Pelo fim da perseguição de jovens, negros, pobres e de todos que sofrem injustiças em nome da falida “guerra as drogas”. Entenda as bandeiras levantadas pelo “MACONHEIRO” e candidato a deputado estadual, André Barros*, e aperte o verde com consciência nestas eleições.

Nas panfletagens, me perguntam direto se fumo maconha, e respondo que “sou maconheiro”. Entendo que a resposta é mais completa, pois maconheiro representa o tratamento repressivo que sofre a juventude nas ruas de uma polícia historicamente meramente de costumes. A polícia, que hoje fica no Lapa Presente, por exemplo, enfiando a mão nos bolsos da juventude atrás de maconha, tem raízes no crime contra a polícia de costumes. Que ficava atrás dos capoeiristas, sambistas, macumbeiros e maconheiros, uma polícia que só reprime negros e um sistema penal que, em regra, só condena negros, jovens e pobres.

O número da candidatura simboliza a nossa luta, pois 420, segundo algumas versões sobre o significado do número, era o código que a polícia americana usava para prender com maconha, também, jovens, negros e pobres. O 50 é número do Partido Socialismo e Liberdade, que representa as lutas antiproibicionistas e anticapitalistas e traz uma sigla com a marca do Brasil, o SOL. Num mundo que está de olho no potencial da maconha para diversos fins, um país com tanta terra, água e sol, é uma ameaça, pois só faltam as sementes. A reforma agrária no Brasil é fundamental para libertar milhões de pessoas do aprisionamento insuportavelmente sufocante das grandes cidades, mas também é importante para plantar maconha. Por isso, cantamos na Marcha da Maconha: “o latifúndio é uma vergonha/reforma agrária pra plantar maconha”. Os espertos chineses e americanos já estão fazendo isso.

50420 é o número da nossa candidatura a deputado estadual do Rio de Janeiro. Muitos começam a escrever 50420 neles! Gosto disso, pois vamos enfrentar todo essa política policial de perseguição aos negros, jovens e pobres e esses sistema penal punitivo do Rio de Janeiro que condena em regra jovens, negros e pobres. Ao contrário das únicas três opções repressivas apresentadas aos pobres presos na miséria da favela sob tiro de arma de verdade, que são tráfico, milícia e UPP, colocaremos no debate da segurança pública do Rio de Janeiro uma proposta democrática e pacífica: a legalização da maconha. Podemos mostrar ao Brasil que somos o maior exemplo de que essa política de combate às drogas é uma farsa, pois na realidade é a guerra aos pobres. Que é uma política racista e fracassada. E que a União deve legalizar a maconha por questão de direitos humanos. Por tudo isso ,é 50420 neles!

*André Barros é candidato a deputado estadual, nº 50420, advogado da Marcha da Maconha, mestre em ciências penais, membro licenciado da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e do Instituto dos Advogados Brasileiros