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Jroll – Conheça a maquina de bolar baseado expresso que viralizou no Whatsapp!

Nas últimas semanas uma maquina fantástica que enrola baseados acabou ganhando fama em todos os grupos de whatsapp de maconha e entre os amigos canabistas também. Mas de onde surgiu essa invenção? Como é o nome da maquina de enrolar maconha? Onde vende essa tecnologia canábica?

A maquina de enrolar baseados se chama Jroll X10 e ainda não foi lançada, no entanto o comercial oficial da empresa mostra a facilidade de ter um beck bolado logo pela manhã, enquanto se faz um café. Mas realmente pode ser uma mão na roda para quem não tem um braço, por exemplo. Veja o comercial oficial abaixo!

Os preços ainda não foram divulgados, no entanto a Legalize Já aposta que o valor da maquina deverá custar cerca de 350 dólares – preço similar a uma maquina de expresso de café. A evolução do design é demais e foi postada no instagram oficial deles.

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REAJA: Startup brasileira lança produto capaz de identificar Canabidiol

Foto page facebook Reaja

Tivemos a satisfação em poder conversar um pouco com um dos idealizadores de um produto que vem tendo destaque no mercado Cannabista brasileiro, estamos falando de um produto que identifica na planta a presença da substância Canabidiol.

Segundo Fabiano, a ideia surgiu no ano de 2015 quando seu Sócio, James Kava, se encontrou com Bruno Logan, no Congresso Internacional sobre Drogas em São João Del Rei no ano de 2015. Nessa oportunidade conheceram mais sobre a importância e carência de reagentes para identificação de substâncias.

Ainda segundo Fabiano, o REAJA CBD veio para cobrir um mercado ainda inexistente no país e principalmente auxiliar cultivadores e pacientes que fazem o uso da maconha medicinal a identificarem a presença da substância na planta.

Por exemplo, dentre as muitas variedades de Cannabis de uso recreativo,  apenas poucas possuem teores de CBD acima de 2%. Plantas com alto teor de CBD tornam-se raras, sendo necessária uma identificação para diferenciar as plantas.  (Não ha relação entre sativa ou indica com a concentração de CBD ou THC), para este caso, o REAJA CBD mostrará para o usuário por meio de uma cartela de reação em cor (amarelo e roxo), a presença do Canabidiol. Esse teste não tem nenhuma relação com a concentração de THC

Foto Fanpage Reaja

O frasco que protege os produtos é resistente a quedas e garante a segurança do usuario A tampa foi pensada para que o teste fosse feito nela própria e podendo ser lavada para ser reutilizada em novos testes. Acompanhando, vêm um par de luvas, manual de instrução e cartela com demonstrativo de cores para análise se há ou não Canabidiol.

Infelizmente, segundo Fabiano, o REAJA CBD ainda não traz em teste a possibilidade de mostrar em porcentagem  a quantidade de Canabidiol presente na planta, porém, diz que este será o futuro do produto em versão final e que a equipe de desenvolvedores está trabalhando para isto e no desenvolvimento de um teste para thc.

O REAJA CBD é produzido na cidade de Curitiba-PR, custa 35 reais e pode ser encontrado na Legalize Já ou quem preferir pode adquirir diretamente do laboratório o REAJA CBD pode ser encomendado diretamente pela página do Facebook REAJA o preço é o mesmo.

 

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Mundo Canábico Tecnologia Maconha

Maconha sem fila, aplicativo ajuda a reservar pacote de cannabis nas farmácias do Uruguai

Montevideu. Quem está registrado como comprador de cannabis no estado uruguaio estava acostumado com filas, até agora. Nessa sexta-feira (27) algumas farmácias que vendem maconha começaram a utilizar um sistema online de reserva de cannabis. Incrível!

Tão fácil quanto o nome, o site Reservar Cannabis.com promete facilitar a vida dos cerca das 23.637 pessoas registradas no sistema uruguaio com a reserva de cannabis nas farmácias que possuem o sistema. Segundo o aviso na página, a reserva não substitui a identificação por biometria na hora da compra.

Reservar Cannabis.com (Img/Divulgação)

Pros brasileiros que vivem no Uruguai e querem fazer a reserva, é muito simples: 

Segundo informações oficiais do Reservar Cannabis, o sistema não substitui a biometria exigida pelo governo na hora da compra.
  1. Você precisa selecionar uma data disponível;
  2. Na seguinte tela há informações sobre que dia, farmácia, endereço e até quando dá para buscar a maconha na farmácia;
  3. Aí só clicar em reservar e preencher os campos que aparecem e..
  4. Pronto, vem um super QRCODE com a reserva.
O Reservar Cannabis (em espanhol) funciona perfeitamente no celular dos usuários segundo comunicação oficial.

O sistema Reservar Cannabis foi desenvolvido pela produtora brasileira, PRFVR.com que é reconhecida pela criação de diversos cases canábicos, entre eles: AquelasCanabista, BudMaps e outros…

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Notícias sobre maconha Tecnologia Maconha

Corona investe US$200mi em mercado da maconha

Corona planeja fazer bebidas de maconha? Entenda:

 

Legalizada em apenas alguns estados, a indústria da cannabis será, um dia, um grande investimento e um ótimo meio lucrativo. Tão grande é a especulação, que a maior distribuidora de bebidas alcoólicas estadunidense, Constellation Brands, investiu cerca de US$200 milhões ao mercado da erva, conforme diz o jornal The Wall Street Journal.

