Durante uma entrevista o subsecretário de saúde pública, Leonel Briozzo, informou que o Ministério da Saúde está analisando a criação de um regulamento que permita a utilização da substância no tratamento de doenças terminais, em casos neurológicos, pacientes terminais e no tratamento de substâncias mais pesadas. As informações são do O Globo.

O governo uruguaio analisa utilizar maconha no tratamento de enfermidades neurológicas, em doentes terminais e em viciados em drogas mais fortes, disse neste domingo o subsecretário de Saúde Pública do país, Leonel Briozzo, em entrevista a uma rádio local.

De acordo com ele, o Ministério da Saúde Pública vem trabalhando na regulação do uso medicinal da erva. Em dezembro último, o país legalizou a produção e a venda da maconha. Uma regulamentação da nova lei deverá ser divulgada até esta quinta-feira.

O subsecretáro listou três grupos de possíveis beneficiados pelo uso medicinal: pessoas que sofrem enfermidades neurológicas degenerativas, vítimas de males que precisam da droga para aliviar a dor, principalmente em casos terminais, e viciados em drogas como cocaína.

Briozzo deu a entrevista durante uma reunião na sede da ONU, onde ele expôs os trabalhos do país para divulgar a regulamentação, até quinta-feira desta semana, da lei que autoriza cultivo, venda e consumo de maconha no Uruguai. Proposta pelo presidente José Mujica e aprovada em dezembro pelo Congresso, a legislação gerou grande repercussão internacional.