Neste domingo 6, começou a corrida para as eleições gerais do Brasil. E quem chega com o objetivo de aumentar a bancada antiproibicionista e anticapitalista é o Dr. André Barros*, advogado da Marcha da Maconha, que anuncia a sua candidatura a Deputado Estadual pelo PSOL, sob o sugestivo nº 50420.

Por Dr. André Barros

Os movimentos antiproibicionistas precisam se unir nas suas diferenças. A marcha da maconha, o movimento negro, a marcha das vadias, a legalização do aborto, a parada do orgulho LGBT, o movimento passe livre, os escrachos dos torturadores da ditadura civil/militar, a multidão que tomou as ruas do Brasil em junho de 2013, o movimento dos sem teto e sem terra, a resistência das favelas, advogados, midiativistas e todas as lutas pelos direitos humanos têm o mesmo inimigo biopolítico: o sistema penal punitivo policial.

Esse sistema repressivo de raízes racistas formado pelos capitães do mato nasceu de uma combinação que permanece na história de uma polícia de costumes de ordem política e social. Todos os movimentos citados acima foram historicamente reprimidos. A unidade dessas diferenças vai fortalecer nossas lutas e deixar os poderes constituídos acuados em seus gabinetes, como ficaram em 2013, com a multidão que tomou as ruas do país.

Precisamos resistir no dia a dia à repressão do sistema penal pela vida. Lutar pelos direitos humanos e contra as mortes por racismo, machismo, homofobia e todas as formas de intolerância. Vamos denunciar todo esse sistema penal que dá carta branca para a polícia matar e condenar apenas com a palavra do policial, sem assistência de advogado nas delegacias. Denunciar esse sistema penal que prende e condena apenas jovens, negros e pobres, pois todos sabem que não são estes os criminosos no Brasil.

Criminoso é esse capitalista que anualmente entrega quase metade do orçamento do país aos bancos, enquanto 5% são destinados à educação. A revolução francesa é comemorada no dia da queda da bastilha. O marco da revolução burguesa é o fim da prisão do antigo regime.

A unidade dos movimentos antiproibicionistas é constituinte. Apoiar a legalização da maconha, mas ser contra a legalização do aborto, é impotente. Como ser a favor do casamento igualitário e ficar indiferente diante da morte de jovens negros?

Os movimentos antiproibicionistas vão estremecer as barreiras dos poderes constituídos quando instintivamente formarem essa unidade anticapitalista. Como a queda da bastilha, o marco do fim do capitalismo será a destruição total desse sistema punitivo penal de raízes monarquistas e escravocratas. Vamos juntos nas lutas!

*ANDRÉ BARROS, candidato a deputado estadual pelo PSOL nº 50420, mestre em ciências penais, advogado da Marcha da Maconha, membro licenciado da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e membro do Instituto dos Advogados Brasileiros