Constellation é responsável pela distribuição de bebidas importadas nos EUA. O vinho Robert Mondavi, a vodca Svedka e, inclusive, a cerveja Corona. A companhia adquiriu cerca de 9.9% da Canopy Growth, descrita como a maior empresa de cannabis mundial.

A ideia é produzir uma bebida não alcoólica e com componentes da erva. Entretanto, a venda não se iniciará até que todos os estados americanos estejam com a legalização em prática. O diretor-executivo Rob Sand disse ao Wall Street Journal que a legalização federal é muito provável, dado ao que tem ocorrido nos estados americanos.

A situação da maconha nos EUA é: 8 estados liberaram recreativamente, enquanto muitos outros têm leis para maconha medicinal. O atual procurador-geral do país, Jeff Sessions – que é contrário à legalização – diz que a companhia Constellation está apenas tirando vantagem inicial, algo que, segundo ele, outras empresas evitam.

Apesar da situação atual, o mercado da maconha girou um capital de 6 bilhões de dólares no ano passado, 2016, e tem se expandido rapidamente, com produtos diversos.

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Tecnologia Maconha

Outra boca de fumo apareceu no Google Maps

O jornal Estadão encontrou no Google Maps do Rio, até a manhã desta terça-feira, 20, um endereço inusitado: uma “boca de fumo” localizada no bairro da Glória, zona sul do Rio de Janeiro. A “Boca da Benjamin” vinha sendo exibida com foto e localização: Rua Benjamin Constant, na subida para o bairro de Santa Teresa.

Não é a primeira vez que isso acontece, há dois anos atrás existia o endereço de uma na Lapa.
A “boca” foi classificada como “shopping center”. E já tinha 23 comentários sobre o local e classificações com estrelinhas. “Quebra um galho. Pode melhorar. Qualidade: Regular. Preço: Razoável. Atendimento: Bom”; “Salva a galera da região. Legalize já para comprar nas bancas”, “Parabéns pro dono, que é um empreendedor!”, diziam alguns deles.

O Jornal tentou contato com o Google sobre a questão. Sem nenhuma resposta, foi rapidamente, tirado do ar.

Legalize?
Vender maconha continua sendo ilegal. A única coisa que existe aqui Brasil é um único aplicativo/site/guia canábico – que ajuda a encontrar médicos que prescrevem maconha, advogados que defendem usuários/cultivadores, festivais e muito mais. Conheça!

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CannaBeast Notícias sobre maconha Tecnologia Maconha

Iluminação no Cultivo de Cannabis – Cannabeast

Salve queridos leitores do SmokeBud, voltamos hoje para mais um post fino que vai te deixar um passo mais perto do título de Cultivador Firmeza!!!
A
Cannabeast acaba de dropar esse artigo que opera milagres te esclarecendo de uma vez por todas uma etapa importantíssima do cultivo de cannabis: iluminação. Muitos growers experienciam problemas com a iluminação do seu cultivo, principalmente quando certos fatores como ser um grower iniciante ou falta de planejamento inicial adequado são somados à essa equação.

Mas calma que tá tudo bem agora. 

Introdução à iluminação

Quando falamos de iluminação, provavelmente algumas das primeiras palavras que vem à sua cabeça são sol, lâmpadas e luz. No outdoor as plantas absorvem a luz do sol para fazer a fotossíntese, que nada mais é que o processo necessário para a transformação da luz solar em energia para a planta. Com a maconha não é diferente.

iluminação indoor maconha

Quem realiza o processo de fotossíntese em maior quantidade é um grupo de pigmentos fotossintéticos chamados de clorofila e que se apresentam na cor verde (Uoooooou!!! Sério, cara?). Mas por mais simples que pareça essa é uma informação relevante pelo fato delas absorverem fortemente os espectros de cores azul e vermelho e refletir (ou absorver menos) o verde (que é o que enxergamos). Mas tranquilo, a gente vai explicar isso com calma.

O que é espectro?

Falamos acima que a planta absorve luz para produzir energia, certo? O que você precisa saber é que nem toda luz é igual. Você já deve ter ouvido algum amigo ou grower na internet falar que “Lâmpadas de vapor metálico (MH) são para o crescimento vegetativo, lâmpadas de vapor de sódio (HPS) são para a floração”, eles só não te explicaram o porquê.

As clorofilas (sim, existe mais de um tipo delas) absorvem certos tipos de temperatura de cor (espectros eletromagnéticos ou comprimento de onda) que são medidos também em Kelvin (K) e os utilizam para gerar energia. Os espectros visíveis da luz são nas cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta.

espectro luz cannabis
Espectro da Maconha

A luz emitida pelo sol possui todos os espectros visíveis (e muitos outros invisíveis, ex: infravermelho, ultravioleta), e é por isso que existem os arco-íris. Quase todas as plantas podem usar a luz em toda a faixa visível para realizar a fotossíntese, porém alguns tipos de espectro são ainda mais úteis em certos estágios de crescimento de uma planta.

