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Universidade Federal do interior de São Paulo procura idosos com Parkinson para experimentar Maconha Medicinal

Um grupo da Universidade Federal de São Carlos, SP, procura voluntários idosos que queiram participar do estudo que analisará o efeito do canabidiol, substância derivada da maconha, no controle da ansiedade e o quanto esse efeito pode reduzir os tremores que acometem os pacientes com doença de Parkinson. As informações são do G1.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estudam o efeito do canabidiol (CBD) no controle da ansiedade em pessoas com Parkinson e buscam idosos que queiram participar do levantamento.

Estudos anteriores apontaram para o efeito neuroprotetor da substância extraída da maconha, com melhora na qualidade de vida, sono e sintomas de depressão dos idosos. O que o grupo pretende agora é analisar o impacto dela no controle da ansiedade e checar o quanto esse efeito pode reduzir os tremores que acometem os pacientes.

UFSCar busca idosos para estudo sobre efeitos da maconha no controle da ansiedade no Parkinson
“Espera-se que o canabidiol atenue as medidas de ansiedade subjetiva, verificada via testes neuropsicológicos; fisiológica, indicada pela pressão arterial e frequência cardíaca; e os tremores, verificados por meio de um acelerômetro”
, explicou a pesquisadora Stephanie Martins.

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Proposta
Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo foi idealizado pelo professor Marcos Hortes Nisihara Chagas, do Departamento de Gerontologia da UFSCar, e conta com a participação de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos.

“A ideia foi proposta tendo em vista que nessa doença existem sintomas como o tremor, que em situações de ansiedade é aumentado significativamente, demandando tratamentos eficazes para atenuação”, contou Stephanie.
Ao todo, serão escolhidos 26 voluntários. Podem participar homens e mulheres diagnosticados com Parkinson idiopática, que não tenham transtornos cognitivos e doenças graves coexistentes e que não façam uso de benzodiazepínicos, como ansiolíticos, sedativos, relaxantes musculares e anticonvulsivantes.

Segundo a pesquisadora, serão realizados dois testes, com intervalo de 15 dias entre eles, e cada avaliação terá cerca de três horas de duração. Um grupo de participantes receberá uma cápsula de CBD em pó dissolvido em óleo de milho e o outro, placebo. Depois, os voluntários passarão por testes de simulação de apresentação em público, o que induz à ansiedade, e por ensaios neuropsicológicos. A pressão arterial e a frequência cardíaca também serão verificadas.

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“Para aqueles pacientes que apresentarem algum transtorno cognitivo, haverá o encaminhamento para atividades de estimulação na universidade. Finalizados os testes, os resultados serão analisados”, disse.

Os interessados em participar podem entrar em contato com os pesquisadores pelos e-mails [email protected] e [email protected]

medico maconha

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