enrolados pra você curtir sua viagem sem estresse.

O ambiente e estilo vai variar em cada coffeeshop, alguns são mais modernos e contam até com microscópios para você analisar a sua erva e ver se está bem resinada, outros decorados de maneira mais rústica, apenas com um lounge e música para você degustar seu baseado antes de ir turistar por aí. Aproveite os coffeeshops como paradas estratégicas para descansar do bater perna pela cidade e comer alguma coisa, vários deles também oferecem comida e bebidas sem álcool.

Coffeeshops que eu recomendo por aqui:

Green House Coffeeshop
Além de coffeeshop, os donos também tem um banco de sementes muito premiado, possuem diversos prêmios das cannabis cup na prateleira e o local já atraiu diversas celebridades para fumar uma boa maconha.
Oferecem almoço, jantar e diversas laricas deliciosas enquanto você curte uma brisa. Procure pelo Green House que fica rua Haarlemmerstraat.

 Além dele, na mesma rua fica o Barney’s coffee shop que também oferece comidas e deixam Volcanos em cima das mesas para você aproveitar os benefícios da vaporização.

Beirando os belos canais de Amsterdam, considero parada obrigatória no Amnesia Coffeeshop. A atmosfera e decoração são modernas, microscópios e vaporizadores a disposição dos clientes, na parte de fora, bancos para você fumar seu base tomando um solzinho e observando os barcos passarem!

O Bulldog é icônico, apesar de cheio de turistas e um atendimento pouco menos amigável do que os demais, esse coffeeshop é um dos que se destacou pelo Branding e conquistou o mundo com sua marca, portanto vale a visita! Você ainda encontra bares e hotéis da bulldog.

Depois de estocado, curta a cidade! Caminhe ou alugue uma bike, Amsterdam é a cidade das bicicletas e os pontos turísticos são pertos um dos outros. Tome cuidado com o trânsito e outros turistas desavisados que andam pela ciclovia deixando os ciclistas locais bem enfurecidos.

Aproveite para conhecer a fábrica da Heineken, que tem um passeio super legal com aquela cervejinha garantida no fim. Próximo a fábrica, fica a praça dos museus, aqui você vai encontrar o Van Gogh Museum, o RijksMuseum e o famoso letreiro I AMSTERDAM. O passeio de barco pelos canais é muito recomendado e uma ótima maneira de aprender mais sobre a história da cidade.
A noite, a vida noturna é muito ativa, a maioria dos bares e clubes não pagam entrada, vá para o distrito da luz vermelha e passeie pelas vielas onde ficam as vitrines e divirta-se!

E a larica?


Cara, acho que Amsterdam é a cidade das laricas, não deixe de comer Stroopwafel e batatinhas fritas, essa segunda opção mais especificamente na Vlaams Friteshuis Vleminckx, no centro da cidade, acrescente molho Joopie (se pronuncia iÔpi, e é um molho tradicionalíssimo holandês sensacional. Melhores batatas que já comi.

 

 

 

Até a próxima viagem!

Jah bless.

[contact-form-7 id=”55735″ title=”PromoWeedTour”]

Categorias
Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Como é o Turismo Canábico nos Estados Unidos

Os Estados Unidos da América, a terra do tio Sam, meca do capitalismo selvagem, potência mundial, agora no rumo da legalização da maconha em toda a nação. Para entender um pouco mais sobre essa legalização histórica da erva, é preciso primeiro entender como funciona a aplicação das leis por aqui.

Cada estado tem autonomia de criar suas próprias leis e cada estado tem seu próprio congresso, claro, isso não significa que eles não respeitam também as leis federais, mas quando são relacionadas a âmbito civil, controle de armas, imóveis, jogos de azar e consumo de drogas para fins medicinais ou sociais, são as leis estaduais que predominam. Por exemplo, a Califórnia regulamentou o uso da cannabis medicinal há 23 anos, enquanto o Texas o uso medicinal e social são ilegais e somente a partir 2015 pacientes com epilepsia e doença mais severas atestadas podem fazer tratamento com óleo de CBD, para o governo federal tudo isso ainda é ilegal.

Por conta dessas peculiaridades na legislação americana, já existe um mercado medicinal canábico movimentando bastante dinheiro. Por exemplo na Califórnia desde 1996 existe esse mercado, mas foi só em Janeiro de 2018 a legalização realmente entrou em vigor nesse estado gigante, que se fosse um país, seria a quinta maior economia do mundo.

California Dreamin’
Em fevereiro de 2018, durante o carnaval aqui no Brasil, viajei para Los Angeles, a legalização tinha acabado de acontecer e eu tinha ideia de como seria lá. Alugamos um carro e nosso trajeto descia de São Francisco até San Diego, passando por várias cidades que ficam às margens da Highway 1, uma estrada muito conhecida pelos turistas.