A luz com maior proporção na faixa azul do espectro (5.000~6.500K) vai ser mais utilizada no estágio vegetativo porque ela encoraja o crescimento denso da folhagem, caule e ramificações.
Na floração as plantas irão absorver mais o espectro vermelho e laranja (2.000 ~ 3.000K), que também ajudam a desencadear a resposta de um hormônio que é o que faz a floração acontecer.

sol e maconha
Sol e Maconha

Isso ocorre naturalmente no cultivo outdoor entre as estações do ano. Durante a primavera e o verão o sol fornece em maior quantidade o espectro azul, e ao fim do verão e início do outono ele fornece mais o espectro vermelho. Essa oscilação também ocorre no período de 24h quando os primeiros raios do sol geralmente possuem em torno de 2.800K, frequência essa que vai aumentando até chegar em cerca de 5.500K ao meio dia e depois voltar a baixar até 2.800K ao fim da tarde.

iluminação para maconha
Iluminação

Tanto a luz azul quanto a luz vermelha vão fazer sua planta se desenvolver. Você encontra muitos growers por aí utilizando lâmpadas fluorescentes brancas da germinação até a colheita e mesmo assim tendo resultados satisfatórios dependendo do número de lúmens fornecidos (explicaremos o que são lúmens mais a frente). Mas quanto maior for a diversidade de espectros fornecidos com potência proporcional à absorção, melhor.

“As plantas com certeza crescem muito melhores e saudáveis quando têm acesso a diferentes espectros de luz, inclusive o verde.” Ed Rosenthal, o bruxão da ganja

maconha indoor
Luz e Maconha

Lâmpadas HID (High Intensity Discharge)

As HID, ou lâmpadas de alta pressão, são as lâmpadas para cultivo mais utilizadas ​​ao redor do mundo. Esse tipo de lâmpada possui uma descarga de radiação muito próxima a do sol, tanto na temperatura de cor/espectro (Kelvin) quanto na geração de calor. Elas têm capacidade para serem usadas da germinação até a colheita, e quando usadas com equipamentos de refrigeração adequados já provaram que podem cultivar a melhor erva do mundo.

Mais adequadas para grandes quartos de cultivo e estufas, você provavelmente não vai querer usar sua HID de potência média/alta dentro de uma tenda de cultivo pequena porque ela gera muito calor, e nos dias quentes de verão isso pode dificultar muito o controle do clima.

O ideal, caso resolva optar por esse tipo de lâmpada, é ter um quarto ou estufa maior para que o ar quente não vá direto para suas plantas ou então gastar um pouco mais em sistemas de exaustão, cooltubes e ventiladores, que resolverão com maestria o problema. Cultivadores mais experientes utilizam essas lâmpadas em armazéns e espaços maiores, onde consequentemente há mais espaço para a circulação de ar e dispersão do calor.

 

Lâmpadas HPS (High Pressure Sodium)

lampada hps cannabis
Iluminação HPS na Maconha


As Lâmpadas HPS, ou vapor de sódio, são mais utilizadas na fase de floração porque possuem maior quantidade de espectro na faixa de aproximadamente 2.000K de temperatura de cor.

Como vimos anteriormente essa é a frequência do espectro mais absorvido na fase de floração da cannabis. Você pode notar na imagem acima que as lâmpadas de sódio também fornecem todos os outros espectros de luz, porém em menor quantidade do que o vermelho e o laranja.

São indicadas para produzir buds lindos, bem densos e grandes e é muito usada pelos cultivadores, mas pela sua quantidade maior de fornecimento de espectro vermelho e laranja é ainda melhor usada na floração.

Na prática a cannabis pode ser cultivada sob lâmpadas HPS durante o ciclo completo, porém tendem a crescer mais em altura e com mais nós entre as folhas. Alguns cultivadores utilizam lâmpadas fluorescentes compactas junto às HPS para complementar a luz durante a fase vegetativa.

Elas têm a reputação de serem quentes e precisar de muita eletricidade, mas o que a maioria das pessoas não percebe é que esse tipo de lâmpada vêm em variados tamanhos, assim como as pequenas de 150w. Isso é quase a mesma eletricidade que uma TV de 40 polegadas consome, então ela não vai fazer um grande impacto na sua conta de luz. Porém se você utiliza uma HPS de 1.000w ou mais, pode ser que você tenha que se preparar para pagar as contas no fim do mês.

Vantagens

  • Maior estimulação das flores se comparada às fluorescentes ou de vapor metálico;
  • Maior eficiência luminosa com aproximadamente 6 vezes mais lúmens por watt se comparado a uma incandescente;
  • Ajuda a manter o calor da estufa nos dias mais frios.

Desvantagens

  • Estimula o crescimento das plantas em altura e não densidade;
  • As plantas ficam com um aspecto desbotado e carente de nitrogênio pelo pouco alcance de espectro variado de luz;
  • Necessita de um reator para regulação de voltagem necessária pro funcionamento;
  • Pode esquentar muito em ambientes pequenos e em dias mais quentes;
  • Gasta mais energia que as fluorescentes e LEDs.

