Com um decreto específico para a maconha medicinal, que será apresentado em breve, Uruguai atrai investidores que querem direcionar a erva para programas medicinais estatais fora do país. As informações são da Reuters

O governo do Uruguai emitirá na metade do ano um decreto específico que regulamentará o uso medicinal da maconha para promover o desenvolvimento do setor e os investimentos no país, anunciou nesta quinta-feira um funcionário.

As autoridades se preparam para publicar nos próximos dias a regulamentação da produção de maconha com finalidade recreativa, após a aprovação de uma lei em dezembro pelo Parlamento.

“Estamos elaborando um decreto específico, diferente do geral, para a maconha medicinal”, disse a jornalistas o presidente da Junta Nacional de Drogas, Diego Cánepa. “Isso abre a oportunidade para uma grande indústria no Uruguai”, acrescentou.

Desde que o país anunciou a iniciativa de regulamentar o comércio de maconha, formalizando seu cultivo, recebeu várias consultas de investidores para se instalarem com a finalidade de produzir maconha e direcioná-la a programas medicinais estatais estrangeiros.

No Canadá, por exemplo, cerca de 37.000 pessoas estão autorizadas a consumir maconha com fins medicinais e essa cifra deverá subir para 434.000 em 2024, de acordo com projeções oficiais.

Israel é outro país que tem programas estatais de abastecimento de maconha medicinal a pacientes terminais.

Os uruguaios registrados em uma lista confidencial ficarão habilitados a adquirir até 40 gramas mensais de maconha nas farmácias ou poderão cultivar para consumo próprio até seis plantas de maconha em suas moradias.

Ficarão autorizados também clubes específicos com entre 15 e 45 integrantes com um máximo de 99 plantas.

O Estado outorgará licenças a particulares que poderão cultivar maconha em prédios militares, onde haverá custódia perimetral por parte das Forças Armadas.