No centro do poder capitalista, em meio ao cheiro de sexo e sucesso, há também o cheiro doce de… espere um minuto, de… erva?! Estaria a maconha conquistando um espaço na alta classe? Em Londres, a alta sociedade prefere ficar chapada ao invés de alcoolizada. As informações são da coluna Ela, do jornal O Globo.

As noites da alta sociedade londrina já não são tão regadas a champanhe quanto antes. Segundo reportagem do “London Evening Standard”, as socialites estão dando preferência à maconha, até então restrita a círculos menos glamourosos, como o de estudantes universitários. O motivo? Segundo as entrevistadas, a cannabis a ajudaria a “cortar calorias”.

“Eu consigo realmente comer meus salgadinhos com prazer. Calorias de bebidas não são legais”, confidenciou ao jornal uma executiva de moda, que trocou as taças de champanhe por alguns tragos.

“Quando eu fumo maconha, sei que não estou completamente sóbria, mas ainda consigo fazer escolhas certas na hora de ir embora. Já quando fico bêbada, posso achar que é uma boa ideia dar em cima de um homem casado ou andar sozinha em uma rua deserta em busca de um táxi”, acredita outra mulher.

Outros ainda defendem a droga como uma alternativa para quem, de outra forma, consumiria cocaína na noite.

“Eu consigo me animar um pouco, relaxar e não me sentir como uma chata. Cocaína é para perdedores. Ficar chapado é… meio sexy”, declarou a dona de uma galeria de arte na zona oeste de Londres.

O consumo da droga, no entanto, pode ter consequências sérias no Reino Unido. Ao contrário de outros países da Europa, como a Holanda e a Espanha, em que o consumo (com algumas restrições) é permitido, no Reino Unido quem for pego com pequenas quantidades de maconha pode ser condenado a até cinco anos de prisão (para o tráfico, a pena chega a até 14 anos). Além disso, cientistas ainda debatem os riscos à saúde, que incluem o desenvolvimento de psicose e dificuldades de aprendizado.

Outra entrevistada na reportagem, uma relações-públicas de turismo de luxo que tem o hábito de fumar maconha semanalmente, relata a sua ida a um perigoso subúrbio da capital londrina em busca de fornecedores.

“Eu estava completamente aterrorizada. Quem eu pensei que fosse? Stringer Bell (traficante fictício da série de TV “The Wire”)?.