Lâmpadas MH (Metal Halide)

lampada metal cannabis
Lâmpadas MH na Maconha

Lâmpadas MH, ou vapor metálico, são mais utilizadas no crescimento vegetativo porque possuem maior quantidade do espectro absorvível na faixa de aproximadamente 5.500K de temperatura de cor. Mas assim como a HPS ela vai precisar de um reator, já que as duas fazem parte do mesmo tipo de lâmpadas de descarga de alta intensidade (HID).

Como sua estimulação é mais para a fase vegetativa, muitos growers usam lâmpadas HPS adicionalmente às de vapor metálico ou fluorescentes para completar a variedade de espectros necessários.

Vantagens

  • Produz uma luz semelhante à luz solar;
  • Dura 5 vezes mais do que as incandescentes.

Desvantagens

  • Gastam bastante energia;
  • Elas operam sob alta pressão (até 20 atm) e precisam de reatores especiais;
  • Precisam de alguns minutos para aquecer quando inicialmente ligadas;
  • Produzem menos flores do que outros tipos de lâmpadas de cultivo;
  • Aquecem muito e podem gerar mais gastos com exaustão.

Vejo constantemente growers iniciantes confundindo as lâmpadas de vapor metálico e as chamando de HQI. O termo HQI significa “Hydrargyum Quartz Iodide”, ou  iodeto de quartzo Hydrargyum (mercúrio em latim). Esse termo é uma padronização criada pela marca de lâmpadas Osram. As HQIs podem produzir diferentes tipos de temperatura de cor/espectro dependendo do tipo de metal com o qual são fabricadas e a sigla HQI significa só que elas são lâmpadas de melhor eficiência luminosa (lúmens por watt).

lampada fluorescente cannabis
Florescimento da Ganja

Fluorescentes para Cannabis

As lâmpadas fluorescentes vêm em diferentes formatos, e o mais comum são aqueles que você com certeza já viu a galera do Jackass quebrando na costela uns dos outros. Apesar de serem mais eficientes que as incandescentes (produzem mais luz por menos eletricidade), elas produzem um limitado espectro de luz (azul/fria em sua maior parte) que não é adequada para estimular a floração nas plantas.

As LFC, ou lâmpadas fluorescentes compactas, são outro formato popular de lâmpadas fluorescentes que também são mais eficientes se comparadas às incandescentes, usando menos energia e durando mais.

Vantagens

  • São baratas e fáceis de usar já que não precisam de um reator e podem caber em pequenos espaços para grows pequenos;
  • Maior tempo de vida em comparação às incandescentes, de 10 a 20 vezes;
  • Pouca produção de calor.

Desvantagens

  • As fluorescentes produzem uma variedade limitada de espectro de luz, não sendo adequada para a estimulação da floração.
led cannabis
Iluminação LED na Maconha

LED para Cannabis (Light Emitting Diodes)

As lâmpadas LED para cultivo indoor são consideravelmente novas na cena grower, mas têm todo o potencial necessário para ser o futuro do cultivo. São muito populares entre os growers como uma alternativa às luzes HPS, e algumas dessas razões é por serem muito mais energeticamente eficientes e também oferecerem todo o espectro de luz que a planta requer em todo seu ciclo de vida. Seu funcionamento é muito mais frio e algumas ainda vêm com ventilação embutida em seus painéis.

As menores ainda podem ser simplesmente ligadas na tomada e penduradas por cima das plantas, o que torna elas definitivamente mais fáceis de usar do que as HPS ou MH. Essas também possuem grande penetração de luz entre as plantas, então elas não precisam ser movidas frequentemente ou colocadas dos lados da estufa de cultivo.

Vantagens

  • As full spectrum produzem os dois extremos da variedade de espectro (vermelho e azul) ao mesmo tempo;
  • Altamente eficiente no quesito energia, quase todos os watts são convertidos em luz aproveitada;
  • Mínima emanação de calor, o que pode reduzir o custo em ventilação e exaustão;
  • Por não esquentarem tanto elas podem ser utilizadas em estufas menores.

Desvantagens

  • São mais caras de se adquirir;
  • Apesar das LEDs serem mais frias do que as outras lâmpadas, elas ainda produzem calor e as de tamanhos grandes tipo 300 watts pra mais ainda precisam de ventilação para garantir que seu grow não fique tão quente.

Agora que você conhece os tipos de luzes de cultivo disponíveis no mercado, seguindo algumas dicas você pode comprar com segurança a luz mais indicada às suas necessidades. Alguns dos growers mais experientes aconselham que se você é iniciante, adquirir uma lâmpada LED full spectrum (que provém todos os espectros necessários) é uma boa pedida já que são muitas as coisas com que você já tem que se preocupar, como um investimento em bom solo, controle de clima, fertilizantes, controle de peste e rega.

A iluminação é definitivamente uma grande parte da equação, e um painel de LEDs, por exemplo, pode ser um respiro de alívio em qualquer operação de montagem pela fácil usabilidade. Mas se seu orçamento é curto, lâmpadas mais baratas como a HPS misturada às fluorescentes ou às de vapor metálico vão dar o espectro necessário de todo o ciclo de vida, possivelmente dando preferência ainda para as fluorescentes pelo menor custo energético da lâmpada, menor produção de calor e maior praticidade.