Na chegada fui direto conhecer um dispensário, porém, chegando lá recebi a triste notícia de que como a legalização era recente, em algumas cidades, poucos dispensários tinham recebido a licença para operar, a demanda estava muito alta, e para poder comprar produtos com thc e cbd ainda precisaria de uma recomendação médica.

Como queria conhecer várias dessas lojas, pesquisei pelo celular alguns green doctors que poderiam emitir a carteirinha de paciente medicinal. Na minha segunda tentativa consegui um consultório onde um médico faria uma consulta para me prescrever uns produtinhos. Depois de meia hora, algumas perguntas e aproximadamente 100 dólares pela consulta, saí de lá com minha licença medicinal direto para o dispensário Buds n’ Roses.

O sonho “California Dreamin” começou ali, no momento que eu vi a quantidade de opções na loja, a verdadeira demonstração de porque os americanos são os mestres do capitalismo, realmente sabem fazer embalagens maravilhosas, produtos que você nem sabia que poderiam existir com designs e cores vibrantes que prendem nossa atenção e te incentivam a comprar mais e mais. O meu tour estava apenas começando e eu estava muito empolgado.

Carteira para uso de Cannabis na California

Roadtrip na Highway 1
A SR-1 conhecida como Highway 1, é uma estrada estadual que cruza a Califórnia de norte a sul beirando a costa do oceano pacífico. A estrada tem vistas maravilhosa com trechos de paisagens bem variadas, como montanhas, florestas e praias cénicas em uma extensão de pouco mais de mil quilômetros. É uma trajeto perfeito para fazer de carro, curtindo um bom som e fazendo paradas estratégicas ao longo do caminho pra descolar os melhores buds nos dispensários.

Trecho Mendocino County
No trecho mais ao norte da estrada tem sido muito conhecida por ser um dos melhores locais para plantar maconha em toda a Califórnia. É uma área montanhosa próxima a costa e em uma dessas montanhas que ocorreu o assassinato que foi retratado naquele documentário “Montanha Mortal – Murder Mountain” que saiu recentemente no Netflix e mostra um pouco da vida dos growers legais, ilegais e empreendedores canábicos.

San Francisco Bay Area / Napa & Sonoma
Também passei um pouco de frio em São Francisco, Napa e Sonoma. Vales onde as vinícolas se instalaram e tornaram essa área muito adorada por turistas buscando vinhos de ótima qualidade feitos com as uvas da região, é um lugar com preços de alimentação e estadia altos. Fica a meia hora de San Francisco, outra cidade superfaturada, mas muito bonita. As vistas da Golden Gate bridge são sensacionais e é ótimo acompanhar o pôr do sol enquanto fuma um. Ficamos 4 dias nesse trecho já que SF é uma cidade grande e cheia de parques, museus e dispensários.

Aconselho conhecer o Barbary Coast Dispensary e The Apothecarium!

 

Monterey Bay Area
Ainda tenho sugestão de mais cidades que tem ótimas experiências, a começar por Carmel, uma cidade pequena mas que atrai muita gente para esportes ao ar livre, e Santa Cruz, uma cidade com muita beleza natural e parques para você ver as sequoias gigantes.

Recomendamos ir no Henry Cowell Redwood State park fazer uma caminhada, mas antes dê uma paradinha na Cana Cruz. 😉

Big Sur & Central Coast
O trecho de Big Sur é o mais inóspito e com as paisagens mais preservadas, a estrada a beira dos penhascos é perigosa e corre risco de fechar por conta de deslizamentos e desmoronamentos, no nosso caso, a estrada estava fechada em um trecho e tivemos que desviar pelas montanhas para chegar na costa central e conhecer as cidades de San Luis Obispo, Santa Barbara e Pismo Beach.

Los Angeles & Orange County
Los Angeles é uma cidade muito grande. Tem 4 milhões de habitante e provavelmente o dobro de carros, tudo é longe e o trânsito é intenso em várias as áreas, isso chamou nossa a atenção durante os dias que ficamos aqui.

Apesar do fluxo intenso de carros, as estradas são ótimas, largas, sinalizada e com muitas pistas para que o trânsito possa fluir. Em SF você vai encontrar muitas dispensários, a mais famosa da cidade provavelmente é a MedMen, que tem um design lindo de lojas, balcões em madeira com flores, óleos, comestíveis e cartridges expostos.
A unidade de Hollyweed é boa, fica perto da calçada da fama e do famoso letreiro, mas como a legalização era recente quando fui e a MedMen já tinha conseguido a licença para operar, as lojas ficavam bem cheias, a ponto de se formar fila na porta para o lado de fora.

Próximo ao aeroporto de LA, fica a cidade de Santa Mônica com seu famoso parque de diversões no píer, parada obrigatória para os turistas. Descendo para o final do trecho da Highway 1, ficam praias famosas, Malibu, Huntington Beach e Dana Point que valem o passeio.

