Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que 32% dos homens e 14% das mulheres entre 18 e 24 anos, com mais de oito anos de estudo, estão consumindo álcool de forma abusiva. Os dados fazem parte da pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) que apresenta indicadores da saúde do brasileiro, como excesso de peso e obesidade, alimentação, sedentarismo e consumo de álcool.

É considerado consumo abusivo cinco doses ou mais de bebidas alcoólicas para homens e quatro ou mais doses para as mulheres. Homens continuam a beber mais. Durante a pesquisa, ficou claro que as pessoas que mais estudaram (cerca de 12 anos) consomem mais e dirigem: 11,7% dos entrevistados assumiram que beberam e dirigiram, sendo 19% homens, um em cada, e 6% de mulheres.

“Impactos a curto prazo aparecem no trânsito e na violência, como o aumento de homicídios por causas fúteis. Todos sabem que o álcool tem efeito potencializador nesses casos”, afirmou o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante a divulgação da pesquisa.

O secretário comenta que o consumo excessivo é algo que só preocupará a pessoa lá na frente, quando surgir uma doença. “São necessárias ações de empresas, escolas, profissionais de saúde e família para que haja redução de consumo abusivo”.

“Chamo a atenção para a importância da Lei Seca, não temos dados para comparação, mas é muito provável que a menor proporção apontada, em Recife e Rio de Janeiro, sejam reflexo das operações da polícia que estas cidades têm feito. São impactos decisivos para que as pessoas não bebam e dirijam”, lembra o ministro da saúde, Alexandre Padilha, também presente ao evento.

Via Uol

Na Pontinha…

Nada disso foi levado em conta pelos deputados, que aprovaram o projeto infame do Osmar Terra. A proposta que aguarda no Senado, como PLC37, teve uma amputação onde exigia a obrigatoriedade de advertência sobre os malefícios decorrentes do consumo de álcool em rótulos e embalagens de bebidas, tal como ocorre atualmente com o tabaco. O grande financiador do Parlamento Brasileiro – a poderosa indústria de bebidas e seu lobby, fez questão de lembrar que, a liberdade do indivíduo é um valor sagrado e que é necessário evitar a “interferência estatal excessiva” na vida pessoal e empresarial.

Enquanto isso a “Birita” segue vitimando sem nenhuma restrição à propaganda, que esbanja belas mulheres encorajando e incentivando o consumo, principalmente no público alvo da pesquisa, além de nenhuma advertência sobre os danos individuais e sociais a saúde. Porém o “Gererê” que nunca gerou uma vítima, com danos que chegam a serem ”ínfimos”, quando comparados ao do álcool segue proibida e causando muita polêmica em torno de sua regulamentação.