Por isso é importante constar que mesmo que uma lâmpada com uma melhor tecnologia como a LED pode parecer mais cara num primeiro momento, suas vantagens podem acabar fazendo dela a opção mais econômica a longo prazo, como seu gasto de energia eficiente (70% a mais que as HPS) e sua grande durabilidade (se adquirida uma de 50.000 horas, ligada por 12 horas ao dia, a mesma dura em torno de uns 10 anos).

maconha cultivada indoor
Bud de Maconha, vários!

Rendimento

Lâmpadas para cultivo de cannabis vem em vários tipos, tamanhos e média de preços. Tenha em mente que bons cultivadores produzem em média 0.5 gramas de flores por cada watt de energia e luz gasto. Ou seja: com um lâmpada HPS de 1.000w, você produzirá em média 500 gramas de belas flores fumáveis. O valor depende um pouco da experiência do próprio grower e a genética que ele está usando.

Afinal, o que são os lúmens?

Quando o assunto em questão é lâmpadas, a unidade utilizada para a mensuração da quantidade de luz emitida são os lúmens (lm). Pense sempre que eles são uma nova forma de saber o quão brilhante sua lâmpada é. Em outras palavras, quanto maior for a quantidade de lúmens em uma lâmpada, maior será seu brilho e vice e versa.

 Eficiência luminosa

A maioria das pessoas na hora de comprar uma lâmpada para cultivo indoor ou mesmo para sua sala ou cozinha não leva em consideração a quantidade de Lúmens por Watt. Essa comparação nos mostra a quantidade de luminosidade que uma lâmpada pode gerar em relação ao seu consumo de energia (Watts). Então a dica é: na hora de escolher sua lâmpada, escolha sempre pela quantidade de lúmens e não pelo seu consumo de energia. Desse jeito você vai estar economizando uma boa grana a longo prazo.

Quanto menor for o gasto de energia, a manutenção das lâmpadas e maior a quantidade de dúvidas sanadas na hora de adquirir a sua, melhor compra você vai fazer.

No post anterior já foram respondidas algumas dúvidas da galera e a gente agradece a participação e os elogios, raça! Reiterando que qualquer dúvida ou sugestão podem ser deixadas aqui nos comentários que a gente responde tudo. Let’s grow!

Boa colheita,
Equipe CannaBeast

 

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Chat 420 – Todos os maconheiros e maconheiras do mundo em um só lugar!

Outra vez ou whatsapp caiu e você ficou ai na fissura de poder conversar com seus amigos… Dessa vez encontramos uma “tecnologia de ponta” pra você conhecer gente nova e não se apegar a sua lista de contatos, o 420 Chat.

O serviço permite conversar por vídeo com pessoas chapadas de todo o mundo. Mais que imagens maconheiras tem audio e texto também, para quem não tem webcam/audio.

Que chat é esse?
Um chat 420 aleatório onde você pode conhecer novas pessoas e chat cam para cam instantaneamente:

1) Você diz seu sexo e com quem gostaria de Ver/Conversar;
2) Clica em Conecta;
3) Se você não gosta aperta o Buscar/Próximo e segue a brisa;

Durante o meu teste encontrei pessoas de Santa Catarina, de São Paulo, Curitiba. Também argentinos, portugueses, americanos e canadenses. Todos legalize!

É seguro fumar um na internet ?
Sim, é! Segundo o site eles usam conexão em flash que descentraliza e torna qualquer investigação ou identificação mais difícil. Eles usam conexão peer-to-peer dentro do Flash Player, o que faz que sua conexão chegue de um lado a outro – tal qual acontece com seus torrents.

Algumas dicas de segurança pra usar o site 420;
Como o site diz que tem a missão de ser o chat de maconheiros ao redor do mundo, então fique ligado(a);

Ainda não consegui encontrar nenhum vampiro doidão, nenhum pianista e nem levei nenhum susto como acontecia em outras roletas russas… Mas tudo pode mudar, em breve será lançada uma versão pra Android e iOs. Graças a Jah!

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Senado da Argentina aprova com unanimidade o acesso à maconha para fins terapêuticos

Buenos Aires – O Senado da Argentina aprovou, nesta quarta-feira (29), um projeto de lei para que o Estado garanta o acesso à maconha para fins terapêuticos, considerado um passo adiante para pessoas com distintas doenças que lutam para que no futuro se permita o cultivo pessoal da erva no país.

A iniciativa é um começo mas já é considerado um marco regulatório para o uso médico e científico da cannabis e de seus derivados e foi aprovada por unanimidade pelos 58 senadores presentes. Desde novembro a Câmara dos Deputados já a havia aprovado.

A norma aprovada cria um programa urgente para que o estado investigue e estude o uso medicinal da maconha e seus derivados dentro Ministério da Saúde Argentino, que deverá “garantir o acesso gratuito do óleo da maconha e demais derivados” da planta para todos aqueles pacientes que precisem. As patologias pesquisadas e encontradas no programa serão adicionadas na regulamentação posteriormente.

A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica permitirá a importação de óleos de maconha e de seus derivados até que o Estado se prepare e tenha condições de produzi-lo. Além disso, haverá a produção do medicamento por meio da Agência Nacional de Laboratórios Públicos.