 

San Diego
Em San Diego, encontrei alguns amigos brasileiros trabalham no mercado canábico da região, essa cidade tem pessoas do mundo todo morando, é difícil encontrar alguém que tenha nascido ali, muitos vem de fora para se aposentar e aproveitar o clima ou tentar a vida próximo a beira mar.

As praias são ótimas e o melhor é a vibração positiva que as pessoas passam, todos são muito receptivos e simpáticos, a vida na rua é muito ativa e sempre tem mercados de comida, artesanato e cultura nos bairros mais conhecidos para passear no final de tarde.

O cheiro de maconha está presente na maioria dos lugares e já se tornou algo ordinário, além dos diversos dispensários, muitas pessoas plantam para consumo próprio, ou até mesmo como segunda renda de maneira “ilegal”, vendendo para amigos próximos excedentes das suas colheitas caseiras.

Fui conhecer dois cultivos de plantas consideradas “top shelf” ou seja, de altíssima qualidade, uma das grow tinha a estrutura que ocupava dois quartos de uma casa em um bairro de San Diego a outra era especializada em extrações, que estão em alta no mercado local pela sua potência e concentração elevada de THC.

Além desses fazendeiros locais, também existem os dispensários e algumas lojas chamadas de “boutique cannabis” que já gourmetizaram a erva, cobram um preço elevado e pagam os impostos relativos ao negócio (10% de imposto de venda + 15% imposto da maconha), mas os produtos têm uma qualidade e concentrações garantidas por testes laboratoriais  aprovados. É possível encontrar de tudo, extrações, flores, comestíveis e até produtos com CBD para pets, a experiência de conhecer esses dispensários vale a pena, mas a maioria da galera ainda prefere ter um dealer que não cobre o olho da cara.

Apesar da legalização, ainda existe um mercado informal de pequenos cultivadores, que estão nessa há anos antes da legalização, e agora se vêm ameaçados pelas novas regras, padrões e gigantes entrando na indústria. Também há empresas de turismo canábico que facilitam todo essa viagem.

[contact-form-7 id=”55735″ title=”PromoWeedTour”]

Categorias
Mundo Canábico

Cannabis no Uruguai tem aumento de 3,3% no preço

Segundo o jornal uruguaio, El País, o o preço da venda da da maconha estatal aumentou hoje em 3,3% e o pacote de cinco gramas passou a custar $220 pesos, que se convertermos pra moeda brasileira seria entorno de 27 reais. O Instituto de Regulamentação e Controle da Cannabis (Ircca), o psicoativo terá ajustes semestrais.

O Ircca é responsável por licenciar empresas privadas para produzir variedades chamadas Alfa I e II que são clones de variedades híbridas com predominancia indica (65 % indica e 35% sativa) e variedades Beta I y II que são clones de híbridas com predominancia sativa (65% sativa e 35% indica).

Quando as farmácias começaram a vender, o preço do pacote de 5 gramas era $187 pesos uruguaios, algo em torno de 22 reais. Em fevereiro de 2018, aumentou 6,9% e foi a $200 pesos, ainda em 2018, em agosto teve um aumento de 6,5% e foi pra $213 (cerca de 26 reais) e agora esse novo “pequeno” aumento.

No mercado negro, o grama da maconha de qualidade superior ou similar chega tem um preço mais alto.

Segundo o Irrca, no informativo sobre cannabis que divulgamos aqui em 30 de novembro, depois de 17 meses de funcionamento com as três formas de conseguir (venda em farmacias, autocultivo e clubes cannábicos), haviam 41.376 pessoas habilitadas para conseguir cannabis de forma legal.

31.565 pessoas compram e reservam cannabis nas farmacias, 6.980 estão registradas como cultivadores domésticos e 2.831 são membros de um dos 110 clubes canábicos“.

As farmácias começaram a vender maconha em julho de 2017 e até final de novembro do ano passado foram vendidos 383.280 transações, totalizando quase 2 toneladas, para ser mais preciso foram 1.916.400 gramas de maconha vendido. 61.5% foram vendidos nas farmácias de Montevidéu e o restante (38,5%) nas farmácias do interior.

Categorias
Mundo Canábico

Organização Mundial da Saúde muda classificação da maconha após 60 anos

Especialistas em saúde global das Nações Unidas estão exigindo que a maconha e seus principais componentes sejam formalmente reclassificados nos tratados internacionais sobre drogas. A Medida pode marcar o início do fim da proibição global da cannabis.

A Organização Mundial da Saúde – OMS pede que a planta inteira, assim como as resinas da maconha, seja removida do Anexo IV – a categoria mais restritiva da Convenção de Drogas de 1961, assinada por países de todo o mundo.

A OMS pede também que o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e seus isômeros sejam completamente removidos de um tratado separado de 1971 e adicionado ao Anexo I da convenção de 1961, de acordo com um documento da OMS que ainda não foi formalmente divulgado, mas já circula entre os defensores da cannabis pelo mundo todo, inclusive no Brasil.

