Depois da recente publicação no “The New York Times”, explanando 17 anos de experiência de maconha medicinal legal na Califórnia, o desenvolvedor do “Catraca Livre”, Gilberto Dimenstein* fez uma importante observação na sua coluna, na Folha de S.Paulo, os jovens californianos estão trocando uma substância nociva que é o álcool por algo mais “natural” a erva, confira:

Em meio aos debates mundiais sobre legalização da maconha –intensificado aqui por causa do Uruguai– há um constante alerta: essa flexibilidade vai levar ao consumo de drogas mais pesadas. Será mesmo?

Vou logo dizendo que não uso drogas e vejo efeitos perniciosos na maconha, longe de ser algo sem efeitos danos. Sou radicalmente contra qualquer glamourização de substâncias psicoativas.

Neste final de semana, li reportagem do “The New York Times” mostrando que essa visão de que a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas pode ser um mito.

O jornal faz relato dos efeitos dos 17 anos de flexibilização da maconha na Califórnia. Um estudo preste a ser divulgado mostra uma tendência inesperada entre jovens: na Califórnia, eles reduziram o consumo do álcool.

E não houve aumento de drogas mais pesadas. Talvez esses dados ajudem a fazer o debate mais sereno.

Dados mostram inequivocamente que o álcool é um problema mais sério para a saúde pública do que a maconha, associado a violência e acidentes.

Portanto, se os dados do “The New York Times” estiverem certos, a legalização maconha, como no Uruguai, ajudaria a deixar as cidades menos inseguras.

*Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

  • Vitor Barros

    Vejamos, este é um estudo que realmente faz sentido. Quando eu não fumava maconha, minhas noites eram regadas a álcool; bebia todos os dias, um vinho, uma cerveja, uma vodka e outros.
    Já hoje não bebo com tanta frequencia, pois aprendi a apreciar a bebida e não beber para embriagar.