Para quem acompanha o movimento pela legalização na argentina sabe que lá também foi só mais um passinho, isso porque a lei aprovada está incompleta, ela não autoriza abertamente o cultivo próprio, cultivo de ONG’s – que atualmente é a forma mais barata e rápida para os usuários medicinais. Ou seja, o passo pela regulamentação não foi tão longe quanto em terras tupiniquins.

Para você entender melhor, traduzi o texto completo da lei aprovada no Senado:

Artigo 1. – Objeto. Esta lei visa estabelecer um quadro regulamentar para a investigação médica e científica da cannabis medicinal, terapêutica e/ou tratamento paliativo de dor usando a planta e seus derivados, assegurando e promovendo a saúde integral.

Artigo 2. – Programa. Criar o Programa Nacional para o estudo e pesquisa do uso medicinal da planta cannabis, seus derivados e tratamentos não convencionais na órbita do Ministério da Saúde.

Artigo 3 .- Objetivos. Os objetivos do programa:

a) Promover a promoção e prevenção que visa garantir o direito à saúde

b) Promover acções de sensibilização dirigidas à população geral

c) estabelecer diretrizes apropriadas e diretrizes de apoio, tratamento e acessibilidade

d) Para assegurar o livre acesso ao óleo e outro produtos de cânhamo para qualquer um que se junta ao programa, nas condições estabelecidas pelo regulamento.

e) Desenvolver evidências científicas sobre diferentes alternativas terapêuticas para problemas de saúde, que não abordam os tratamentos médicos convencionais

f) investigar a cannabis terapêutico e científico de plantas e seus derivados em fins terapêuticos humanos

g) avaliar a eficácia do estudo de intervenção, ou recolha de dados sobre as suas propriedades e o impacto sobre o corpo humano

h) estabelecer a eficácia para cada indicação terapêutica, permitindo o uso correcto e acesso universal para o tratamento

i) Conhecer os efeitos colaterais do uso medicinal da planta cannabis e seus derivados, e estabelecer a segurança e as limitações à utilização, promovendo o atendimento da população como um todo

j) incentivar a participação e inclusão voluntária de pacientes com as condições que a autoridade de aplicação determina e / ou médica hospital público profissional indicados, e suas famílias, que lhe podem oferecer experiência, conhecimento empírico, experiências e métodos utilizados para a auto

k) Fornecer aconselhamento, cobertura adequada e tratamento completo de acompanhamento à população afectada participar do programa

l) Contribuir para a formação contínua dos profissionais de saúde em todos os assuntos relacionados à atenção integral para pessoas que apresentam patologias envolvidas, para melhorar a sua qualidade de vida, e o uso medicinal da planta de cannabis e seus derivados.

Artigo 4 .- Autoridade que Executará. A autoridade de execução deve ser determinado pelo poder executivo no âmbito do Ministério de Saúde da Nação. Você vai ser autorizados a investigar e / ou monitorar a investigação médica e científica sobre as propriedades da planta cannabis e seus efeitos derivados.

Artigo 5 .- A Autoridade, em coordenação com agências governamentais nacionais, provinciais e Buenos Aires deve promover a aplicação da presente lei no campo das províncias e da Cidade Autônoma de Buenos Aires. Você pode coordenar ações e assinar acordos com instituições acadêmicas-científico, agências governamentais e organizações não-governamentais.

Artigo 6 .- A Autoridade de Aplicação tem o poder de executar todas as ações necessárias para garantir o fornecimento de insumos necessários para a realização das operações da planta cannabis médica e científica para estudos fins medicinais no âmbito do programa , seja através de importação ou de produção pelo Estado Nacional.

Para este fim, a autoridade de execução pode autorizar o cultivo de cannabis pelo fins de investigação médica INTA Conicet e e / ou científico, e desenvolver a substância de tratamento para fornecer o programa. Em todos os casos, serão priorizados e promover a produção por laboratórios públicos nucleadas em Anlap.

Artigo 7 .- A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT) permitir a importação de óleo de cannabis e seus derivados, quando exigido por pacientes com as doenças abrangidas pelo programa e ter a indicação médica adequada. O fornecimento será gratuita para aqueles que são incorporados ao programa.

Artigo 8. Registro. Criar na área do Ministério da Saúde da Nação um registo nacional voluntária, a fim de ser autorizado nos termos do disposto no artigo 5º da Lei 23.737 matrículas dos pacientes e familiares de pacientes que apresentam patologias incluídas no regulação e / prescrito por médicos em hospitais públicos são usuários de óleo de cânhamo e outros derivados da planta cannabis com a salvaguarda de proteção confidencialidade dos dados pessoais.

Artigo 8. Registro. Criar na área do Ministério da Saúde da Nação um registo nacional voluntária, a fim de ser autorizado nos termos do disposto no artigo 5º da Lei 23.737 matrículas dos pacientes e familiares de pacientes que apresentam patologias incluídas no regulação e / prescrito por médicos em hospitais públicos são usuários de óleo de cânhamo e outros derivados da planta cannabis com a salvaguarda de proteção confidencialidade dos dados pessoais.

Artigo 9. – Conselho Consultivo. Criar vagas profissionais do setor público e privado envolvidos na articulação de ações no âmbito deste Conselho Consultivo lei, que consistem em instituições, associações, organizações não-governamentais. As instituições que o compõem devem comprovar que agir sem patrocínio comercial ou outros conflitos de interesse que afetam a transparência e boa fé de sua participação.