Os estados-membros da Comissão das Nações Unidas sobre Drogas Narcóticas (CND) receberam as recomendações da cannabis do Comitê de Especialistas da Organização Mundial da Saúde sobre Dependência de Drogas (ECDD), esperadas para dezembro, conforme informou o jornal Marijuana Business Daily.

Esperava-se que a CND considerasse a reclassificação da maconha em março de 2019 em sua reunião anual, mas o atraso no recebimento das recomendações do ECDD pode levar essa consideração até 2020 para dar mais tempo para que os estados-membros as analisem.

O relatório recomenda várias mudanças em como a cannabis está programada, o que poderia ter implicações significativas para a indústria da maconha:

  • A maconha sai da lista das substâncias perigosas e pode deixar de ser tão restritiva quanto é hoje;
  • O THC, sob todas as formas, seria removido da Convenção de 1971 e colocado com a maconha na Tabela I da Convenção de 1961, simplificando significativamente a classificação da cannabis;
  • As preparações puras de CBD contendo não mais que 0,2% de THC não seriam incluídas de nenhuma maneira nas convenções internacionais de controle de drogas;
  • Preparações farmacêuticas contendo THC, se seguirem certos critérios, seriam adicionadas ao Anexo III da Convenção de 1961, reconhecendo a improbabilidade de abuso.

A nova posição da OMS surge em um momento em que um número crescente de países está se movendo para reformar suas políticas de maconha. Como tal, uma mudança na ONU poderia encorajar nações adicionais a reduzir ou revogar suas leis de proibição – mesmo que a legalização por razões não médicas ou não científicas ainda viesse a violar tecnicamente as convenções globais.

Inicialmente, esperava-se que as recomendações da OMS fossem divulgadas em uma reunião em Viena em dezembro, mas o anúncio foi adiado por razões desconhecidas. Em breve, as propostas serão encaminhadas à Comissão de Drogas Narcóticas da ONU, possivelmente em março, quando 53 nações-membros terão a oportunidade de votar em aceitá-las ou rejeitá-las.

Vários países que historicamente se opuseram às reformas das políticas de drogas, como Rússia e China, devem se opor à mudança na classificação da maconha.

Outras nações como o Canadá e o Uruguai, que legalizaram a maconha em contravenção aos tratados atuais, provavelmente apoiarão a reforma, assim como várias nações europeias e sul-americanas que permitem a cannabis medicinal.

As novas recomendações de reescalonamento da cannabis da OMS vêm na forma de uma carta, datada de 24 de janeiro, do Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral do órgão, para o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Guterres foi o primeiro-ministro de Portugal quando o país promulgou uma política de descriminalização do porte de drogas, uma medida que ele elogiou em um discurso na Comissão sobre Drogas de Narcóticos da ONU no ano passado.

Categorias
Beckstage Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Como é o Turismo Canábico na Jamaica

Nessa série de reportagens sobre a ganja no mundo vou compartilhar a minha experiência e conhecimento adquirido como turista canábico nos mais variados destinos, desde a busca de growers locais e suas técnicas de cultivo, situação de mercado e dicas de como conseguir buds de qualidade. Serão seis reportagens em vários países e além disso quem acompanhar vai concorrer a pacote de turismo canábico que você pode usar aqui pertinho, no Uruguai. (Veja no final do post)

A maconha é um assunto em alta nas notícias ao redor do mundo, a onda de regulamentação e legalização está acontecendo com muita rapidez em diversos países, Canadá, Estados Unidos e Uruguai, e a tendência é que muitas outras nações entrem nessa lista. Mas existe um país que tem o uso da cannabis entranhada na sua cultura e religião rasta há décadas, e é difícil não lembrar dela quando falamos da Jamaica.

Ao contrário do que muita gente pensa, a erva não é legalizada na Jamaica, somente em 2015 o governo local aprovou uma lei que descriminaliza a posse de até 56 gramas de flores secas, ou seja, caso você seja pego com menos dessa quantidade, você não será fichado na policia, e tem apenas que pagar uma pequena multa. Além disso, pode-se plantar até 5 pés em casa, e turistas com prescrição e carteirinha médica, que é o meu caso, podem comprar flores, óleos e comestíveis nas dispensaries jamaicanas, que ainda não são muitas. O governo também emite licenças de cultivo para maiores escalas, mas é o cultivo clandestino das comunidades que supre a maior demanda dos maconheiros atualmente.

Ok, a lei é essa, mas como funciona na prática e como eu descolo um blaze?

