Depois do governo uruguaio convocar interessados em cultivar a maconha que será distribuída para venda, a fim de implementar o novo modelo de regulação da erva, 22 propostas foram registradas. As informações da via EFE

Ao todo, 22 empresas manifestaram interesse em cultivar maconha para distribuição nas farmácias uruguaias, informou nesta quinta-feira o Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA).

Em 1 de agosto, o governo uruguaio realizou a primeira chamada a interessados em cultivar maconha para a venda, depois da legalização no país em dezembro do ano passado. Por enquanto, 22 propostas foram registradas, sendo oito de cultivadores uruguaios, dez estrangeiros e quatro de sociedades integradas de forma mista.

A convocação é para escolher cinco postulantes aos que o governo uruguaio dará permissão por até cinco anos de produzir cada um até duas toneladas de maconha por ano. A maconha que for produzida por estas empresas será comprada em sua totalidade pelo Estado, que o distribuirá apenas nas farmácias.

O IRCCA estabeleceu que a maconha custará entre 20 e 22 pesos por grama (aproximadamente R$ 1,87 e R$ 2,05), valor pensado para cobrir os custos de produção, as taxas e o lucro do produtor como para que o preço de venda esteja abaixo da vendida ilegalmente. Os clientes que forem às farmácias poderão comprar até 40 gramas da droga por mês. Para isso, os interessados terão que se registrar previamente em um cartório que garante o anonimato e com o qual se pretende combater o excesso de consumo e que a maconha não vá para o mercado negro. O IRCCA também informou que 54 pessoas solicitaram cultivar cannabis psicoativas para consumo doméstico.

O registro, gratuito, requer apenas a apresentação do documento de identidade, uma cópia dele e um comprovante de residência, que, segundo a lei, deverá ser de uma pessoa física capaz, maior de idade, cidadão uruguaio ou residente permanente no país. A partir do pedido, o IRCCA tem 30 dias para autorizar o cultivo doméstico e emitir a permissão, que terá vigência de três anos. Aquelas pessoas que já tenham plantas de maconha em casa e queiram legalizá-las terão 180 dias a partir da inscrição para se registrar.