Artigo 10. – O governo nacional vai ajudar através de laboratórios de produção públicas Drogas resididas na Anlap, criada pela Lei 27.113 e 26.688 aplicação da lei, a produção pública de cannabis em todas as suas variedades e sua eventual industrialização em quantidades suficientes apenas para uso medicinal, terapêutico e de pesquisa.

Artigo 11 .- O Executivo Nacional, através da Autoridade, pode regular as disposições necessárias e orçamentais para o cumprimento, que podem ser integrados com os seguintes recursos: a) O valor atribuídos anualmente ao Orçamento Geral da Nação para a Autoridade de aplicação; b) Todos os outros rendimentos resultantes da gestão da Autoridade de Aplicação; c) Subsídios, doações, legados, contribuições e transferências de outros departamentos ou de pessoas singulares ou colectivas, nacionais e / ou internacionais; d) rendimentos e bens Interesse realizada; e) Os recursos definir leis especiais; f) Os recursos públicos não utilizados de anos anteriores.

Artigo 12 ° .- Adesão. Deverá ser convidado as províncias e da Cidade Autônoma de Buenos Aires a aderir a esta lei, com a finalidade de entrar no programa no âmbito dos acordos celebrados com a Autoridade de Aplicação.

Artigo 13 ° .- Regulamentos. A autoridade de execução deve regulamentar esta lei dentro de um período não superior a 60 (sessenta) dias após a sua publicação Diário Oficial.

Artigo 14 ° .- Contato com o Executivo Nacional.

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Vai demorar, mas SUS terá medicamento brasileiro à base de maconha

O Brasil está tentando produzir um remédio rico em canabidio que deverá ser destinado a portadores de doenças que causam epilepsia severa e atingem principalmente crianças. Mas a previsão é que sejamos os últimos, segundo a matéria recente da Carta Capital, em cinco ou dez anos os pacientes terão acesso ao fitomedicamento à base de maconha por meio do Sistema Único de Saúde.

Em um prazo de cinco a dez anos, pacientes que sofrem com a chamada epilepsia refratária (resistente a tratamentos tradicionais) poderão ter acesso a um fitomedicamento à base de maconha por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa é a previsão do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), laboratório farmacêutico vinculado ao Ministério da Saúde, para o desenvolvimento e registro de um remédio brasileiro com alta concentração de canabidiol (CBD), uma das substâncias presentes na cannabis.

Fiocruz vai desenvolver medicamento à base de maconha para o SUS
Aprovado em 2016 pela Fiocruz, o projeto surgiu de uma demanda da Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) e da Associação Brasileira para a Cannabis (Abracannabis). As entidades apontaram que a importação do extrato de CBD, autorizada desde 2015 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não garante o acesso ao tratamento. Além da burocracia envolvida no processo, a importação tem um custo proibitivo, que varia de 1 mil reais a 8 mil reais por mês, em média.

Virgínia Carvalho, do projeto FarmaCanabis
Virgínia Carvalho, do projeto FarmaCanabis

“O que nos motivou foi exatamente o caso de mães e pais que estão observando uma melhora no quadro clínico das crianças a partir de medicamentos importados ou extratos artesanais”, diz o diretor-executivo do Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, à frente do projeto.

De acordo com relatos das famílias, o número de crises e convulsões foi reduzido drasticamente após o tratamento com CBD. “Hoje existe base científica suficiente no mundo demonstrando os efeitos terapêuticos do extrato de cannabis sativa”, continua o pesquisador.

O projeto está ainda em fase de elaboração, na qual é preciso definir, por exemplo, de onde virá a matéria-prima. “Não está nos nossos planos fazer cultivo. Uma alternativa é importar as flores e desenvolver o extrato ou importar o extrato pronto. Estamos estudando. Queremos trabalhar na mesma lógica que trabalhamos com os produtos de base sintética: alguém nos fornece o insumo farmacêutico ativo e nós o transformamos em comprimidos, cápsulas, xaropes, pomadas”, explica Silva.

Concluída essa primeira etapa, o estudo terá de passar pelos testes pré-clínico e clínico (fases 1, 2 e 3), de segurança e eficácia, exigidos para o registro de qualquer medicamento. “Também precisamos buscar financiamento. A princípio, buscaremos junto ao Ministério da Saúde e a fontes de fomento governamentais”, afirma Silva. “Como instituição pública autárquica, cabe a nós fazer esse caminho”, diz.

Com o projeto em gestação, diz o pesquisador, ainda não é possível fazer uma estimativa de orçamento. A previsão é que o registro do fitomedicamento junto à Anvisa e a sua consequente distribuição no SUS ocorra em um prazo de cinco a dez anos.

Extratos caseiros e importados

Fiocruz vai desenvolver medicamento à base de maconha para o SUS
Virgínia Carvalho, do projeto FarmaCanabis

Enquanto um remédio à base de CBD para tratamento de epilepsia não é produzido no Brasil, os pacientes se valem de extratos caseiros – produzidos de forma clandestina ou com autorização judicial – ou importados. Os extratos fabricados nos Estados Unidos, por exemplo, são registrados como suplemento alimentar pelo governo americano e não tiveram que passar pelo rigoroso controle de qualidade aplicado aos medicamentos.