Como pude observar, a cannabis é virtualmente legal, as pessoas fumam na rua descaradamente, sem medo e sem problemas. O cheiro forte de ganja pura pode ser sentida no ar e a oferta está em todo lugar, principalmente nos pontos turísticos.
Basicamente você não precisa ir atrás da ganja, ela vai vir atrás de você, mas cuidado! Não é todo mundo que tem um produto de qualidade,  e como a Jamaica é uma ilha caribenha com sol e praias paradisíacas, muitos turistas vem pra cá, e é claro que os locais tiram proveito do desconhecimento de alguns.

Fiquei 7 dias na Jamaica, dei a volta inteira na ilha, cheguei por Kingston, que é o centro comercial/industrial, muita desorganização e caos no trânsito. Na capital tem pouca coisa para ver, mas a casa onde o Bob Marley morou boa parte de sua vida é parada obrigatória para os amantes de reggae.

Achamos um rasta muito simpático oferecendo a marijuana na beira da estrada a caminho das Blue Mountains, os buds eram razoáveis, pareciam frescos e estavam secos no ponto correto, mas infelizmente estavam com algumas sementes. O preço? Quanto você quiser dar, isso mesmo, ele não colocou um preço, ele simplesmente disse, me dê o que você achar que vale!

Casa onde Bob Marley morou e hoje abriga um museu, 56 Hope Road.
Casa onde Bob Marley morou e hoje abriga um museu, 56 Hope Road.

COMPRANDO LEGALMENTE

Seguindo nosso turismo canábico, passamos por St. Ann, aqui fomos na Kaya Herbhouse, a primeira de poucas dispensaries autorizadas na Jamaica. Para comprar, é necessário uma carteirinha médica, mas não se preocupe caso não tenha uma, eles tem um médico no local para receitar uma remédio natural para essa sua ansiedade/enxaqueca/insônia.

A Kaya Herbhouse, é como todos os dispensário autorizado que já fui, tem preços altos, mas muito mais opção e procedência. Os produtos ficavam todos expostos, óleos, cartridges, comestíveis e muita parafernalha: canecas, bongs, pipes, cremes com cânhamo e dichavadores.

A experiência foi ótima, os atendentes muito receptivos e dispostos a ajudar a fazer sua viagem a marte sensacional.
Preço médio por grama de flores secas = $10,00.

O local ainda conta com um Coffeebar, para você tomar café ou rum enquanto fuma sua erva. Todas as paixões nacionais em um só lugar. Para a larica eles tem pizza e sucos naturais orgânicos com frutas da região.

ORANGE HILL
Durante a estadia, conversei com várias pessoas sobre a cultura local da cannabis, queria saber onde encontraria as flores de melhor qualidade, e de maneira unânime, todos apontaram Orange Hilll. Altitude, solo, clima e localização fazem desse lugar a “Mecca da Cannabis na Jamaica”, então se você é um amante da erva como eu, não deixe de passar ali.

Orange Hill é um morro nos arredores de Negril, onde vivem diversas comunidades carentes. O lugar é pacifico, mas não vá entrando em qualquer beco sem antes se informar, ok? Como disse lá em cima, a maconha não é legalizada e as comunidades são muito protetoras, as plantações e venda aos turistas em Negril são o sustento dessas famílias.


Conseguimos acesso a uma plantação depois do contato com um rasta que estava queimando seu baseado tranquilamente em Negril. Estava na cara que era local, falei que tinha interesse em visitar e conhecer mais as técnicas de cultivo e ele prontamente me passou as direções para eu encontrar os fazendeiros das comunidades.

Buscar alguém e demonstrar seu interesse é a maneira mais efetiva para se conhecer as plantações. Não existe um turismo formal nessa região e provavelmente se você pegar seu carro e for até Orange Hill não vai encontrar nada no caminho que te direcione para os lugares certos. Em função da erva não ser legalizada, as plantações são escondidas no meio das comunidades e normalmente é necessário fazer uma pequena trilha no meio da mata para chegar a elas.

Seguem as fotos do meu dia na Disney Jamaicana.

Grower locais numa plantação de mais ou menos 300 plantas.
Grower locais numa plantação de mais ou menos 300 plantas.

Essa ilha realmente é maravilhosa, porém cara. A moeda é o dólar jamaicano, mas os preços são definidos em dólar americano, e todo estabelecimento aceita as duas moedas. As laricas são deliciosas, condimentadas na medida certa, um prato de almoço você vai pagar pelo menos 10 dólares americanos, em torno de 40 reais na conversão de hoje. Portanto, se planeje, para um turista apaixonado por música, praias e erva, esse é o lugar perfeito para você relaxar no melhor estilo jamaicano e curtir seu baseado com vistas de deixar sua boca seca.

JAH BLESS!
[contact-form-7 id=”55735″ title=”PromoWeedTour”]

Categorias
Mundo Canábico

A maconha legal do Uruguai tirou 22 milhões de dólares do narcotráfico

O governo do Uruguai causou pode ter causado prejuízos ao tráfico de drogas de aproximadamente US$22 milhões com a implementação da lei de regulação da maconha de 2013, informou nesta quarta-feira o Instituto Estadual de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca). É o que informa a recente matéria do Tiempo Argentino e traduzida por nós.

