Chegando a sua terceira edição neste ano uso da maconha para fins medicinais foi pauta em diversos atos no dia 27 de novembro. Confira as informações são da Mídia Ninja, TV Carta e Coletivo Plantando Informação

A proibição do uso da cannabis para recreação e industrialização já é um quadro consolidado no Brasil e que ainda levará alguns anos para que seja alterado. Entretanto, a criminalização aos que querem e precisam das propriedades medicinais da erva é uma covardia sem igual. Para impedir que tratamentos sejam paralisados ou que pacientes fiquem sem o medicamento indicado, centenas de ativistas pela legalização do uso da maconha medicinal foram às ruas ontem, 27 de novembro, dia da luta contra o câncer, escolhido também para representar a luta pela legalização da planta para fins medicinais.

Ato em Belo Horizonte – Fotos Mídia Ninja

Segundo o senador Cristovam Buarque (PDT/DF), relator da Sugestão nº8 do Senado que propõe a regulamentação da maconha, afirmou recentemente que “quem está com uma criança doente não pode esperar, por isso tem que ser urgente”.

Ato em Fortaleza – Fotos Kélvin Cavalcante / Coletivo Plantando Informação

A propostas da mobilização é pressionar a ANVISA, órgão que pode permitir o uso da maconha medicinal retirando-a de sua lista de drogas ilícitas e conscientizar a população sobre as particularidades da cannabis sativa. As atividades envolveram familiares de pacientes, médicos e ativistas além de intervenções artísticas, projeção de filmes e até mesmo uma “Feira de Drogas” com café, açúcar, aspirinas e diversas outras drogas lícitas para ironizar a atual proibição da cannabis.

Ato no Rio de Janeiro – Fotos Mídia Ninja

A cannabis é utilizada contra o câncer e a AIDS, no alívio de náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia e antivirais, reduzindo dores e espasmos musculares típicos da esclerose múltipla, dores crônicas ou neuropáticas, no controle de convulsões causadas por diversos tipos de epilepsia, a erva da paz, ou fumo de angola, é um verdadeiro milagre.

Ato em São Paulo – Fotos Mídia Ninja

A TV Carta, da Carta Capital, também esteve presente no evento realizado em São Paulo e conversou com algumas pessoas favoráveis a regulamentação da maconha.

Como Surgiu o dia 27 no calendário canábico

Criado para reafirmar o caráter medicinal da maconha, a Rede Nacional de Coletivos e Ativistas pela Legalização da Maconha, nasceu durante o encontro Rio+4:20 – espaço que reuniu coletivos e ativistas antiproibicionistas na Cúpula dos Povos em 2012, resolveu propôr um ato nacional pela legalização da maconha medicinal no mesmo dia do da luta contra o Câncer – 27 de novembro, chegando a sua terceira edição neste ano.