Em época de discussão dentro do Senado sobre a possível regulaentação da erva no Brasil, os internautas ainda se dividem em dois grupos: os que defendem a liberação baseado em dados reais e os que a condenam usando os velhos mitos sobre a planta. O site do Senado resolveu reunir os principais comentários – contra e a favor – deixados por quem acompanhou o debate pela internet – e o SmokeBud decidiu separar outros por conta própria, que você confere abaixo:

Durante a audiência pública que discutiu, nesta quarta-feira (11), a regulamentação da produção, comércio e uso da maconha, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) leu uma série de manifestações enviadas por meio do Portal e-Cidadania.

A internauta identificada como Juliana F, por exemplo, escreveu: “Sou contra a liberação! estudos sólidos mostram seus danos. Temos que pensar nas crianças e nos jovens que poderão fazer usos desta substância e parar com este egoísmo de querer propagar um lazer que faz mal a saúde individual e de possíveis usuários”.

Johann P relatou que tem câncer e usa maconha para minimizar os efeitos da quimioterapia: “Seus bens são tão grandes que vejo que já passou da hora de se regulamentar o uso. Fora os danos causados pela ineficiente guerra as drogas! Legalize já para todos os fins”, defendeu.

O internauta Sergio P afirmou que a liberação da droga seria um retrocesso moral:

“Nossos governantes devem tratar com seriedade o tema, coibindo sua produção, distribuição e utilização. Esta sim será uma atitude moralmente correta para com a população brasileira”.

Já Rafael L ponderou: “Existe um fato: Usa maconha quem quer. A questão agora é a redução de danos ao usuário e o controle do público alvo, que se dá por meio da legalização”.

Roger A avaliou que é incoerente permitir cigarro e álcool e não maconha: “Se vamos manter a maconha na ilegalidade, devemos então cobrar do estado metas para combate ao tráfico e metas para reduzir seu consumo. O dinheiro que hoje movimenta o tráfico não pode passar a ser arrecadado pelo estado?”, questionou.

Andreia S propôs a convocação de um plebiscito para que a população decida se quer ou não a regulamentação.

“Temas como este costumam movimentar uma minoria ruidosa, que acaba aparentando representar a maioria. O jeito mais democrático de decidir seria por plebiscito”, escreveu.

Assista o breve depoimento de alguns participantes da audiência, como o do estudante de ciência política Felipe Marques, Carlos Penna Brescianini, o Cel. Jorge da Silva e os proibicionistas recheados de mitos e mentiras, Rossana Brasil Kopf representante da OAB/CE, Andreia Salles coordenadora de grupo de reabilitação e o ex-deputado federal Luiz Bassuma.

O SmokeBud também separou alguns dos diversos comentários feitos durante o debate. Veja abaixo:

Eduardo D (14:26h): “Mal eu estava quando tomava Rivotril para dormir e Prozac para acordar. As vezes eu ia ao hospital para conseguir derivados de morfina e opióides. Troquei estas porcarias todas por um baseado diário”.

Bruno B (13:13h): “Sempre fumei, me formei na faculdade, passei em concursos, tenho emprego, nunca matei, nunca roubei e vou continuar assim. [A maconha] me ajuda nas dores crônicas melhor do que qualquer opióide altamente viciante, me ajuda com o sono melhor que o Rivotril. Problema mesmo é só dar grana ao tráfico. E só”!

Frederico P (13:09h): “Eu também não fumo [cigarros] e nem bebo, mas uso maconha. Maconha felizmente relaxa a musculatura, tira dores de cabeça, depressão ou raiva. Uso esporadicamente e não vejo efeitos negativos em minha pessoa. Pratico até atividades físicas, como ioga, devido a propriedade muscular”.

Andressa F (13:06h): “Será tão difícil cuidar da própria vida e deixar que os demais decidam o que fazer das suas próprias vidas? A cannabis está salvando vidas e está sendo proibida. Já o álcool e nicotina estão matando pessoas, destruindo famílias, e vocês não tomam providência plausível”.

Lianne C (13:02h): “Concordo que temos que ver o assunto com termos científicos. O mundo já sabe dos benefícios medicinais da cannabis. Por que esconder do Brasil? Por que fingir que aqui não funcionaria”?

Guilherme C (13:00h): “Não precisa ser usuário para ver que a guerra às drogas atinge a todos”.

Marcos P (12:58h): “Daqui há alguns anos, quando plantar maconha no quintal de casa for normal, e as pessoas perceberem seu incrível poder medicinal, lembraremos deste tempo como uma época de tamanha ignorância e retrocesso. E as vidas que poderiam ser salvas deste então? Do jeito que tá, não dá mais”!

Bryan M (12:55h): “Não há argumento válido que justifique a proibição. Puro preconceito, fruto do dogma criado pela sociedade e passado de pai para filho. Conversar em família sobre drogas ainda é um tabu, e as pessoas esquecem que conversar é também uma forma de prevenção”.

Marcos  (12:45h): “Os argumentos dos proibicionistas são carregados de opiniões pessoais e possuem pouco ou nenhum embasamento científico. Aqueles que quiserem comparecer nas próximas reuniões, tentem juntar mais provas para defenderem seus argumentos. Só achismos não acrescentam em nada ao debate”.

Lucas K (11:43h): “A proibição tem motivos inteiramente políticas/econômicos. Derrubar este estigma da proibição da cannabis é o primeiro a ser feito. Os benefícios para a saúde pública já são escancarados, basta que sejam divulgados com coerência e sem medo”.

10550978_720291451341896_2838721966194731370_n

QUER QUE  SEU COMENTÁRIO CHEGUE AOS SENADORES? É de extrema importância que você acesse o portal da Audiência Pública Interativa e deixe seu recado. Assim podemos quebrar os velhos mitos sobre a erva e nossa voz realmente será ouvida pelos responsáveis por fazer ou não esta mudança no país.

PELO TELEFONE E PELA INTERNET CONTINUE CONTATANDO O SENADO! O público de casa deve participar do debate por meio do portal do senado, pelas redes sociais e por telefone através do Alô Senado: 0800-612211.

Facebook: alosenadofederal
Twitter: @AloSenado
Portal e-Cidadania: https://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=2481

Acompanhe a tramitação da SUG Nº 8/2014 em //bit.ly/CDHSUGMaconha

  • Lua

    Eu seria uma pessoa muito mais feliz na face da Terra se tivesse o meu direito de Plantar a minha Erva Santa garantida por lei, e está demorando muito… LEGALIZA BRASIL, POR AMOR!!!!

  • Fala-se muito sobre qualquer coisa que seja tirar a polícia do caminho do usuário, liberar, regulamentar, legalizar, o verbo não muda a intenção. Agora, com uma opinião pública de 80% contrária, esse Congresso jamais votará a favor dessa matéria. Foram 100 anos demonizando a maconha e serão necessários mais 100 anos para exorcizar esses demônios. Assim sendo, no ano de 2114, existe a possibilidade da maconha ser liberada no Brasil. A essa altura todos estaremos mortos.