“Estima-se que o volume de dinheiro que deixou de ser canalizado através do mercado ilegal desde a implementação da política pública seja superior a 22 milhões de dólares”, diz o IRCCA no quinto relatório sobre o estado das coisas do mercado regulado. de cannabis para 30 de novembro de 2018.

A lei que regulamenta cannabis, adotada em 2013 sob o governo de José Mujica (2010-2015), estabeleceu três vias legais para os indivíduos a obter maconha recreativa, fins não médicos: o cultivo em casa, adesão ao clube ou associação e através de farmácias registradas.

Leia mais: Comodidade, Farmácias do Uruguai permitem reservar pacote de Cannabis Online.

Após a aprovação, Mujica disse que era a “regulação” de algo que já existia na frente dos narizes dos cidadãos “em um canto, nas portas das escolas secundárias (escolas)”.

Os regulamentos, ele acrescentou, foram criados com a intenção de “arrancar o mercado subterrâneo e identificar um mercado à luz do dia”.

O cultivo em casa e os clubes de adesão são operativos a partir de 2014 e a terceira opção, a de venda em farmácias, a partir de 19 de julho de 2017.

A Ircca reconheceu que mesmo a distribuição por venda nas farmácias não consegue cobrir a demanda existente. Por esse motivo, o instituto informou que está trabalhando em uma nova chamada para empresas de produção para o dia 11 de fevereiro, enquanto estuda novos pedidos de farmácias para se tornarem pontos de venda autorizados.

Em novembro de 2018, o número de pessoas autorizadas a acessar a maconha de maneira regulada pelas três rotas aumentou quase 10%, em comparação com a cifra do relatório anterior em setembro, acrescenta o relatório.

Al 30 de noviembre, y luego de 17 meses de funcionamiento conjunto de las tres vías de acceso, había 41.376 personas habilitadas para acceder a marihuana de forma regulada.

De esa cifra se desprenden 31.565 que conforman el registro de adquirentes en farmacias, 6.980 están anotadas en el Ircca como cultivadores domésticos y 2.831 figuran como miembros de uno de los 110 clubes de membresía existentes.

Entre el 19 de julio de 2017 y el 30 de noviembre del año pasado se realizaron 383.280 transacciones en farmacias, lo que totalizó 1.916 kilos vendidos.

De ese total, el 61,5 por ciento se vendió en las farmacias habilitadas en Montevideo y el restante 38,5 por ciento en las distribuidas en los restantes 18 departamentos del país, con un promedio de venta diaria de 5.961 gramos (5,96 kilos).

Categorias
Mundo Canábico

Meghan Markle deu maconha para convidados do seu primeiro casamento, diz jornal

Meghan Markle, que recentemente casou com Príncipe Harry e virou a duquesa de Sussex teria dado cigarros de maconha como lembrança na festa do seu primeiro casamento, na Jamaica, com o cineasta Trevor Engelson, em 2011.

O relacionamento durou dois anos e as informações foram obtidas pelo jornal The Sun na última semana de 2018, que teve acesso aos e-mails da ex-atriz com alguns dos convidados.

Na época, o porte de cannabis era proibido na ilha caribenha e só foi legalizado em 2015, quando o consumo de pequenas quantias foi liberado no país. “Eu não fumo maconha e, até onde sei, nem Meghan. Eu não sei o que fiz com o meu [presente]. Acho que joguei fora”, disse o pai Thomas Markle.

The Sun entrou em contato com a assessoria de Meghan, mas não obteve retorno.

Categorias
Mundo Canábico

Por que tantos países estão fazendo as pazes com a maconha?

Ao redor do mundo, atitudes em relação ao consumo de cannabis estão mudando.

O novo governo do México planeja legalizar o uso recreativo de maconha, assim como o de Luxemburgo. Enquanto isso, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, está avaliando fazer um referendo sobre o assunto.

Como a opinião pública – e a dos governos – muda, parece cada vez mais provável que outros países sigam o exemplo, levantando questões sobre, por exemplo, trabalhar em conjunto para gerenciar o uso e o fornecimento de maconha.

O que levou um país após o outro a avançar na direção o relaxamento de suas leis e, em muitos casos, a legalização total?

Guerra às drogas

Foi somente em 2012 que o Uruguai anunciou que seria o primeiro país do mundo a legalizar o uso recreativo de maconha. Em grande parte, a medida visava substituir as ligações entre o crime organizado e o comércio de cannabis por meio de uma regulamentação estatal.

Flores de maconha
Image captionEm 2012, o Uruguai anunciou que seria o primeiro país do mundo a legalizar o uso recreativo de cannabis

Mais tarde, no mesmo ano, eleitores do Estado de Washington e do Colorado se tornaram os primeiros nos EUA a apoiar a legalização da erva para uso não medicinal.