A fim de trazer mais segurança às famílias, a professora Virgínia Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lançou o projeto de extensão FarmaCanabis, que vai analisar a concentração dos canabinóides como CBD e THC (sigla para tetrahidrocanabinol, que possui efeitos psicoativos) presentes nos extratos de maconha.

A partir dessa análise, que será oferecida gratuitamente, as famílias poderão desenvolver um tratamento seguro e eficaz junto a médicos e cientistas. Os resultados também serão usados no projeto da Fiocruz, que firmou uma parceria com a UFRJ.

Diante da restrição de recursos da universidade, a Apepi lançou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. A iniciativa busca arrecadar 60 mil reais para equipar o laboratório, e as doações podem ser feitas até as 23h59 desta segunda-feira 20.

Tanto os pacientes que sofrem com epilepsia quanto aqueles que fazem uso terapêutico da maconha para tratar sintomas de doenças como câncer e esclerose múltipla poderão ter seus extratos analisados pelo FarmaCanabis.

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USP de Riberão terá primeiro centro de pesquisa de Maconha do País

O primeiro Centro de Pesquisas em Canabinoides do Brasil será inaugurado ainda este ano na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. As informações são do portal da USP de RP.

O campus da USP de Ribeirão Preto inaugura ainda este ano o Centro de Pesquisas em Canabinoides da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), um centro para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos contendo canabinoides, substâncias derivadas da maconha, nome popular da planta Cannabis sativa.

O projeto, inédito no Brasil, é resultado de parceria entre a USP e a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi. O Centro vai funcionar numa ampliação do prédio da Saúde Mental e já tem aprovado estudo clínico sobre o uso do canabidiol (CBD, um dos primeiros componentes da maconha descrito cientificamente). O teste será realizado em mais de 120 crianças e adolescentes com epilepsia refratária.

O professor Antonio Waldo Zuardi, do departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP e coordenador do novo Centro, diz que reunirão no local os trabalhos do grupo de pesquisa de Ribeirão Preto, com ala destinada à pesquisa básica de laboratórios e outra, à pesquisa clínica com pacientes e voluntários saudáveis.

 

A foto é do prédio da Saúde Mental da FMRP, onde vai funcionar o Centro de Pesquisas em Canabinoides.

Atualmente, a comunidade científica vem creditando ao CBD grandes possibilidades terapêuticas, com muitas pesquisas já em fases pré-clínicas. Epilepsia resistente a tratamentos, esquizofrenia e doença de Parkinson estão entre as doenças que “possuem ensaios clínicos em pacientes, porém ainda precisam de estudos com maior número de pacientes para que o canabidiol possa ser registrado como medicamento pelas agências reguladoras”, conta Zuardi.

Com a criação desse Centro, os especialistas da USP esperam aumentar os estudos colaborativos e levar rapidamente resultados desses conhecimentos para a sociedade, com “redução de sofrimento e melhora da qualidade de vida de pacientes e suas famílias”.

Do bolo de maconha ao tratamento de epilepsia

O grupo da FMRP, que integra o Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT-TM) do CNPq, coordenado pelos professores Jaime Hallak, também da FMRP e Flavio Kapzinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com estudos sobre o CBD, vem colocando o Brasil na vanguarda das pesquisas sobre o potencial terapêutico desse e outros derivados da maconha.

Os recentes achados da equipe de Ribeirão Preto, e de outros pesquisadores ao redor do mundo, mostram benefícios do CBD no tratamento de epilepsia infantil (nos casos que não respondem aos medicamentos tradicionais). As informações colaboraram para que a considerada “substância proibida” entrasse na lista de medicamentos de uso controlado pela Anvisa.

As pesquisas com o canabidiol começaram com um “experimento gastronômico”, no início dos anos 1960, quando o bioquímico israelense Raphael Mechoulam resolveu testar seus achados. Mechoulam, que havia elucidado estruturas químicas de vários compostos da maconha, testou em seus amigos os efeitos de cada substância misturada à massa de bolos preparados por sua esposa.

Foi então que Mechoulam observou que apenas os convidados que ingeriram bolo com o CBD apresentaram os efeitos típicos da droga. “Ficaram chapados”, na linguagem popular. De lá para cá, conta José Alexandre Crippa, colega do professor Zuardi na FMRP e vice coordenador do INCT-TM, a ação farmacológica antiepilética do CDB foi descoberta pelo cientista brasileiro Elisaldo Carlini na década de 1970 e confirmada em humanos, em 1980.

Essas descobertas “ficaram adormecidas por muitos anos”, continua o professor Crippa, até que foi amplamente resgatada, principalmente pelos esforços do professor Zuardi e sua equipe da FMRP que “há quase quarenta anos pesquisa o canabidiol e é o grupo brasileiro com maior número de publicações sobre a droga”.

Segundo Crippa, com a recente renovação pelo CNPq do projeto do INCT-TM, as pesquisas com as substâncias derivadas da maconha contam agora com oito centros e 18 sub-centros de estudos espalhados pelo Brasil e exterior. Os recursos investidos representam “uma das maiores iniciativas mundiais, integrando a pesquisa básica e clínica com o CBD, com outros canabinoides e outros compostos com potencial terapêutico”.