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Em uma obscura reação contra a proposta de sugestão nº 8/2014 – #SUG8, que debate a regulação da maconha no Brasil, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a campanha “Brasil Sem Drogas” está divulgando desinformações, sendo uma afronta ao intelecto popular que deve ser denunciada. Convoque seu candidato, a favor da legalização, para comparecer aos debates nas próximas Audiências Públicas.

A legalização da maconha está sendo discutida no Senado Federal desde o início deste ano, depois que mais de 20 mil pessoas apoiaram a iniciativa popular que sugere a regulamentação do uso medicinal, industrial e recreativo. A sugestão foi apresentada por André Kiepper, analista de gestão em saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pode virar projeto de lei. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), relator da proposta na Comissão de Direitos Humanos do Senado, agendou uma série de Audiências Públicas para fornecer ao fim um relatório geral sobre a sugestão. Cristovam já declarou que vai priorizar a questão do uso medicinal no debate, mas sem arquivar a parte recreativa.

E claro, como em qualquer debate, há lados favoráveis e contrários, e com a regulação da maconha não seria diferente. A SUG8 caminha para sua 5ª audiência pública e o lobby proibicionista continua ‘desinformado’ e pregando falsas informações, para amedrontar uma sociedade afim de travar o debate.

Recentemente, no dia 09, o grupo ‘Brasil Sem Drogas’ lançou oficialmente, na sede do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, 04 peças publicitárias intituladas por “Vote por um Brasil sem drogas”, contra a sugestão em curso no Senado. O grupo é responsável por veicular peças publicitárias que fazem alusão a um “piloto que fumou um bagulho” “professores que dão aula lombrados”, afirmando logo após que “se a maconha for legalizada, isso será normal”, confira as peças abaixo, clique para ampliar:

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A campanha, que foi criada para informar –  mas está mais para manipular – a população das consequências físicas e psicológicas do uso da maconha, é baseada em falácias que a transformam numa propaganda enganosa e abusiva. O argumento de que um profissional, seja ele motorista de ônibus ou um médico, possa trabalhar sob o efeito da maconha distorce o real objetivo da legalização, induzindo ao entendimento errado de que quando regulamentada a maconha será permitido usá-la em horário de trabalho.

Uma publicidade que projeta algo ilusório, dando a conotação de que a proibição evita que pilotos e professores se chapem loucamente, é uma campanha enganosa, que deveria ter sua circulação proibida. 

Aperte e leia: Campanha contra maconha vira piada nas redes sociais

Mapeamento Político

Porém, a ação não será apenas baseada nos fracos argumentos. A campanha promete ainda mapear políticos defensores da regulamentação da maconha, “Vamos expor os políticos que apoiam. Sairão nos jornais essas pessoas que estão apoiando o uso recreativo das drogas”, informou à imprensa Rossana Brasil,  Coordenadora de Políticas Públicas do município de São Gonçalo do Amarante e figurinha carimbada nas audiências da SUG8. 

CARA A TAPA: CONVOQUE O SEU CANDIDATO PARA PARTICIPAR DE UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA SUG8

Logo, aproveitamos o momento e a falaciosa ação dos proibicionistas e convidamos a todos os candidatos às eleições 2014 que separem, com seus assessores, na sua agenda, uma segunda-feira disponível para mostrar ao Senador Cristovam Buarque que a regulação da maconha é a melhor, menos sangrenta e a mais viável mudança na atual política de drogas. Ensaiem seus discursos, separem  seus estudos e ponham a CARA A TAPA pela REGULAMENTAÇÃO da maconha. Seus futuros eleitores já fazem isso!

Entendemos que o período é complicado, de agenda sempre cheia, mas se o lobby proibicionista comparece às audiências públicas, acreditamos fortemente que você pode igualmente enriquecer o coro a favor da legalização com os ativistas, pais de crianças, pacientes e alguns especialistas, comparecendo ao próximo debate. Anote na agenda, no dia 22 de Setembro de 2014, segunda-feira, às 9 horas, no Plenário nº 2, Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, Senado Federal.

Em tempos, vale lembrar que na Câmara já foram apresentados dois projetos que defendem a legalização da maconha: um de autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que propõe uma série de mudanças na política de drogas do Brasil, e outro do deputado Eurico Júnior (PV-RJ), que regulamenta o uso, a produção e a comercialização da maconha. Ambos os projetos de lei propõem a legalização do cultivo em residências. Acreditamos e contamos com a sua presença na próxima Audiência Pública da #SUG8.

Não deixe de convocar seu candidato! Confira a lista abaixo:

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