Sob o presidente Barack Obama, um crítico da guerra liderada pelos EUA contra as drogas, o governo americano recuou da aplicação das leis federais e efetivamente deu aos Estados uma luz verde para explorar alternativas.

Mais oito Estados e Washington DC apoiaram desde então a legalização da maconha recreativa e as penalidades estão diminuindo em outros lugares. O uso da maconha para fins medicinais é permitido em 33 dos 50 estados.

Em muitos aspectos, ainda se discute os efeitos da legalização na sociedade e na saúde dos indivíduos, mas não há dúvida de que a opinião pública e a política do governo se atenuaram.

A maré se espalhou pelas Américas, com o Canadá legalizando a venda, posse e uso recreativo de maconha em todo o país em outubro.

Que o México vai realmente legalizar a maconha parece quase uma certeza. O novo governo de Andrés Manuel López Obrador apresentou um projeto de lei que legalizaria seu uso médico e recreativo, e a Suprema Corte do país recentemente autorizou o uso recreativo da erva.

Outros países estão avançando. Embora a venda de maconha permaneça ilegal, a posse de pequenas quantias não é mais um crime em países como Jamaica e Portugal. Na Espanha, é legal usar cannabis em locais privados, enquanto a droga é vendida abertamente em cafeterias na Holanda. Outros países permitem o uso de cannabis medicinal.

Ao redor do mundo, há muitos outros países onde a mudança está em andamento:

– No Reino Unido, os médicos foram autorizados a prescrever produtos à base de cannabis desde novembro

– A Coreia do Sul legalizou o uso médico estritamente controlado, apesar de processar moradores por uso recreativo no exterior

– Uma sentença de morte dada a um jovem vendedor de óleo de cannabis provocou debate sobre a legalização na Malásia

– A mais alta corte da África do Sul legalizou o uso de cannabis por adultos em lugares privados

– Lesoto tornou-se o primeiro país africano a legalizar o cultivo de maconha para fins medicinais

– O Líbano está considerando a legalização da produção de cannabis para fins médicos, para ajudar sua economia

Crianças doentes

Em muitos países, o movimento em direção à legalização começou com um abrandamento da opinião pública.

Nos EUA e no Canadá, imagens de crianças doentes a quem foram negados medicamentos que poderiam mudar suas vidas ​​tiveram um tremendo impacto na opinião pública – uma preocupação que trouxe a legalização para fins médicos.

Um abrandamento similar foi visto no Reino Unido.

Alfie Dingley
Image captionA mãe de Alfie Dingley, Hannah Deacon, disse que o óleo de cannabis ajudou a controlar a epilepsia do menino

Em junho, Billy Caldwell, 12 anos, que sofre de epilepsia grave, foi internado no hospital depois que seu óleo medicinal de cannabis foi confiscado. Um mês depois, uma licença especial para usar o óleo de cannabis foi concedida a Alfie Dingley, de 7 anos, que tem uma forma rara de epilepsia.

Após campanhas encabeçadas por celebridades, o governo do Reino Unido mudou a lei para permitir que os médicos prescrevam produtos de cannabis.

Estados americanos como a Califórnia descobriram nos anos 1990 e 2000 que a cannabis medicinal pode suavizar as atitudes em relação ao uso recreativo.

Mas no Reino Unido, o Ministério do Interior diz que o uso recreativo de cannabis permanecerá proibido, embora figuras importantes, incluindo o ex-líder conservador William Hague, tenham sugerido uma revisão.

O México também teve casos de crianças que não receberam cannabis medicinal. O país ainda foi motivado pela extraordinária violência de sua guerra às drogas.

Embora a maconha represente uma parcela relativamente pequena das receitas do cartel de drogas, continuar banindo-a é visto cada vez mais em desacordo com a realidade.

Diplomatas mexicanos advertiram os EUA de que era difícil reforçar a luta contra a cannabis quando o estado norte-americano vizinho da Califórnia legalizou o uso recreativo.

O mercado de maconha

Com os países em todo o mundo caminhando para alguma forma de legalização, outros estão correndo para recuperar o atraso.

Muitas vezes, como em muitas partes da América Latina, os governos querem que seus agricultores tenham acesso aos mercados de cannabis medicinal potencialmente lucrativos que estão se desenvolvendo.

Corporações também manifestaram interesse. Por exemplo, a Altria, que possui marcas de cigarros, incluindo a Marlboro, fez um investimento de US$ 1,86 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) em uma empresa canadense de maconha.

Máquina faz colheita em plantação de canabis
Image captionAltria, que possui marcas de cigarros, incluindo a Marlboro, fez um investimento de US $ 1,86 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) em uma empresa canadense de maconha

Com o passar do tempo, como os Estados Unidos demonstram, é bem possível que o comércio medicinal possa facilmente transformar-se em vendas recreativas – potencialmente abrindo um mercado ainda maior.

