Confira a opinião do empresário Bernardo Gonçalves, de 31 anos, em resposta à triste posição de Rachel Sheherazade sobre a legalização da maconha no Uruguai.

“…aqueles que tanto demonizam uma possível legalização, na verdade possuem muito pouco conhecimento sobre o assunto… Não os tomo mais como inimigos, prefiro elucidá-los do que execrá-los…”

Comecei a perceber que aqueles que tanto demonizam uma possível legalização, na verdade possuem muito pouco conhecimento sobre o assunto… Não os tomo mais como inimigos, prefiro elucidá-los do que execrá-los… Nesse aspecto devo parabenizar o Lobão, assisti sua entrevista no Roda Viva, ele ao menos foi sensato ao dizer que não tem entendimento sobre o assunto, apenas se disse contra e alertou para possíveis intenções políticas acerca do movimento pró legalização…

Depois que assisti à um agente da PF com estereótipo de capitão nascimento, não só reconhecer como agradecer por argumentos pró cannabis que lhe foram apresentados, acredito que qualquer um possa ser convencido, basta os argumentos serem apresentados de forma correta, verdadeira e objetiva…

Não entendo o porquê desse medo desproporcional da cannabis, como se fosse algo novo e completamente desconhecido… A humanidade sempre conviveu pacificamente com ela, aceitem o fato, é um bem de consumo com propriedades fantásticas! Há efeitos colaterais se usada inadequadamente, sim há, mas tenho certeza que é melhor ensinarmos sobre os possíveis danos para que sejam evitados, do que proibirmos o uso…

A proibição que fez todo esse marketing em torno dela, talvez estivéssemos em uma sociedade muito melhor senão tivessem proibido… Quem pode garantir que não?

À respeito das colocações da Rachel Sheherazade, seguem meus comentários:

“O Uruguai vai passar de repressor do tráfico, à sócio de traficantes”
Existe sim a possibilidade do estado ser sócio dos atuais traficantes, afinal os grandes traficantes de hoje, estão por trás do estado, vide os mais de 400kg de cocaína no helicóptero do deputado. Justamente por isso acredito que um modelo estatal não é ideal para o Brasil, não tenho dúvidas de que a máquina pública seria usada em detrimento da perpetuação no poder.

“Na contramão do libera geral estão países europeus, que agora lutam para banir o turismo de drogas… Ah se arrependimento matasse…”
Desconheço qlq país europeu q esteja arrependido, é importante não confundir as coisas, readequar não é o mesmo que revogar…

“Mas antes de entregar os pontos sequer investiu em educação e prevenção”
Como não? São mais de 50 anos de proibição, trilhões de dólares investidos no combate e na prevenção… Não espere que o estado eduque seus filhos, faça você mesmo!

“legalizar para tratar, quanto paradoxo!”
Paradoxo? Da forma como colocou talvez, mas o objetivo não é legalizar para tratar e sim tratar possíveis efeitos colaterais do uso da cannabis, além de ser justo, equilibra as contas, afinal a grana para o tratamento virá do próprio comercio dela, acho q o mesmo deveria ser feito com o álcool, tabaco e etc… Paradoxo é como está hoje, onde todo contribuinte, até mesmo os não usuários são obrigados a arcar com os tratamentos oferecidos pelo estado…

Não considero o modelo Uruguaio ideal, mas podemos usá-lo como exemplo para criarmos algo melhor para nós.

  • Booooa Forester “dos equipamentos” kkkk
    irado!!