Um obstáculo imediato é que a cannabis para fins recreativos não pode ser comercializada através das fronteiras. Os países só podem importar e exportar maconha medicinal sob um sistema de licenciamento supervisionado pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos.

Fazendeiros em países como Marrocos e Jamaica podem ter uma reputação de produzir cannabis, mas não podem acessar mercados onde os produtores domésticos às vezes têm dificuldades para fornecer – como aconteceu no Canadá após a legalização.

Os efeitos da cannabis

– Pode causar confusão, ansiedade e paranoia

– Se fumada com tabaco, pode aumentar o risco de doenças como câncer de pulmão

– O uso regular tem sido associado a um risco maior de doenças psicóticas

– Usada em alguns lugares para tratar os efeitos colaterais da esclerose múltipla e câncer

– Testes em andamento analisam como ela pode ser usada para tratar outras doenças, incluindo epilepsia e HIV/ aids

Fonte: NHS Choices

Desenvolvendo regras

Embora haja alguns rumores de mudança dentro do sistema legal internacional, até agora isso parece distante.

Os governos que querem avançar para a legalização enfrentam um desafio: seguir um curso entre a legalização descontrolada e a proibição rígida.

Uma indústria mal regulada aliada a substâncias que alteram a mente não são uma combinação com a qual muitas sociedades se sentiriam confortáveis em conviver.

Mas parece praticamente certo que mais países mudarão sua abordagem da cannabis nas próximas décadas.

Assim, as regras domésticas e internacionais precisarão ser atualizadas.

Esta análise foi encomendada pela BBC de um especialista que trabalha para uma organização externa. John Collins é o diretor-executivo da Unidade Internacional de Políticas sobre Drogas da Escola de Economia e Ciência Política de Londres.

Categorias
Mundo Canábico

Nova York vai legalizar o consumo recreativo da maconha

Nova York dá o primeiro passo para se somar a uma dezena de Estados norte-americanos que já legalizaram o consumo de maconha com fins recreativos. O governador democrata Andrew Cuomo propôs essa iniciativa ao apresentar os objetivos da agenda legislativa do seu terceiro mandado, a partir de janeiro. A ‘cannabis’ medicinal já é permitida no Estado, mas só para pacientes com doenças graves, como o câncer, AIDS e enfermidades crônicas severas.

A iniciativa foi anunciada depois que a cidade de Nova York suspendeu, em 1º. de setembro, as detenções de cidadãos que consomem maconha em público. Representa também uma mudança radical para o político democrata, que havia se oposto frontalmente à legalização por ver na maconha uma porta de entrada para o consumo de outras drogas. Mas há cada vez mais governadores que enxergam um filão de arrecadação no comércio legal da erva.

Scott Stringer, supervisor das contas públicas em Nova York, calcula que seriam gerados 1,3 bilhão de dólares (cinco bilhões de reais) por ano em impostos locais e estaduais, dos quais 340 milhões caberiam à metrópole da Costa Leste. Cuomo enquadra a proposta em sua agenda “progressista agressiva” e busca assim aproveitar as oportunidades derivadas desse florescente negócio. Nevada, Colorado, Oregon e Califórnia já legalizaram.

O governador encomendou um estudo, publicado julho, que analisava os benefícios e os riscos da legalização da maconha entre os adultos. Concluiu que não iria estimular o consumo de outras drogas ilegais nem o tabagismo. Além disso, poderia ajudar a reduzir as disparidades raciais nas detenções policiais. É outro argumento ao qual o governador recorreu.

Cuomo evitou entrar em detalhes sobre o projeto de legalização do consumo da maconha em Nova York ou sobre os prazos para sua aprovação. Tampouco mencionou qual será o enquadramento tributário. É preciso esclarecer também as condições exigidas para quem quiser ter uma licença, ou aspectos mais concretos, como a permissão do cultivo domiciliar.

Mas não deve ser uma decisão complicada, pois as pesquisas revelam um amplo apoio à legalização. Andrew Cuomo também conta com a maioria suficiente nas duas Câmaras do Legislativo estadual para que seja adotada, além do aval do prefeito de Nova York, o também democrata Bill de Blasio. “As pessoas querem mudança”, concluiu em sua intervenção, “e é o momento de fazê-la”.

O Governo Federal mantém sua recusa em legalizar o consumo da maconha. Mas há vários Estados que estão no mesmo caminho de Nova York. Utah e Missouri aprovaram recentemente iniciativas desse tipo em votação popular que coincidiram com as eleições legislativas de novembro, e Vermont e Michigan tinham feito o mesmo anteriormente neste ano. Dos 40 Estados que ainda não autorizaram o uso recreativo da maconha, Nova Jersey poderia ser o próximo. Mais de 30 permitem o uso medicinal.